Datalink cria programa de educação para colaboradores

Datalink cria programa de educação para colaboradores

Espaço terá instalações modernas, computador, internet e ainda servirá à realização de cursos e palestras.


Rosângela Ribeiro Gil

Assessoria de Imprensa
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Cristina Camacho
Arte e imagens
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No ano em que completa 30 anos de excelência no mercado de cabos e conectores, a empresa brasileira Datalink dá mais um passo para o seu crescimento e desenvolvimento. Além de cuidar dos seus clientes e consumidores ao entregar o melhor produto, a empresa, localizada em Embu das Artes (SP), está lançando seu programa de educação corporativa, o Datalink Educa.

Adriana Neves, da coordenação do programa Datalink Educa. Crédito: Cristina Camacho.

O objetivo da iniciativa, informa Adriana das Neves, gerente administrativo e da coordenação do programa, é desenvolver e institucionalizar uma cultura de aprendizagem permanente para aquisição de novas competências técnicas (hard skills) e também de habilidades comportamentais (soft skills). “Uma estratégia que, entendemos, ganhamos todos: a empresa, os funcionários e os próprios clientes, fornecedores e a comunidade do nosso entorno”, observa.

No ano em que a Datalink completa três décadas ininterruptas no mercado brasileiro de cabos e conectores, os funcionários serão presenteados com uma ação arrojada e que trará benefícios imensos. Isso porque a base do Datalink Educa “é apresentar a todos, sem distinção de cargo, função ou posição dentro da empresa, a possibilidade de crescimento ao facilitar o acesso à educação. Uma ação que motiva o colaborador e desperta nele o sentimento de que é possível mudar e crescer por meio do conhecimento. Basta querer”, afirma Neves.

O programa se pauta pela dimensão de promover crescimento intelectual, emocional e pessoal para além do “chão de fábrica”. Neves explica: “O projeto nasceu com o intuito de qualificar os seus talentos para que se tornem não só colaboradores altamente qualificados, mas também pessoas que agregam conhecimento em suas vidas e de seus familiares. A ideia é que se gere um elo de aprendizado e desenvolvimento. Acreditamos que a busca por conhecimento contínuo é o pilar fundamental para o crescimento de qualquer pessoa.”

Instalações modernas
O aprendizado contínuo oportunizado pelo programa Datalink Educa contará com um espaço moderno para receber cursos, palestras e treinamentos, além de ser um local de estudo para o colaborador. Neves informa que a direção da empresa se preocupa com a qualidade de vida de seus colaboradores, “pois muitas vezes não há o tempo hábil para deslocamento, ou até mesmo o colaborador não dispõe dos equipamentos necessários para fazer um curso”.

Foi pensando nessa situação, que a Datalink, explica a gerente, “cedeu e preparou um espaço que recebeu pintura nova e um grafite motivador, com infraestrutura adequada, confortável e necessária – bancadas com computador, acesso à internet etc. – nas suas instalações internas, para garantir o acesso ao conhecimento, ao saber”.

O Datalink Educa terá como norte, também, um olhar amplo e abrangente sobre temas importantes e atuais para a sociedade. Por isso, informa Neves, a diversidade e a sustentabilidade “também vêm forte no nosso radar e serão temas de palestras e comunicados internos”.

Espaço reformado pela empresa para a instalação do Datalink Educa. Crédito: Cristina Camacho.

Aprender a aprender
Grande entusiasta do programa, o professor Leopoldo Yoshioka, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), observa que com o avanço tecnológico cada vez mais acelerado, a formação de profissionais e técnicos não termina com a conclusão de um curso de faculdade ou técnico. Segundo ele, o mundo atual indica que o profissional precisa se dedicar para continuar se aperfeiçoando, adquirindo novos conhecimentos, habilidades e competências. “Acredito que o que faz a diferença é a capacidade da Datalink de atrair bons funcionários e de desenvolvê-los de forma a contribuir para agregar cada vez mais valor à empresa”, elogia.

O docente da Poli-USP exalta a iniciativa do Datalink Educa baseado “na filosofia de aprender sempre” e ensina: “O impacto do aprendizado nem sempre é percebido imediatamente em termos de resultados. Mas, no médio e longo prazo, a eficiência e a produtividade da empresa aumentarão de forma inequívoca. A demora se deve à própria natureza humana que é a de reagir às mudanças num primeiro momento. Assim, as transformações devem fazer parte do processo, de forma que os colaboradores possam assimilar novos métodos pouco a pouco.”

É com esse espírito de boas transformações e inovações, adianta Adriana das Neves, que o ano de 2023 promete muitas novidades: “Estamos trabalhando fortemente para que a Datalink se consolide como referência no mercado de cabos e conectores, não somente por seus produtos de alta qualidade e performance, mas também por ser uma empresa que se preocupa em desenvolver seus colaboradores para que possam crescer juntamente com a empresa e com valores importantes para a sociedade.”

Educação corporativa
A educação corporativa, como o Datalink Educa, segundo especialistas, é um fenômeno crescente e tem como sustentação a chamada “sociedade do conhecimento” e o paradigma da capacidade de transformação do indivíduo social por meio do conhecimento, desenvolvendo as capacidades de trabalhar em equipe, de pensar e agir em sistemas cada vez mais conectados e interligados.

Educação corporativa, ou empresarial, proporciona a aquisição, manutenção e divulgação de conhecimento dentro da empresa para promover o crescimento e o desenvolvimento conjunto da organização e dos colaboradores.

Inovação na Datalink: jornada coletiva para melhores soluções e produtos

Inovação na Datalink: jornada coletiva para melhores soluções e produtos

Tema foi destaque de palestra com professor da USP, promovida pela empresa para funcionários e representantes comerciais.

Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa
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Cristina Camacho
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A inovação é forte pilar da Datalink, uma das principais fabricantes de cabos e conectores de alta qualidade e performance de comunicação e controle para aplicações industriais, agrícolas e smart cities. Há 30 anos no mercado com sucesso e crescimento contínuos, a empresa investe na capacitação de seus colaboradores visando ampliar as fronteiras do conhecimento com a realização de treinamentos, palestras e cursos para toda a sua equipe – da área operacional, administrativa aos seus representantes comerciais.

Com esse intuito, a empresa recebeu o professor Leopoldo Yoshioka, professor de Engenharia da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), para ministrar a palestra “Por que a inovação é a chave para o crescimento dos negócios?”, em novembro último, no seu complexo industrial, em Embu das Artes (SP).

Professor Leopoldo Yoshioka, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Crédito: Cristina Camacho.

À abertura, o docente da USP destacou que o Brasil e o mundo, nos últimos três anos, especialmente, por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), mudaram substancialmente e que não haverá retorno ao status anterior à crise sanitária mundial. Isso equivale a dizer, explicou ele, que o cenário de negócios também mudou, o que significa que um caminho de busca por inovações passou a ser essencial ao crescimento da empresa e ao desenvolvimento dos colaboradores.

Nessa perspectiva, Yoshioka disse acreditar no estreitamente das relações entre universidades e empresas. “Há a necessidade de se trabalhar em conjunto para o crescimento de todos – dos negócios, das pesquisas e do País”, observou.

Feita essa introdução, o professor apresentou uma definição de inovação: “Inovação é fazer as coisas de uma forma melhor, mais eficiente, mais rápido e mais conveniente. É transformar ideias em produtos e serviços que impactem nos resultados.” A fim de ilustrar como a sociedade humana vem se desenvolvendo, mostrou uma linha de tempo estendida que contemplou da idade da pedra, há 2 milhões de anos, aos tempos atuais dos dispositivos móveis que, cada vez mais, carregam tecnologias de informação e comunicação (TICs). “Vivemos um mundo que se transforma rapidamente, como podemos ver com o surgimento de poderosas tecnologias, como a inteligência artificial (IA), a hiperconectividade, o carro autônomo e até a cirurgia robótica”, assinalou.

No mundo de hoje, completou ele, é cada vez maior o número de empresas entrantes no mundo dos negócios baseadas em plataformas digitais. Cenário que traz mudanças não apenas para a economia, mas ao comportamento das pessoas – desde a forma de trabalhar, de estudar e aprender, de fazer compras, de usar o dinheiro, de entretenimento até de conhecer pessoas. “Nesse mundo em transformação, constante e veloz, para se obter um resultado melhor, precisamos estar abertos e receptivos a aprender coisas novas; mudar comportamentos e atitudes; mudar o mindset; e inovar continuamente”, ensina o professor.

Criatividade e pensamento crítico
A inovação, segundo Leopoldo Yoshioka, não se resume em descobrir e inventar, mas consiste em criar uma nova solução para um problema importante e deve resultar em: melhoria de um produto, serviço ou processo; dar melhor eficácia, facilidade, conveniência, flexibilidade e rapidez; dar novas funcionalidades que agregam valor ao usuário; mudança de comportamento das pessoas e das organizações e a criação de novas oportunidades.

“A inovação é uma jornada, um processo, nunca um evento isolado. Ela começa com a identificação de um problema ou de uma necessidade”, pontuou.

Outro mito desfeito pelo professor é relacionar inovação obrigatoriamente à uma ideia nova. “Nem sempre é. Ela pode ser a combinação de ideias anteriores e de outras áreas. Além disso, o pensamento de inovação permeia desde o ‘chão de fábrica’ até o topo de uma empresa. Ela é uma atividade coletiva”, explica.

A base da inovação, como expõe o professor, é a criatividade e o aprendizado, ambos potencializados por meio da interação em grupo. “As habilidades requeridas são pensamento crítico e fora da caixa, reflexão, conectividade, interação e colaboração entre as pessoas. Os problemas são melhor compreendidos quando há perspectivas e visões diferentes, das pessoas que conhecem o processo até daquelas que não conhecem. Por isso, o processo também é chamado de “inovação aberta” [open innovation]”, destaca Yoshioka.

A inovação, diferentemente da invenção que cria alguma coisa nova, cria alguma coisa nova que vende. “Ela introduz algo novo no mercado. Utiliza soluções que já existiam de uma forma diferente, produzindo novas experiências e resultados melhores”, afirma o docente da Poli-USP.

Inovação: incremental, disruptiva e radical
Por fim, o professor Leopoldo Yoshioka acrescentou que existem três tipos de inovação: a incremental, a disruptiva e a radical. A primeira torna processos mais eficientes com a aplicação de pequenas inovações ou conjunto de ações no produto já existente, que buscam melhorar ou agregar valor aos processos, produtos e serviços que já existem dentro de uma organização.

Ele exemplifica com uma inovação incremental realizada pela própria Datalink: o da impressão do nome da empresa do representante de sonorização nos cabos de áudio fabricado pela empresa. “Essa ideia surgiu por meio de discussões de várias equipes internas e externas. Com a sua implementação, foi possível agregar valor aos produtos da Datalink, trazendo uma diferenciação em relação aos concorrentes ao fortalecer a imagem do representante junto aos seus clientes”, destacou o docente da Poli-USP.

Já a inovação disruptiva cria produtos, serviços ou processos que mudam o comportamento das pessoas. Por exemplo, a modernização de processos, com a inclusão de novas tecnologias, para o relacionamento com o público ou atendimento ao cliente. O aplicativo de mensagem WhatsApp é um modelo de negócio disruptivo que modificou a maneira como as pessoas conversam diariamente, em relações pessoais, profissionais e comerciais. Ou seja, o disruptivo representa a interrupção do seguimento normal de um processo, pois altera o seu curso ao propor algo novo, de modo a aperfeiçoar e a substituir o que já existe.

