Datalink e Made in Brazil: parceria musical de sucesso

Datalink e Made in Brazil: parceria musical de sucesso

Para melhorar a parceria, Datalink reposiciona os cabos da linha Revolution Instrumentos, unificando os conectores do produto com tecnologia de ponta.

Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa
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Cristina Camacho
Foto e edição de imagens
elisabeth@

O ano de 2023 já começa com bons e novos desafios para a Datalink, fabricante de cabos e conectores de alta qualidade e performance de comunicação e controle para aplicações industriais, agrícolas e smart cities. A empresa brasileira – que completa 30 anos em março próximo – se debruça, nesses primeiros dias do novo ano, a melhorar um dos seus produtos de sonorização, a linha Revolution Instrumentos ideal para o uso profissional em guitarra, baixo, violão, teclado, contrabaixo etc.

O reposicionamento da linha, explica o gerente de Vendas da Datalink Maurício Fernandes, visa garantir ao produto uma performance ainda mais magistral e fidedigna ao som dos instrumentos. Para tanto, diz Fernandes, a fabricação dos cabos Revolution vão utilizar conectores da marca Rean by Neutrik, “que é a número um, no mundo, no fornecimento desse tipo de conector”, observa.

Segundo Maurício Fernandes, que também é músico e professor, a linha Revolution Instrumentos agrega, ainda, uma das tecnologias mais modernas que é a expanso a nitrogênio, pois ela garante a frequência que um cabo sólido não proporciona totalmente. “No Brasil, a Datalink é a única empresa que adota essa tecnologia”, informa o gerente da empresa. Uma tecnologia, acrescenta ele, proveniente da área de telecomunicações que utiliza cabos para longas distâncias para preservar a qualidade da mensagem que pode atravessar milhares de quilômetros. “Isso equivale dizer que estamos falando de uma tecnologia altamente moderna e potente. Os nossos produtos têm essa tecnologia embarcada. O que nos dá muita satisfação e aos clientes mais ainda”, ressalta.

O reposicionamento da linha Revolution Instrumentos prevê, ainda, uma embalagem mais moderna e bonita. Maurício Fernandes informa que a nova configuração do produto estará pronta ainda no primeiro trimestre de 2023. “É o nosso presente para os músicos que fazem do ofício praticamente um ´sacerdócio´ na entrega do melhor para o público. Estamos realmente comprometidos com essa missão”, garante o gerente da Datalink.

Palavra do cliente
Satisfação e missão comprovadas por um dos grandes clientes da linha de sonorização da Datalink, a megastore Made in Brazil, que oferece, há 33 anos, o que há de melhor no mundo dos instrumentos musicais e acessórios. “De fato, só trabalhamos com produtos que ofereçam qualidade e transmitam confiança aos clientes”, atesta Alvaro Moro Neto, gestor da unidade de Moema, na capital paulista. Ele acrescenta que o cuidado da megastore é fornecer os melhores produtos para fidelizar os consumidores com “escolhas que os façam voltar a comprar conosco”.

Alvaro Moro Neto é gestor de unidade da megastore Made in Brazil, na capital paulista. Crédito: Renan Ferrete @renanferrete.

Inicialmente, descreve Moro Neto, “testamos os cabos Datalink em nosso dia a dia de loja. Somos heavy users [na tradução literal para o português usuários pesados que define um grupo de consumidores que fazem uso fiel e massivo de algum serviço ou produto] e os cabos passaram nos testes do som, do conecta-desconecta e no enrola-desenrola intenso que é a rotina de uma grande loja de instrumentos musicais”.

Os cabos da Datalink que não faltam nas unidades da Made in Brazil, e que têm sucesso garantido entre o público da rede, segundo Moro Neto, são os das linhas Garage Line, Revolution e Studio Line. “Eles entregam muito e acho o range [alcance] de preço bem justo”, endossa o gestor da megastore. Ele ainda destaca: “O Studio Line é realmente acima da média, principalmente no timbre. É cristalino, tem punch e consegue conduzir um espectro de frequência mais amplo. Acredito que, pela durabilidade e som impecável, é um investimento. Cabo para bons anos de uso.”

