Empresa, que também fornece produtos à área de saúde, se engaja no movimento mundial em defesa da saúde da mulher.

Texto e edição por: Rosângela Ribeiro Gil
imprensa@afdatalink.com.br

Arte e fotos por: Cristina Camacho
elisabeth@afdatalink.com.br

A Datalink – empresa brasileira de cabos e conexões de comunicação e de controle para aplicações industriais, agrícolas e smart cities, com foco na entrega de produtos com a maior excelência e segurança – engaja-se ao esforço do movimento mundial Outubro Rosa, cujo propósito é ajudar na conscientização para a detecção precoce do câncer de mama. Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença possui a maior incidência na população feminina no Brasil e no mundo. Nesse sentido, o maior engajamento de profissionais de saúde, instituições públicas e privadas e da sociedade em prol da campanha é fundamental para que se entenda a importância do autoexame e do diagnóstico precoce.

Segundo dados extraídos do Inca, no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres de todas as regiões, com taxas mais altas nas regiões Sul e Sudeste. Para o ano de 2022, foram estimados 66.280 casos novos, o que representa uma taxa ajustada de incidência de 43,74 casos por 100 mil mulheres. Ainda de acordo com o Inca, cerca de 2,3 milhões de casos novos foram estimados para o ano de 2020 em todo o mundo, o que representa cerca de 24,5% de todos os tipos de neoplasias diagnosticadas nas mulheres. Os produtos da Datalink são utilizados em diversos segmentos industriais e de serviços, como a área de saúde e estética.

Entrevista especial

Datalink_Marianna Mellone

É dentro desse objetivo de compartilhar informações sobre a doença e contribuir à redução da incidência e mortalidade, que a Datalink publica a entrevista especial com a médica ginecologista Marianna Mellone, formada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com especialização em oncologia pélvica.

Mellone, que atende há 15 anos no Sistema Único de Saúde (SUS) em Campinas, na entrevista ao Datalink News, reforça que “quanto mais cedo descoberto [o câncer de mama], menores são as intervenções, como cirurgia, quimio e radioterapia. E maiores são as chances de cura”. Ela aproveita para lembrar, ainda sobre a saúde da mulher, a campanha “Março Lilás” para a prevenção do câncer de colo do útero.

Doutora Marianna Mellone, não há uma causa única para o câncer de mama, mas quais os principais fatores de risco?

Segundo toda a pesquisa científica que temos até agora, os principais fatores de risco são: idade avançada, idade precoce da primeira menstruação e menopausa tardia, história familiar de câncer (mama, intestino e ovários), parentes de primeiro grau com câncer de mama antes dos 50 anos. E ainda: primeira gestação após os 30 anos ou que nunca gestaram. E hábitos de vida: obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool.

Quais os sintomas e sinais de câncer de mama? É possível ter câncer mesmo sem sentir nada no autoexame?

O câncer inicial não tem sintomas, mas pode ser detectado na mamografia. Quando cresce, o sintoma mais comum é o aparecimento de um nódulo, quase sempre indolor, endurecido e irregular. Outros sintomas também podem surgir, como: irregularidades, retrações e inchaço na pele, nódulos nas axilas, inversão do mamilo, secreções do mamilo, sanguinolentas ou como água.

Muito se relaciona a doença à idade da mulher, mas também estamos vendo jovens tendo diagnóstico de câncer de mama. Nesse sentido, a mamografia de rotina em mulheres deve ser feita partir de qual idade?

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, a partir dos 40 anos. Mas pode ser feita antes em mulheres com história de familiares que tiveram câncer de mama antes dos 50 anos.

A incidência de câncer de mama em mulheres jovens pode ter alguma relação com dieta ou ritmo de vida?

Sim, pode, mas ainda não se sabe ao certo. Algumas das hipóteses é o consumo excessivo de carboidratos, carnes vermelhas e alimentos processados, além de hoje as mulheres terem menos filhos e adiar a idade da primeira gravidez.

Histórico familiar de câncer de mama precisa ser levado em conta também na prevenção?

Sim, é um dos principais fatores de risco, principalmente em parentes de primeiro grau que tiveram câncer antes da menopausa.

Qual a importância da equipe multiprofissional no tratamento do câncer de mama? E o bem-estar psicológico também? Ou seja, além do tratamento médico, como ajudar essa mulher na recuperação da autoestima?

Alguns tratamentos são necessários, mas bastante agressivos e dolorosos, como uma cirurgia extensa, com retirada da mama ou parte dela, a quimioterapia que faz cair os cabelos e traz mal estar e a radioterapia. Vemos também uma mudança brusca na rotina desta paciente, que ficará sem trabalhar e se ausentar das atividades da família em algum momento. Tudo isso vem com sentimento de medo, preocupações, raiva e negação, por exemplo, da paciente e de seus familiares.