A Datalink, como mostra Yoshioka, fez inovação disruptiva ao introduzir o “tour virtual” que permite aos clientes fazer uma visita à fábrica, remotamente, e conhecer o processo de produção dos cabos em tempo real. “A Datalink está inovando ao construir uma nova forma de se relacionar com os representantes e seus clientes. Trata-se de uma inovação difícil de ser copiada, pois não se trata somente de instalar câmeras. Foi necessário ‘reinventar’ o processo de fabricação de cabos, baseado na filosofia de que ‘qualidade não se controla, fabrica-se’”, endossa Yoshioka.

A inovação radical está mais relacionada a novas tecnologias, como a nanotecnologia, a tecnologia quântica e inteligência artificial, que vão mudar a produtividade radicalmente. Ela se define, ainda, por alto investimento e impacto, pois significa a transformação profunda e completa de um produto ou serviço. Um movimento que tende a criar novas relações entre mercado e consumidores/usuários.

Independentemente do setor ou área de atuação, a inovação deve vir de maneira estruturada para que ela aconteça de forma bem-sucedida. A Datalink aplica a estratégia de inovação, levando em conta três aspectos fundamentais, são eles: melhorar a experiência do cliente ou consumidor, melhorar ou criar algo novo e aplicar ou buscar novas tecnologias.

Em tempo
Os interessados em fazer o tour virtual pelo complexo industrial da Datalink, devem entrar em contato com o nosso Canal de Vendas, clicando aqui.

 

Automação industrial com os melhores cabos Profibus

Automação industrial com os melhores cabos Profibus

É o que oferece a Datalink, empresa brasileira há 30 anos no mercado, cujo complexo industrial fica em Embu das Artes (SP).

Rosângela Ribeiro Gil
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A automação industrial tem como objetivo tornar processos industriais mais rápidos, econômicos, eficientes e inteligentes para potencializar a produtividade e competitividade de produtos. Para que tal objetivo seja alcançado, ou seja, para aumentar a autonomia de processos de fabricação, ocorre a aplicação de tecnologias de software, hardware e outros equipamentos específicos.

Ao longo da história humana, a sociedade concebeu e viveu diversas fases na evolução do ambiente industrial. Se nos primórdios da primeira Revolução Industrial (entre 1760 e 1850), cuja principal característica foi a substituição da manufatura pela maquinofatura – como máquinas de fiar, o tear mecânico e a máquina a vapor; hoje, no século XXI, que muitos consideram a quarta Revolução Industrial, a automação industrial está intrinsecamente ligada à indústria 4.0, que englobam processos conectados às tecnologias de informação e comunicação (TICs), como sistemas ciber-físicos (elementos computacionais colaborativos que controlam entidades físicas), internet das coisas (IoT), inteligência artificial (IA), computação em nuvem (cloud computing), machine learning (aprendizado de máquina) etc. para criar as chamadas fábricas inteligentes (smart factories).

Todo esse sistema funciona a partir de um intenso fluxo de comunicação de informação e dados. Para que esse processo se dê de forma segura, sem perdas, com eficiência e eficácia são necessários diversos tipos de cabos que vão viabilizar o fluxo comunicacional sem perdas.

É aí que entram os cabos da família Profibus que reúne um compilado de protocolos abertos e independentes. Eles vão permitir a integração de diversos equipamentos numa mesma rede.

A Datalink, uma das principais empresas brasileiras de cabos e conectores de alta qualidade e performance de comunicação e controle para aplicações industriais, agrícolas e smart cities e factories, produz a família de redes Profibus nas suas três versões: Profibus DP, Profibus PA e Profinet.

O Profibus-PA [Process Automation, em português automação do processo] é projetado para atender aos requisitos da automação de processos, onde se tem a conexão de sistemas e de controle com equipamentos de campo – transmissores de pressão, temperatura, conversores, posicionadores etc.

Já a versão DP [Decentralized Peripheral, em tradução para o português periférico descentralizado] é caracterizado pela alta velocidade de comunicação, que pode chegar a 12Mb/s e com tempo de reação da ordem de 1 a 5 milissegundos.

O Profinet é um protocolo de comunicação de rede industrial para troca de dados entre controladores, como os Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) e outros dispositivos, como blocos de E/S ou drives. É baseado no padrão Ethernet e compatível com todos os seus componentes, integrando facilmente sistemas e equipamentos, possibilitando a automação.

Engenheiro de controle e automação Henrique Reis, gerente do setor de Produção da Datalink. Crédito: Cristina Camacho.

Toda a linha de cabos Profibus (PA, DP e Profinet) da Datalink segue rigorosamente as normas técnicas e tem embarcada tecnologias modernas e atualizadas, como equipamentos capazes de medir, por exemplo,  impedância, atenuação, capacitância mútua entre os condutores e resistência elétrica dos condutores. “O mais importante é que a maioria dos parâmetros é medida quando o produto está sendo fabricado, ou seja, o processo de fabricação por si só é a garantia que teremos um produto de alta performance”, destaca o engenheiro de controle e automação Henrique Reis, gerente do setor de Produção da Datalink.

Para endossar a alta performance e competitividade nesse mercado dos cabos Profibus, Henrique Reis lembra que o “nascimento” da Datalink se deu com a fabricação de produtos para o mercado de telecomunicações. Para esta produção, as características elétricas dos cabos fazem toda a diferença e existe uma série de parâmetros, tanto de projeto quanto de fabricação, que deve ser garantida para se alcançar a excelência na qualidade do sinal de radiofrequência. “Este know-how foi fundamental para termos produtos de alta performance na linha de protocolos de comunicação”, observa.