Por dentro dos cabos
Toda essa excelência de entrega dos cabos produzidos no complexo industrial de Embu das Artes, como explica o gerente de Vendas da Datalink, Maurício Fernandes, começa com uma lição: “Não enxergamos o que está dentro de um cabo, mas a qualidade vai depender do que está dentro dele em termos de tecnologia, matéria-prima e do próprio processo de fabricação.” Esse é o compromisso da Datalink, garantir matéria-prima de qualidade dentro dos cabos.

Fernandes explica que os cabos da empresa utilizam a tecnologia a expanso, ou seja, eles têm injetado na ´veia’ uma mistura de nitrogênio e polietileno. “Esse processo aumenta a condutividade acústica de uma ponta a outra. Isso reduz consideravelmente o ´arrasto´, ou seja, a perda de frequências. Para o músico, evitar essa perda é fundamental, pois vai entregar um com ganho harmônico e com todas as frequências”, ensina Maurício Fernandes.

Para Alvaro Moro Neto, gestor de uma das maiores unidades da Made in Brazil, é empolgante ver o brilho nos olhos de todos que participam ativamente desse projeto de nicho musical na Datalink, já consolidada na fabricação de cabos para telecomunicação. A relação das duas empresas, contemporâneas em criação, ambas foram criadas na década de 1990, informa Moro Neto, se consolida, “pois estamos sempre conectados, nos reunimos para falar de produto, de identidade visual e qualidade dos componentes, o que me deixa honrado também de poder participar disso, dar as minhas impressões sobre o produto final e sintetizar um pouco do comportamento e preferências dos nossos clientes”.

História de superação empresarial
A Made in Brazil foi criada em 1990 e numa época em que o preconceito com o produto brasileiro imperava e os importados conquistavam cada vez mais o seu espaço no País. O próprio nome da loja brinca, podemos dizer assim, com esse complexo brasileiro ao se chamar em Made in Brazil, no idioma inglês, mas cuja tradução para o português é ‘feito no Brasil’.

Moro Neto fala um pouco sobre como a empresa chega em 2023 totalmente vigorosa e com uma trajetória de sucesso: “Nessa linha do tempo a Made precisou se moldar diversas vezes, se adaptar às tecnologias, aprender com os grandes players da época e criar sua identidade. Segundo o que a história diz, foi uma luta até para conquistar a confiança dos principais fornecedores e importadores. O Marcelo, nosso diretor, conta ter levado muitas ‘portas na cara’ até conseguir mostrar o valor da Made para o mercado.”

Um caminho difícil, que exigiu perseverança e resiliência de todos os envolvidos, mas que, hoje, colhe bons frutos. “O bonito dessa trajetória é que hoje nos tornamos um dos principais nomes do País no varejo de instrumentos musicais, temos grandes marcas no line-up e algumas exclusivas. Chegamos até aqui com gente apaixonada pelo trabalho, com grandes amigos e parceiros, humanidade e uma visão expandida do nosso negócio. Nunca foi fácil, mas uma estrada com mais curvas é uma escola”, observa Moro Neto.

Maurício Fernandes, gerente de Vendas da Datalink, é também guitarrista. Crédito: Cristina Camacho.

Quem faz e gosta de música sabe o quanto faz a diferença cabos de qualidade para entregar o melhor som. Nessa relação Datalink e Made in Brazil também tem a história de um grande reencontro, diz Moro Neto com grande entusiasmo: “A Datalink me deu a grata surpresa de reencontrar o amigo e baita guitarrista Maurício Fernandes [gerente de Vendas da Datalink] e o grande Mário [Garcia], mestre no desenvolvimento de cabos de áudio e instrumentos musicais. Apostamos na marca e isso tem nos garantido ótimos resultados. Tanto que [a Datalink] se tornou uma das principais marcas de cabos ofertadas pela Made.”

História que inspira: Alvaro Moro Neto
Ele é natural de Santo André, região do ABC Paulista, e tem 35 anos de idade. Filho de pai paranaense e mãe andreense, começou a trabalhar aos 14 de idade na marcenaria do pai. Ainda trabalhou em comércio varejista até se encontrar no mercado de instrumentos musicais, em 2011, pela Reference Music Center. Uma conexão importante na vida de Alvaro por ser músico e apaixonado pelo universo da guitarra. Ele entrou na Made in Brazil, unidade da Teodoro Sampaio, no início de 2015. Como ele mesmo diz, era o início de uma nova trajetória de vida e profissional.