Assim, a equipe multidisciplinar com médicos de diversas especialidades – mastologista, oncologista, cirurgião plástico –, psicólogos, fisioterapeutas, equipe de enfermagem e outros, serão peças importantes no tratamento e na cura.

Em sua opinião, como devemos pensar e criar ambientes mais saudáveis para a mulher para evitar essa e outras doenças?

Não há como evitar a doença, mas podemos ter atitudes para reduzir os riscos. A primeira atitude, sem dúvida nenhuma, e é o escopo da campanha Outubro Rosa, é fazer mamografia regularmente para detecção precoce do câncer, se for o caso. E ter uma vida saudável, com boa alimentação, atividade física, sem tabagismo.

Funcionárias fazem chamado às mulheres

Quatro funcionárias da Datalink aceitaram fazer seus depoimentos pela campanha Outubro Rosa: Gabriela Freitas Ferreira, Mikaele da Rocha Silva, Elizangela Neves e Glória Maria Ramos da Silva.

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Acredito que o mês de outubro virou um símbolo forte em defesa da saúde de todas as mulheres. É quando reforçamos a importância do cuidado com nosso corpo seja com o autoexame e com a mamografia para diagnosticar qualquer situação diferente ou estranha em nosso corpo. Assim, podemos melhor prevenir um câncer de mama e tratá-lo no começo, pois isso faz toda a diferença para evitar problemas mais sérios. Por isso, a campanha do Outubro Rosa é importante, mas o cuidado precisa se dar todos os dias. Trago o exemplo de minha prima que, aos 29 anos de idade, descobriu um caroço na mama há dois anos e vem fazendo tratamento. Foi realmente um baque porque achamos que nessa idade não aconteceria, mas o diagnóstico cedo ajudou e, com isso, ela vem fazendo o tratamento. Então, sim é muito importante ficarmos alertas e nos cuidando sempre, e o Outubro Rosa tem essa força de ajudar as mulheres.

Gabriela Freitas Ferreira – Auxiliar de Limpeza

A campanha Outubro Rosa é muito importante, vejo que o objetivo dela é que a informação sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama seja disseminada, alertando sobre como é importante o diagnóstico precoce, pois quanto antes o câncer de mama for descoberto e tratado, maior é a chance de cura e consequentemente redução da mortalidade. Além disso, praticar atividade física, ter uma alimentação saudável, manter o peso corporal adequado e fazer exames regularmente também são formas de prevenção da doença.

Elizangela Neves – Gerente de Vendas

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Em minha opinião, uma das melhores coisas em ser mulher é ser forte e cuidadosa em todos os sentidos. Acredito que com nosso corpo não é diferente e devemos sempre procurar nos cuidar para seguirmos fortes. O mês de outubro traz a força da campanha que destaca a necessidade da conscientização sobre o câncer de mama, mas não precisamos de uma data específica para lembrar que é importante manter os exames em dia e não esperar ter problemas para ter cuidado com o que é mais importante: a nossa saúde.

Mikaele da Rocha Silva – Recepcionista

Os exames regulares são muito importantes para a prevenção do câncer. Faço os meus de forma regular e todos os anos, e, quando necessário, faço os exames a cada seis meses. No âmbito familiar, acompanho um caso da doença, por isso, fica aqui o meu chamado às mulheres para que fiquem alertas e não se descuidem. A ciência nos mostra que o cuidado com o nosso corpo é um dos grandes aliados para a prevenção de doenças. Vamos nos cuidar, indo ao médico, e fazendo os exames necessários.

Glória Maria Ramos da Silva – Operadora de trançadeira na produção

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História

O movimento Outubro Rosa se tornou uma campanha internacional sobre a luta contra o câncer de mama e começou nos Estados Unidos, nos idos de 1986. Já o laço rosa, símbolo adotado pela campanha, foi lançado, no início da década de 1990, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure – hoje apenas Susan G. Komen – distribuiu para todos os participantes da Primeira Corrida pela Cura, em Nova York.

Em 1997, nova ação foi adotada em cidades também norte-americanas, no mês de outubro, como enfeitar locais públicos com o laço rosa para dar visibilidade à campanha. A repercussão foi positiva o que fomentou outras iniciativas para popularizar e sensibilizar a luta pela vida das mulheres, como a iluminação de rosa de monumentos, prédios públicos, pontes, teatros, empresas etc.

A popularidade do movimento alcançou outros países, como o Brasil, cuja primeira iniciativa foi a iluminação em rosa do Obelisco do Ibirapuera, situado na capital paulista, em 2 de outubro de 2002. A iniciativa foi de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa da prevenção do câncer de mama. Desde 2010, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) participa da campanha, promovendo espaços de discussão sobre o controle do câncer de mama e divulgando e disponibilizando seus materiais informativos, trazendo qualidade para o debate, tanto para os profissionais da saúde quanto para a sociedade.