A linha Profibus da Datalink, além de ter qualidade comprovada, também chega ao mercado com outras garantias: apresentação e venda técnicas com quem conhece o produto e pode tirar todas as dúvidas ou mesmo entender a necessidade correta para a entrega do melhor produto para os negócios do cliente; cumprimento de prazo de entrega; e acompanhamento no pós-venda para qualquer informação adicional.

Os cabos Profibus PA, DP e Profinet com todas as especificações para o seu negócio podem ser conferidos clicando aqui.

Desnaturalizar marcadores de gênero: mais mulheres e meninas na Ciência

Desnaturalizar marcadores de gênero: mais mulheres e meninas na Ciência

* Marcadores de gênero não nascem em árvores, são construções culturais de uma sociedade.

* Este texto é dedicado à pequena Giovana que chegou a este mundo no dia 7 de fevereiro último, exatamente no momento em que finalizava esta matéria.

Rosângela Ribeiro Gil
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Cristina Camacho
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Neste 11 de fevereiro, Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, data instituída, em 2015, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a Datalink se junta ao esforço de conscientizar o quanto as mulheres e meninas são desqualificadas apenas por questão de gênero e como a sociedade pode, precisa e deve mudar essa realidade de discriminação e desqualificação.

A Unesco publicou, em 2022, o relatório “Uma equação desequilibrada: participação crescente de Mulheres em STEM na ALC (América Latina e Caribe)”, que faz uma extensa análise sobre a desigualdade de gênero na chamada carreiras STEM, sigla em inglês para Science, Technology, Engineering and Mathematics, em português Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Segundo a pesquisa, a equidade de gênero nessas carreiras ainda tem um longo caminho a percorrer. O relatório estima que apenas uma mulher para cada quatro homens, consiga um emprego na área de STEM. As disparidades de gênero na ciência contribuem significativamente com a desigualdade econômica na sociedade.

Professora Elisangela Muncinelli Caldas Barbosa. Crédito: Acervo pessoal.

De acordo com Elisangela Muncinelli Caldas Barbosa, professora de Química para os cursos técnicos e de nível superior em Engenharia Mecânica e Engenharia de Controle e Automação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Farroupilha, é importante reconhecer e refletir sobre os motivos que levam as mulheres a não escolherem as carreiras STEM e quando optam por esses cursos verificar os motivos que as fazem desistir.

No Censo da Educação Superior (2017), do Brasil, as mulheres representam a maior parte das matrículas e também das concluintes do Ensino Superior. Contudo, os cursos mais procurados pelas mulheres são das áreas de Ciências Humanas e de Saúde, na outra ponta estão os homens, nos cursos da área STEM. “Há nitidamente uma segregação horizontal onde as escolhas das carreiras estão fortemente segmentadas por gênero”, observa Barbosa. Ela acrescenta: “As carreiras em que as mulheres são maioria são aquelas menos valorizadas e que se relacionam com estereótipos de gênero, como cuidados e educação.”

Marcadores de gênero
Para a docente do IFRS, a construção de estereótipos de gênero se inicia desde a primeira infância quando, na família, se institui discursos e ações que ditam o que é adequado para meninos e meninas. “É comum que as meninas recebam bonecas, panelinhas – que remetem a utensílios e ao trabalho domésticos – e maquiagem. E os meninos são presenteados com blocos de montagem, ferramentas de construção e carros eletrônicos, por exemplo”, distingue.

É uma distinção que vai estabelecer que meninos estão propensos às atividades ligadas à tecnologia, raciocínio lógico, força e exploração do espaço físico, e meninas para as atividades que remetem a cuidados, vaidade e trabalho doméstico. “Pesquisas demonstram que essas atitudes são ameaças para o desenvolvimento das meninas e pelo seu interesse nas áreas de STEM”, alerta Barbosa.

Nesse contexto, prossegue ela, as famílias podem oferecer – mas também sabemos que as condições sociais influem nessa questão – atividades científicas informais para suas crianças, como, por exemplo, visitas a museus, leituras e filmes que explorem temáticas científicas e também deem visibilidades às mulheres, além de desconstruir o discurso de que existem brinquedos e atividades pré-definidos de meninos e meninas. Barbosa indica algumas ações que podem auxiliar nessa desconstrução, como o Meninas na Ciência, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Segregação horizontal e vertical
No campo profissional, percebe-se a concentração feminina e masculina em determinados tipos de carreira e faz com que as mulheres tenham menos oportunidades profissionais. Este fenômeno é chamado de segregação horizontal, ou segregação ocupacional. Já o termo segregação vertical descreve o domínio dos homens nos empregos de maior status, este efeito impede as mulheres de atingir níveis de igualdade de hierarquia, qualificação e remuneração.

Mesmo quando as mulheres exercem atividades mais produtivas e qualificadas, elas têm menos reconhecimento e são desencorajadas profissional e intelectualmente. Isso ocorre por causa das fortes expectativas sociais sobre o momento certo para que a mulher constitua uma família, além das decisões biológicas sobre a maternidade.

O fenômeno leaky pipeline
Numa outra perspectiva está o papel da escola. É preciso atentar, desde o Ensino Fundamental, para que a construção do currículo, o uso de metodologias e materiais didáticos e as relações interpessoais no ambiente escolar sejam isentas de qualquer tipo de discriminação. Barbosa observa: “Há que se investir na formação continuada de professores e gestores educacionais para que essas concepções sejam refletidas na sua práxis educativa e impactem positivamente, meninos e meninas, no processo de ensino aprendizagem e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Essa concepção se estende às universidades.”