Na Made in Brazil, ele começou como vendedor, passou pela coordenação de loja e foi para a unidade Moema como subgerente. Em janeiro de 2020, assumiu a gestão da unidade, que é nossa maior loja da rede. Tanto em faturamento quanto fisicamente.

A empreitada, como ressalta Alvaro, não foi fácil. De cara, lembra ele, enfrentaram o início da pandemia da Covid-19 e todas as incertezas e crises de ansiedade advindas do cenário de crise sanitária mundial. Mas, como ele faz questão de ressaltar: “Aprendemos processos, sobrevivemos e retomamos as boas expectativas.”

Alvaro está há oito anos na Made in Brazil e continua um grande fã e apaixonado das guitarras e de tudo o que a música representa para a pessoas. A Datalink também, Alvaro, por isso os nossos cabos e conectores de sonorização são feitos com máxima qualidade e segurança.

Educação, inovação e valorização: tripé de sucesso na Datalink

Educação, inovação e valorização: tripé de sucesso na Datalink

Professor da USP ressalta importância de parceria entre mercado e universidade, além do compromisso com o aprendizado constante.

Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa
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Cristina Camacho
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Em 24 de janeiro, celebra-se o Dia Internacional da Educação. A data foi criada pela Resolução 73/25, da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2018. O objetivo é sensibilizar a sociedade civil para que se cumpra o direito à educação e sublinhar o papel da educação como meio para quebrar ciclos de pobreza e para o desenvolvimento sustentável e social.

É com muita satisfação e entusiasmo que a Datalink – uma das principais fabricantes de cabos e conectores de alta qualidade e performance do País – destaca suas ações em educação e aperfeiçoamento entrevistando o professor Leopoldo Rideki Yoshioka, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). No seu perfil no LinkedIn, o docente assim se apresenta: “Tenho um interesse especial em criar valores por meio da educação. Acredito que todas as pessoas, organizações e países são responsáveis ​​por garantir o bem-estar do mundo para o futuro.”

Nesta entrevista especial ao Datalink News, o professor, que é engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), fala sobre a importância da aproximação entre empresas e universidades e ressalta a ação da Datalink nesse sentido, o Datalink Educa. Uma iniciativa, observa o docente da USP, baseada “na filosofia de aprender sempre e que, sem dúvida, está por traz do sucesso da empresa”.  E completa: “Acredito que a iniciativa da Datalink de estreitar os laços com as universidades trará frutos.”

Foram abordados diversos temas nesta matéria, todos pertinentes e aderentes à trajetória da Datalink desde a sua fundação em 1993. Para garantir uma boa leitura dos grandes ensinamentos do professor Leopoldo Rideki Yoshioka, dividimos as respostas em cinco temas – educação, crescimento, valorização, revolução digital e inovação.

Professor Leopoldo Rideki Yoshioka participa de palestra na Datalink. Crédito: Cristina Camacho.

Educação
O Datalink Educa é um dos pilares da empresa. Como o senhor entende a necessidade dessa aproximação empresa e instituições de ensino?
Pelo que sei, a Datalink vem implementando programas de aperfeiçoamento para os seus funcionários. O “Educa”, baseado na filosofia de aprender sempre, é sem dúvida um programa que está por traz do sucesso da empresa.

É importante notar que o impacto do aprendizado nem sempre é percebido imediatamente em termos de resultados. Mas, no médio e longo prazo, a eficiência e a produtividade da empresa aumentarão de forma inequívoca. A demora se deve à própria natureza humana que é a de reagir às mudanças num primeiro momento. Assim, as transformações devem fazer parte do processo, de forma que os colaboradores possam assimilar novos métodos pouco a pouco.

Acredito que a paciência e a visão de longo prazo têm sido fundamentais para o avanço desse programa. Não tenho dúvidas de que a interação entre a empresa e as universidades é um elemento impulsionador para o desenvolvimento de novas tecnologias e processos.

Universidades como a USP [Universidade de São Paulo], por exemplo, possui o domínio muito amplo de conhecimentos científicos e tecnológicos, em praticamente todas as áreas de ciências exatas, humanas e sociais. A empresa, por sua vez, possui um grande conhecimento sobre os processos produtivos, comercialização e o atendimento das necessidades do mundo real. Ambas as partes possuem lacunas e soluções que poderiam ser compartilhadas. Entretanto, na prática, é muito difícil conciliar as ofertas e demandas entre as empresas e universidades. Acredito que a iniciativa da Datalink de estreitar os laços com as universidades trará frutos, sem dúvida.

O senhor acredita que as universidades brasileiras – públicas e privadas – estão abertas para essa troca de experiências e saberes?
De fato, vejo que a Datalink está fortalecendo cada vez mais o vínculo com universidades brasileiras, inclusive com a Universidade de São Paulo (USP). Embora haja interesses tanto das universidades como das empresas, na prática a interação não acontece com muita frequência, principalmente quando se trata de empresas de menor porte.

Mas, no caso da Datalink, me parece que a postura dos fundadores faz a diferença. Eles tomaram a iniciativa de convidar professores e pesquisadores das universidades para conhecerem a empresa. Faz muita diferença quando a empresa mostra a sua planta moderna, com processos de produção, utilizando máquinas e instrumentação de última geração.

O senhor já esteve no complexo industrial da empresa, em Embu das Artes?
A primeira vez que visitei a fábrica da Datalink foi em 2017. Fiquei bastante impressionado com a infraestrutura, mas especialmente com a filosofia da empresa de que a qualidade não se controla, fabrica-se. De lá para cá tenho visitado a empresa regularmente, e observo que, ano a ano, a empresa vem aumentando a interação com outras universidades e empresas.

É muito positivo a empresa estar sempre aberta às visitações, pois, como dito anteriormente, uma verdadeira inovação não pode ser copiada facilmente, pois ela não está na ferramenta, mas sim na forma como se utiliza essa inovação.

Acredito que a interação entre universidades e empresas existe, mas ainda é incipiente, por isso, exemplos de sucesso como o da Datalink certamente despertarão interesse de outras empresas e universidades.

Crescimento
A Datalink completa 30 anos neste ano de 2023 e foi criada por dois engenheiros contemporâneos seus do ITA. Como o senhor contextualiza essa experiência de sucesso no País?
O Brasil é um país grandioso, seja em termos de extensão territorial, tamanho da população e em termos econômicos. Nos anos 2000, chegamos a ser a sexta maior economia do mundo. Entretanto, após a crise econômica mundial de 2008 estamos trilhando uma trajetória contínua de queda. Segundo estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em 2019 a indústria brasileira caiu para 16ª posição em termos de participação no cenário global.

As causas da perda de competitividade podem ser atribuídas a diversos fatores, mas o principal é o avanço das concorrentes internacionais, principalmente China, países do sudeste da Ásia e leste europeu. Mesmo diante dessa situação adversa, algumas empresas brasileiras do setor metalúrgico, elétrico e agrícola vêm crescendo com vigor.

É uma conjuntura complexa e difícil para se estabelecer, permanecer e crescer como empresa.
Diante desse cenário, é notável o crescimento da produção e da participação no mercado que a Datalink vem alcançando, em especial nos últimos cinco anos. Os dois sócios-fundadores são meus colegas de turma da faculdade. Eles começaram com um negócio pequeno de montagem de cabos em Santo Amaro, na capital paulista. De lá para cá, passaram por altos e baixos, mas sempre cresceram de forma gradual.

Acredito que o que fez a diferença foi a capacidade de eles atraírem bons funcionários e de desenvolvê-los de forma a contribuírem para agregar cada vez mais valor à empresa.

A produção de cabos industriais e de produtos de áudio de alta fidelidade, que são especialidades da Datalink, exigiu que os conhecimentos-chave fossem adquiridos por eles mesmos, e por meio de interação com os clientes. Trata-se de um processo demorado, que exige resiliência, pois é necessário continuar competindo com concorrentes de todo tipo, e com o cenário adverso do País.

Certamente, não é fácil se sobressair diante dessa situação.

Valorização
Como o compromisso com o desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais faz a diferença, professor?
Quando vejo a empresa crescendo em ritmo acelerado e colhendo resultados significativos, percebo a importância do esforço que foi dedicado para aprimorar as pessoas, os produtos e os processos, ao longo de muitos anos, independente de quão difíceis sejam as circunstâncias.