O conceito de leaky pipeline [tubulação com vazamento, em tradução livre para o português] é uma metáfora utilizada para explicar a sub-representação das mulheres nas áreas de STEM. Barbosa explica: “Nesta proposição, alunos e alunas são levados por essa tubulação do Ensino Médio à Universidade e da Universidade às carreiras STEM. Ocorre que há vazamentos na tubulação por diversos motivos: desde estudantes que mudam de ideia antes de entrar na universidade, outros que mudam de curso durante a graduação e, ainda, aqueles que desistem após terem se graduado nessas áreas. Quando analisamos o grupo dominante (aquele que chega ao final da tubulação), percebemos que ele é composto majoritariamente por homens brancos.”

Uma pesquisa [Women in the Workplace 2020: The State of Women in Corporate America] sobre os cargos ocupados na área corporativa, nas carreiras de STEM, divulgada recentemente pela consultoria McKinsey and Company, mostra que ao se percorrer a tubulação cada vez menos mulheres são encontradas. Esse efeito cumulativo resulta no desequilíbrio de gênero que temos hoje nas áreas de STEM.

A professora Barbosa ressalta que não basta que as mulheres escolham esses cursos, é preciso criar ambientes favoráveis, seja nas escolas, nas universidades ou no mundo corporativo, para que elas permaneçam e sigam nessas carreiras. “É preciso investir em abordagens que estimulem o interesse de meninas nas áreas de STEM e contemplem a diversidade para, a médio prazo, contribuir para interromper o ciclo vicioso estabelecido que acarreta a baixa participação feminina nessas áreas”, defende.

Desnaturalizar o que não é natural
É importante que a sociedade desnaturalize os papéis pré-definidos socialmente para homens e mulheres. A primeira lição é entender que nada está no plano “da natureza” quando se refere a questão de gênero. Ou seja, meninos e meninas não nascem em árvores, são construções culturais de uma sociedade.

Portanto, a atenção deve ser redobrada para perceber quando palavras e discursos carregam discriminações e diferenciações. Muito do que se percebe ou se entende como um elogio ou um cuidado com relação à mulher pode ser fruto de um marcador de gênero. Um bom começo é trocar o elogio e o pretendo cuidado pelo respeito.

Necessário que se evitem infantilizar as mulheres ou suas opiniões no ambiente de trabalho, ou mesmo tentar “traduzir” o que a profissional disse com o famoso “o que ela quis dizer foi…” ou mesmo desconsiderar o que ela apresentou para, na sequência, falar a mesma coisa.

Tornar a presença de uma mulher natural num ambiente profissional é também um desafio, ou seja, fazer notarem o trabalho ao invés de notarem que se trata de uma mulher. Para um homem, entrar e trabalhar é apenas normal, é o que se espera dele. Por isso, se você não diria a seus colegas, numa reunião, “vamos ouvir os meninos agora”, não diga “vamos ouvir as meninas agora”. Se você não diria ao entrar uma pessoa “a visão ficou mais bonita porque o fulano está aqui”, não diga “a visão ficou mais bonita porque a fulana está aqui”.

Esse enfrentamento precisa ser de toda a sociedade e em todas as relações podemos atuar como agentes modificadores deste cenário.

No núcleo familiar devemos eliminar a criação de estereótipos de gênero, excluindo a segregação de atividades adequadas para meninos e meninas. Todos devem ser estimulados a interagir com brinquedos e atividades tecnológicas. Da mesma forma, as atividades concebidas como próprias das mulheres precisam ser vistas como direito e dever de todos. Na escola e nas universidades é imprescindível criar um ambiente favorável para que estas discussões ocorram, naturalizando a participação feminina nessas áreas.

No ambiente corporativo, é preciso romper com a segregação vertical que faz com que as mulheres não atinjam os altos cargos. Uma forma de contribuir para essa mudança é dar visibilidade ao trabalho das mulheres e promovê-las a cargos mais altos, tornando a equipe mais diversa e, consequentemente, diluindo a percepção majoritariamente masculina. Isso não significa travar uma batalha de mulheres versus homens, muito pelo contrário, contribui para uma visão mais criativa, democrática e que impulsionará o desenvolvimento tecnológico e o crescimento de um negócio e de uma empresa.

Mãos à obra para descontruir os preconceitos e construir uma sociedade realmente que respeite as diferenças sem entende-las como fraquezas ou fortalezas.

Janeiro Branco: O mundo pede saúde mental

Janeiro Branco: O mundo pede saúde mental

Este é o lema da campanha Janeiro Branco deste ano de 2023, no Brasil.

Rosângela Ribeiro Gil
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Cristina Camacho
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Em 2022, numa iniciativa conjunta inédita, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) pediram uma ação concreta para lidar com questões de saúde mental na população ativa. Tal fato se baseia na estimativa de que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente devido à depressão e à ansiedade que custam à economia global quase um trilhão de dólares, segundos os dois organismos.

Por isso, entre as diretrizes globais da OMS sobre saúde mental no trabalho são recomendadas ações para enfrentar cargas de trabalho pesadas, comportamentos negativos e outros fatores que criam angústia no trabalho. Pela primeira vez, a OMS recomenda até o treinamento de gerente para construir sua capacidade de evitar ambientes de trabalho estressantes e responder aos trabalhadores e às trabalhadoras em perigo. Os dois organismos internacionais produziram o documento Saúde Mental no Trabalho.

Um assunto tão fundamental para as nossas vidas e relações é um dos temas da primeira edição de 2023 da Datalink News. Para tanto, destacamos a campanha Janeiro Branco, pensada por um grupo de psicólogos da cidade mineira de Uberlândia, em 2014, devido ao aumento de casos de suicídio e depressão no Brasil e no mundo. A explicação é da psicóloga Nilva Marcandali, que tem diversas especializações em Saúde Mental. Ela é a entrevistada especial desta nossa edição 14.

A campanha Janeiro Branco, neste ano, traz como lema “O mundo pede saúde mental”, um alerta para se dar maior visibilidade de problemas emocionais a partir da pandemia iniciada em 2020, que provocou um aumento no diagnóstico de doenças psíquicas.

A pauta sobre a saúde mental reafirma o compromisso da Datalink – uma das principais fabricantes de cabos e conectores de alta qualidade e performance do País – de trazer informações de qualidade sobre assuntos importantes para a sociedade. A Saúde Mental é um deles, pois, como destaca Marcandali, a Organização Mundial da Saúde já estimava que a depressão seria a doença com maior epidemiologia no mundo até o ano de 2020, assim, era urgente criar medidas preventivas para a população.

Destaque OMS
Em 2019, quase um bilhão de pessoas – incluindo 14% dos adolescentes do mundo – viviam com um transtorno mental. O suicídio foi responsável por mais de uma em cada 100 mortes e 58% dos suicídios ocorreram antes dos 50 anos de idade.

Como a especialista explica, a definição do mês de janeiro, o primeiro do ano, carrega toda uma significação e simbolismo do início de um novo ciclo: “É quando as pessoas repensam suas vidas e estabelecem novas metas. Vestem-se de branco no primeiro dia do ano, com pensamentos desejosos de paz e felicidade, além do branco ser a cor da área da saúde.”

Nesse sentido, complementa Nilva Marcandali, a campanha Janeiro Branco “tem como objetivo a conscientização e a quebra de tabus sobre doença mental – chamada de Transtorno Mental, pois é a doença que envolve o funcionamento químico neural – e doença emocional, ligada mais às questões psicológicas que provocam disfunções nos pensamentos, sentimentos e comportamentos”.

Preconceitos e dados

Nilva Marcandali ressalta a importância de acabar com o preconceito sobre saúde mental. Crédito: Acervo pessoal.

Segundo Marcandali, nem a disponibilidade de informações nas mídias sociais conseguiu “derrubar os preconceitos em relação à necessidade de se consultar um/a psicólogo/a ou um/a psiquiatra, quando percebe-se que alguma coisa está errada comigo”. Infelizmente, acrescenta ela, “as pessoas só nos procuram quando já chegaram em seu limite emocional ou já tiveram perdas em algumas das áreas da sua vida: separação conjugal, demissão, crises familiares, entre outras. Assim, o Janeiro Branco é mais uma via de quebrarmos tabus e fornecermos breve orientação sobre a possibilidade de saúde mental e emocional preventiva”.

Ela acrescenta: “Como a OMS havia previsto, a depressão (Transtorno Depressivo Maior) só não foi a doença de maior incidência em 2020, pois tivemos a devastação da Covid-19.” E relaciona: “Já no ano de 2020, o número de suicídios aumentou significativamente em alguns países, como Estados Unidos e Japão; sintomatologias depressivas e ansiosas foram uma crescente na população em geral; e o diagnóstico de transtornos mentais cresceu de maneira preocupante a partir de 2021, segundo ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar [órgão regulador brasileiro].”

Destaque OMS
Estigma, discriminação e violações de direitos humanos contra pessoas com problemas de saúde mental são comuns em comunidades e sistemas de atenção em todos os lugares. Em todos os países, são as pessoas mais pobres e desfavorecidas que correm maior risco de problemas de saúde mental e que também são as menos propensas a receber serviços adequados.

Outro dado importante e alarmante trazido pela psicóloga Nilva Marcandali é que o Brasil é o país de maior incidência em ansiedade das Américas, e o segundo em depressão, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, segundo dados também da Organização Mundial da Saúde. “Todos os profissionais da saúde estão atentos e preocupados com esses dados, já que nossa mente é responsável pelo funcionamento do nosso corpo, e mente doente, corpo doente”, ressalta.

Saúde mental preventiva
A psicóloga e especialista em Saúde Mental observa que “todos trazemos de nossa herança genética uma predisposição a algumas disfunções emocionais ou de personalidade, mas que será o ambiente que crescemos e convivemos que acionará (ou não) essa predisposição, em diferentes níveis de gravidade”.

Situação que “reforça a importância da saúde mental preventiva quando já existem diagnósticos mentais em sua família. Comportamentos depressivos, ansiosos, fóbicos, agressivos, possessivos, obsessivos etc. podem se agravar para um transtorno mental com necessidade de medicação se não tratamos em seu início. Isso ocorre, porque a repetição de um comportamento disfuncional altera a química neural, e vice-versa, promovendo desequilíbrio e déficits”, contextualiza Marcandali.

Segundo ela, o adoecimento mental pode acontecer já no bebê em gestação, caso a mãe esteja com algum desequilíbrio neuroquímico devido a qualquer transtorno mental não identificado e tratado. “Desde a pandemia, dobrou o número de crianças com sintomas de ansiedade e depressão, não só pela perda de muitas atividades sociais, mas porque as crianças estavam confusas e com medo de perder seus entes queridos para a Covid-19”, afirma Marcandali.

Destaque OMS
A doença causada pelo novo coronavírus, segundo dados da OMS, desencadeou um aumento de 25% na ansiedade e depressão geral em todo o mundo, expondo como os governos estavam despreparados para lidar com o impacto na saúde mental e revelando uma escassez global crônica de recursos para lidar com a saúde mental. Em 2020, os governos em todo o mundo gastaram uma média de apenas 2% dos orçamentos de saúde em saúde mental, sendo que os países de renda média baixa investiram menos de 1%.