Claro que o fato de os fundadores terem se formado no ITA [Instituto Tecnológico de Aeronáutica], um curso nada fácil, deve ter contribuído. Com certeza. Mas acredito que o fator mais importante é que eles foram capazes de continuar aprendendo muito, seja a respeito de como produzir cabos de qualidade, mas também sobre como administrar uma empresa, cuidar do bem-estar dos funcionários e, principalmente, em como ser reconhecido como um participante (player) pelo mercado.

Sabemos que o espaço privilegiado para desenvolver o saber técnico e outras competências e habilidades é numa instituição de ensino. Mas, na sua visão, o que a Datalink ensina a futuros profissionais e mesmo para o País?
Acho que o caminho trilhado pela Datalink ao longo dos anos traz lições importantes para a indústria e para as instituições de ensino e de pesquisa. Em conversas que tive com os fundadores, o que me chamou a atenção foi a postura com relação ao desenvolvimento dos funcionários dentro da empresa.

Acredito que uma das razões da rotatividade [turnover] ser baixa em relação à média do mercado é o fato de a Datalink proporcionar oportunidade para que os funcionários cresçam profissionalmente. É claro que devido ao porte atual, não é possível atender aos anseios de todos, mas aqueles que persistem e buscam o aprimoramento acabam conseguindo alcançar seus objetivos.

Vale salientar que todas as empresas, de forma geral, querem valorizar os seus colaboradores. Entretanto, não é nada fácil fazer acontecer na prática, pois é necessário que a empresa tenha fôlego e disponibilidade para implementar programas de aperfeiçoamento dentro da empresa (in company).

Revolução digital
Como o senhor posiciona a Datalink, uma empresa que fabrica cabos para telecomunicações e automação etc., num Brasil que tem o desafio de se qualificar para os avanços tecnológicos num mundo social, privado e empresarial cada vez mais dominado por paradigmas das tecnologias da informação e da comunicação (TICs)? Como não ser passado para trás nessa “destruição criativa” [conceito introduzido pelo economista austríaco Joseph Schumpeter, na primeira metade do século XX] cada vez mais veloz?
Você tocou num tema muito importante. O Brasil é um país muito grande e populoso. Porém, é também um país muito desigual. Os grandes centros são tão avançados e modernos quanto as capitais dos países desenvolvidos, como Nova Iorque, Paris ou Tóquio [respectivamente, cidade dos Estados Unidos e as capitais da França e do Japão]. Enquanto isso, ainda falta distribuir a infraestrutura de saneamento, energia, telecomunicação e de mobilidade para muito dos cinco mil municípios do País.

Recentemente, chegou ao Brasil a tecnologia 5G de telefonia sem fio. Essa nova tecnologia de comunicação, juntamente com outras tecnologias, como a Inteligência Artificial (IA) e a Robótica, estão desencadeando uma nova revolução chamada “Revolução Digital”.

Diante desse cenário, vejo que a Datalink tem enorme potencial de crescer de forma exponencial, produzindo e fornecendo soluções de conectividade nas áreas de Indústria 4.0, cidades inteligentes [smart cities] e agricultura digital, entre outras.

Acredito que o fator-chave para a Datalink será a criação de uma geração de colaboradores que herde o espírito primordial dos fundadores e desenvolvam novos caminhos para enfrentar os desafios da “era digital” que se aproxima.

Inovação
Em recente entrevista ao Datalink News, o professor José Roberto Cardoso (Poli-USP) observou que, hoje, criação e inovação estão muito associadas a uma startup, mas a inovação pode estar em diversas outras ações.
O professor Cardoso é uma autoridade na área de ensino de engenharia. Ele sempre foi um grande incentivador dos alunos para empreenderem e construírem startups por meio da inovação.

A inovação está muito associada aos startups por conta das incertezas envolvidas na implementação de novas ideias. As empresas tradicionais buscam minimizar os riscos decorrentes da adoção de novas soluções. Entretanto, isso não quer dizer que a inovação seja uma exclusividade das startups. Muito pelo contrário, as empresas estão cada vez mais buscando a inovação como forma de vencer a concorrência e conquistar o mercado.

Como o senhor avalia o papel da inovação na Datalink?
Vejo que a Datalink percebeu a importância da inovação, e vem trabalhando para incorporá-la dentro da cultura da empresa. Recentemente, numa conversa com um dos fundadores, fiquei sabendo de algumas inovações criadas pelos colaboradores. Uma delas é o “tour virtual”, que é uma ferramenta que permite aos representantes e clientes da Datalink conhecerem a fábrica em detalhes, um passo-a-passo de cada uma das etapas de produção dos cabos.