Ela alerta ainda: “Um dado importante e que não se divulga adequadamente, é que o cérebro continua em processo de formação até por volta dos 22 anos. E se uma criança ou adolescente possui sintomas de algum transtorno emocional e não é tratada adequadamente, ela vai carregar esses sintomas por toda sua vida, até como parte de sua personalidade. Entretanto, se ela buscar tratamento após adulta conseguirá amenizar e até reverter os sintomas, porém, dependendo da gravidade da lesão neuroquímica, pode-se não conseguir uma reversão total dos sintomas.”

Para ela, o ritmo desenfreado da sociedade atual torna mais difícil conseguir o tão necessário equilíbrio de vida. Por isso, a psicóloga propõe aos seus pacientes “que pensem nas diferentes áreas da vida como poupanças: trabalho, pessoal, familiar, social, espiritual”.

Nilva Marcandali ensina: “Nem sempre vamos depositar de forma equilibrada em todas as poupanças, pois em cada fase de nossa vida algumas delas se sobressaem, porém, é preciso toda semana fazer “um depósito” em cada uma delas. Assim, você estará cuidando de sua integralidade, um gesto que pode ajudar na sua saúde mental e física.”

Sobre Nilva Marcandali
Psicóloga graduada pela Universidade Bandeirante de São Paulo, 2012. Tem especializações em: Terapia Comportamental e Cognitiva pelo HU-IPUSP, 2013; Terapia Cognitivo-comportamental Aplicada a Saúde Mental pelo AMBAN-IPq-HC da Faculdade de Medicina da USP, 2015. E fez aprimoramentos em: Transtornos Alimentares pelo PROTAD-IPq-HC-FMUSP, 2017; Prevenção e Posvenção de Suicídio pelo Instituto Vitallere, 2014; Luto e Perdas na Teoria Fenomenológica Existencial, pela Prestar Cuidados e Serviços, 2011-2012; Terapia Dialética para tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline; Terapia Processual; Terapia de Aceitação e Compromisso; Terapia de Ativação Comportamental para Depressão; Tratamento da Codependência Emocional.

Nilva Marcandali faz atendimento presencial e online a adolescentes, adultos e casais. Para quem quer saber mais e entrar em contato com a especialista, o perfil dela no Instagram é @nilvamarcandali.

Datalink e Made in Brazil: parceria musical de sucesso

Datalink e Made in Brazil: parceria musical de sucesso

Para melhorar a parceria, Datalink reposiciona os cabos da linha Revolution Instrumentos, unificando os conectores do produto com tecnologia de ponta.

Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa
imprensa@

Cristina Camacho
Foto e edição de imagens
elisabeth@

O ano de 2023 já começa com bons e novos desafios para a Datalink, fabricante de cabos e conectores de alta qualidade e performance de comunicação e controle para aplicações industriais, agrícolas e smart cities. A empresa brasileira – que completa 30 anos em março próximo – se debruça, nesses primeiros dias do novo ano, a melhorar um dos seus produtos de sonorização, a linha Revolution Instrumentos ideal para o uso profissional em guitarra, baixo, violão, teclado, contrabaixo etc.

O reposicionamento da linha, explica o gerente de Vendas da Datalink Maurício Fernandes, visa garantir ao produto uma performance ainda mais magistral e fidedigna ao som dos instrumentos. Para tanto, diz Fernandes, a fabricação dos cabos Revolution vão utilizar conectores da marca Rean by Neutrik, “que é a número um, no mundo, no fornecimento desse tipo de conector”, observa.

Segundo Maurício Fernandes, que também é músico e professor, a linha Revolution Instrumentos agrega, ainda, uma das tecnologias mais modernas que é a expanso a nitrogênio, pois ela garante a frequência que um cabo sólido não proporciona totalmente. “No Brasil, a Datalink é a única empresa que adota essa tecnologia”, informa o gerente da empresa. Uma tecnologia, acrescenta ele, proveniente da área de telecomunicações que utiliza cabos para longas distâncias para preservar a qualidade da mensagem que pode atravessar milhares de quilômetros. “Isso equivale dizer que estamos falando de uma tecnologia altamente moderna e potente. Os nossos produtos têm essa tecnologia embarcada. O que nos dá muita satisfação e aos clientes mais ainda”, ressalta.

O reposicionamento da linha Revolution Instrumentos prevê, ainda, uma embalagem mais moderna e bonita. Maurício Fernandes informa que a nova configuração do produto estará pronta ainda no primeiro trimestre de 2023. “É o nosso presente para os músicos que fazem do ofício praticamente um ´sacerdócio´ na entrega do melhor para o público. Estamos realmente comprometidos com essa missão”, garante o gerente da Datalink.

Palavra do cliente
Satisfação e missão comprovadas por um dos grandes clientes da linha de sonorização da Datalink, a megastore Made in Brazil, que oferece, há 33 anos, o que há de melhor no mundo dos instrumentos musicais e acessórios. “De fato, só trabalhamos com produtos que ofereçam qualidade e transmitam confiança aos clientes”, atesta Alvaro Moro Neto, gestor da unidade de Moema, na capital paulista. Ele acrescenta que o cuidado da megastore é fornecer os melhores produtos para fidelizar os consumidores com “escolhas que os façam voltar a comprar conosco”.

Alvaro Moro Neto é gestor de unidade da megastore Made in Brazil, na capital paulista. Crédito: Renan Ferrete @renanferrete.

Inicialmente, descreve Moro Neto, “testamos os cabos Datalink em nosso dia a dia de loja. Somos heavy users [na tradução literal para o português usuários pesados que define um grupo de consumidores que fazem uso fiel e massivo de algum serviço ou produto] e os cabos passaram nos testes do som, do conecta-desconecta e no enrola-desenrola intenso que é a rotina de uma grande loja de instrumentos musicais”.