Essa inovação traz um impacto muito positivo nos clientes que muitas vezes estão distantes. Importante observar que é uma inovação difícil de ser copiada, pois o ponto essencial não é a instalação de câmeras em si (algo que qualquer um pode fazer), mas o conteúdo que será mostrado em tempo real e não “a casa arrumada” para os visitantes que podem acessar a qualquer momento.

Outra inovação foi a gravação do nome dos clientes no tubo termo retrátil dos cabos de som. Isso causou um impacto muito positivo nos lojistas, pois eles se sentiram valorizados e mais motivados a oferecer um produto personalizado para os seus clientes.

Enfim, a Datalink está inovando sempre, e muitas vezes são detalhes que passam despercebidos pela maioria das pessoas, mas que fazem uma grande diferença no final das contas.

Cooperação técnica pela qualidade do cabo Profinet

Cooperação técnica pela qualidade do cabo Profinet

Centro de competência brasileiro atesta cabos da empresa com sucesso.


Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa da Datalink
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Cristina Camacho
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O professor Renato Ferreira Fernandes, de Engenharia e Controle e Automação da Faculdade de Engenharia Elétrica (FEELT) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), discorre, neste artigo, sobre a profícua experiência de cooperação entre a universidade e a Datalink (www.afdatalink.com.br), em novembro de 2022. O objetivo principal foi a validação do cabo ethernet industrial fabricado pela empresa, utilizando o protocolo Profinet em testes básicos de funcionamento com equipamentos industriais.

O docente Renato Ferreira Fernandes fala da experiência: “Primeiramente, importante elogiar o contato entre empresa e universidade para troca de experiências e conhecimento. Como somos hoje um centro de competência Profibus e Profinet, a Datalink nos abriu as portas para uma visita e para conhecermos as suas instalações e seus produtos. Posteriormente, oferecemos nossa ajuda no que fosse necessário para divulgação de conhecimento e para testes básicos caso fosse necessário. Como a Datalink estava produzindo um novo cabo Profinet, nos pediram ajuda para a validação do cabo no nosso Laboratório de Automação, Redes Industriais, Supervisórios e Acionamentos da FEELT.”

O trabalho de testagem, observa o professor, foi organizado conjuntamente com o técnico Hermano Santos Costa e contou, ainda, com o acompanhamento dos alunos de Iniciação Científica Guilherme Almeida Andrade e Lucas de Araújo Dantas, do curso de Engenharia de Controle e Automação da FEELT-UFU.

O teste consistiu em validar o cabo Profinet em uma condição de processo com tamanhos de cabos variados até o limite da especificação com equipamentos industriais. Neste caso, não foram utilizadas fontes de ruído ou teste de stress do cabo em condições adversas.

Os resultados dos testes iniciais mostraram a necessidade de adequação do cabo inicial para garantir a comunicação com distâncias maiores de 50 metros. A equipe da Datalink foi contatada. Ela se mostrou prontamente receptiva e entendeu a solução para a fabricação com as vias em posicionamento correto, já que o conector Profinet já possui a ordem correta das vias no cabo. “Nessa aproximação saudável entre empresa e universidade se conseguiu, em cooperação, é bom frisar, descobrir a questão e proceder a inversão de vias. Feito isso foi possível comunicar normalmente com o cabo com a distância próxima da máxima de 100 metros”, observa o docente da UFU.

A metodologia empregada se valeu da montagem de um cenário de validação com equipamentos industriais Profinet, consistindo no CLP S71200 da Siemens como IO controller, e no CPX-20 da Festo como IO Device na rede, conforme mostrado na Figura 1.

Na lógica de controle foi enviado 8 bytes de leitura, representando na lógica valores de cartões de entrada digital e analógico. O controlador recebia os valores e enviava os valores lidos de retorno para o CPX. Desta forma, se houvesse qualquer problema na lógica, o controle parava de funcionar. Já para medir a quantidade de pacotes enviados na comunicação foi utilizado o analisador de rede MT1000A Network Master Pro da empresa Anritsu.