Os cabos da Datalink que não faltam nas unidades da Made in Brazil, e que têm sucesso garantido entre o público da rede, segundo Moro Neto, são os das linhas Garage Line, Revolution e Studio Line. “Eles entregam muito e acho o range [alcance] de preço bem justo”, endossa o gestor da megastore. Ele ainda destaca: “O Studio Line é realmente acima da média, principalmente no timbre. É cristalino, tem punch e consegue conduzir um espectro de frequência mais amplo. Acredito que, pela durabilidade e som impecável, é um investimento. Cabo para bons anos de uso.”

Por dentro dos cabos
Toda essa excelência de entrega dos cabos produzidos no complexo industrial de Embu das Artes, como explica o gerente de Vendas da Datalink, Maurício Fernandes, começa com uma lição: “Não enxergamos o que está dentro de um cabo, mas a qualidade vai depender do que está dentro dele em termos de tecnologia, matéria-prima e do próprio processo de fabricação.” Esse é o compromisso da Datalink, garantir matéria-prima de qualidade dentro dos cabos.

Fernandes explica que os cabos da empresa utilizam a tecnologia a expanso, ou seja, eles têm injetado na ´veia’ uma mistura de nitrogênio e polietileno. “Esse processo aumenta a condutividade acústica de uma ponta a outra. Isso reduz consideravelmente o ´arrasto´, ou seja, a perda de frequências. Para o músico, evitar essa perda é fundamental, pois vai entregar um com ganho harmônico e com todas as frequências”, ensina Maurício Fernandes.

Para Alvaro Moro Neto, gestor de uma das maiores unidades da Made in Brazil, é empolgante ver o brilho nos olhos de todos que participam ativamente desse projeto de nicho musical na Datalink, já consolidada na fabricação de cabos para telecomunicação. A relação das duas empresas, contemporâneas em criação, ambas foram criadas na década de 1990, informa Moro Neto, se consolida, “pois estamos sempre conectados, nos reunimos para falar de produto, de identidade visual e qualidade dos componentes, o que me deixa honrado também de poder participar disso, dar as minhas impressões sobre o produto final e sintetizar um pouco do comportamento e preferências dos nossos clientes”.

História de superação empresarial
A Made in Brazil foi criada em 1990 e numa época em que o preconceito com o produto brasileiro imperava e os importados conquistavam cada vez mais o seu espaço no País. O próprio nome da loja brinca, podemos dizer assim, com esse complexo brasileiro ao se chamar em Made in Brazil, no idioma inglês, mas cuja tradução para o português é ‘feito no Brasil’.

Moro Neto fala um pouco sobre como a empresa chega em 2023 totalmente vigorosa e com uma trajetória de sucesso: “Nessa linha do tempo a Made precisou se moldar diversas vezes, se adaptar às tecnologias, aprender com os grandes players da época e criar sua identidade. Segundo o que a história diz, foi uma luta até para conquistar a confiança dos principais fornecedores e importadores. O Marcelo, nosso diretor, conta ter levado muitas ‘portas na cara’ até conseguir mostrar o valor da Made para o mercado.”

Um caminho difícil, que exigiu perseverança e resiliência de todos os envolvidos, mas que, hoje, colhe bons frutos. “O bonito dessa trajetória é que hoje nos tornamos um dos principais nomes do País no varejo de instrumentos musicais, temos grandes marcas no line-up e algumas exclusivas. Chegamos até aqui com gente apaixonada pelo trabalho, com grandes amigos e parceiros, humanidade e uma visão expandida do nosso negócio. Nunca foi fácil, mas uma estrada com mais curvas é uma escola”, observa Moro Neto.

Maurício Fernandes, gerente de Vendas da Datalink, é também guitarrista. Crédito: Cristina Camacho.

Quem faz e gosta de música sabe o quanto faz a diferença cabos de qualidade para entregar o melhor som. Nessa relação Datalink e Made in Brazil também tem a história de um grande reencontro, diz Moro Neto com grande entusiasmo: “A Datalink me deu a grata surpresa de reencontrar o amigo e baita guitarrista Maurício Fernandes [gerente de Vendas da Datalink] e o grande Mário [Garcia], mestre no desenvolvimento de cabos de áudio e instrumentos musicais. Apostamos na marca e isso tem nos garantido ótimos resultados. Tanto que [a Datalink] se tornou uma das principais marcas de cabos ofertadas pela Made.”

História que inspira: Alvaro Moro Neto
Ele é natural de Santo André, região do ABC Paulista, e tem 35 anos de idade. Filho de pai paranaense e mãe andreense, começou a trabalhar aos 14 de idade na marcenaria do pai. Ainda trabalhou em comércio varejista até se encontrar no mercado de instrumentos musicais, em 2011, pela Reference Music Center. Uma conexão importante na vida de Alvaro por ser músico e apaixonado pelo universo da guitarra. Ele entrou na Made in Brazil, unidade da Teodoro Sampaio, no início de 2015. Como ele mesmo diz, era o início de uma nova trajetória de vida e profissional.

Na Made in Brazil, ele começou como vendedor, passou pela coordenação de loja e foi para a unidade Moema como subgerente. Em janeiro de 2020, assumiu a gestão da unidade, que é nossa maior loja da rede. Tanto em faturamento quanto fisicamente.

A empreitada, como ressalta Alvaro, não foi fácil. De cara, lembra ele, enfrentaram o início da pandemia da Covid-19 e todas as incertezas e crises de ansiedade advindas do cenário de crise sanitária mundial. Mas, como ele faz questão de ressaltar: “Aprendemos processos, sobrevivemos e retomamos as boas expectativas.”

Alvaro está há oito anos na Made in Brazil e continua um grande fã e apaixonado das guitarras e de tudo o que a música representa para a pessoas. A Datalink também, Alvaro, por isso os nossos cabos e conectores de sonorização são feitos com máxima qualidade e segurança.