O analisador de rede pode ser testado em duas configurações específicas para o meio físico ethernet: ping e pass through. No teste de ping, o equipamento ethernet somente respondia ao comando de ping medindo a latência da comunicação e a taxa de erro. Neste caso a comunicação era ponto a ponto com o device. Enquanto no teste pass through o analisador era colocado no meio da comunicação entre o Controlador e o Profinet IO Device. Desta forma, era possível interceptar o pacote de dados e verificar a sua integridade, bem como o conteúdo do pacote recebido.

Sabendo que em uma estação Profinet a principal topologia é estrela com cabos de até 100 metros foram feitos testes em três cenários de aplicação: teste de performance com cabo pequeno (5 metros), teste de performance com o cabo médio (50m) e teste de performance com cabo grande (90m).

Destacamos os testes com os tamanhos: de 5 metros, 50 metros e de 90 metros com uma inversão dos fios.

Para todos os testes foram utilizados quatro conectores RJ45 metálicos e os cabos da Datalink no padrão Profinet. Os cabos foram montados no laboratório e testados com testador de cabo padrão. Foram realizados o teste de ping e o teste de pass through para todos os cenários.

1) Teste cabo de 5 metros
Neste primeiro cenário foi utilizado um cabo de 5 metros da Datalink e um outro cabo de outro fabricante (cabo pronto). O teste de ping foi realizado com o CPX da Festo. O pass through com a lógica de controle do S71200 para o CPX. O resultado não apresentou problema durante os testes.

2) Teste cabo de 50 metros e 40 metros
Então, foi dividido o cabo em duas partes 40metros e 50metros. Inicialmente foi feito teste com o cabo de 50 metros e posteriormente com o de 40 metros. O teste de ping foi realizado com o S71200. O pass through com a lógica de controle do S71200 para o CPX. O resultado foi que não ocorreram problemas durante os testes.

O teste de ping consistiu no envio de comando de ping a cada 1 segundo com o tamanho de 70 bytes durante 5 minutos. Foram enviados 151 pacotes e todos foram respondidos.

O teste de pass through consistiu no envio de comando do controlador no scan da lógica de controle durante 5 minutos. O throughput da rede foi de 272 Kbps com um tamanho médio de 68 bytes de mensagem. Foram envidados 191089 pacotes e ocorreram 6 erros de transmissão.

3) Teste cabo de 90 metros
No teste de 90 metros, a equipe da Datalink fez uma inversão das vias, o que garantiu alcançar a comunicação correta tanto do teste do ping quanto da CPU S71200 com o Equipamento CPX.

Datalink e Serginho Reis Produções: a qualidade do som nos palcos

Datalink e Serginho Reis Produções: a qualidade do som nos palcos

Recentemente, a parceria fez o show da dupla sertaneja Marcos e Belutti na Stock Car, em Interlagos.

Por Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa da Datalink
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Na 12ª etapa da Stock Car Pro Series, última e decisiva da temporada 2022, em que o piloto Rubens Barrichello conquistou o bicampeonato, os cabos da Datalink também se fizeram presentes no show da dupla sertaneja Marcos e Belutti. A prova, que ocorreu no dia 11 de dezembro último, no autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, sagrou Barrichello o piloto mais velho a alcançar o título da principal categoria do automobilismo na América do Sul, com 50 anos. Ao fim de 12 etapas e 24 corridas, Barrichello terminou o campeonato com 330 pontos. Daniel Serra foi o vice-campeão com 316, enquanto Gabriel Casagrande ficou em terceiro, com 307.

No palco da Stock Car, o campeão foram os cabos de sonorização da Datalink que garantiram o espetáculo musical da dupla que tem 14 anos de carreira e coleciona prêmios e hits inesquecíveis como “Domingo de Manhã”, “Aquele 1%”, “Os corações não são iguais”, “Fica comigo”, “Solteiro apaixonado” e muitos outros sucessos. A recepção da equipe Datalink foi maravilhosa, destaca o sócio-diretor da empresa João Coelho que esteve presente ao evento juntamente com a coordenadora de Marketing Cristina Camacho. “É uma satisfação indescritível termos o nosso trabalho reconhecido”, diz o executivo, entusiasmado.

O palco que recebeu a dupla Marcos e Belutti, segundo testemunhou Coelho, tinha tamanho considerável e só recebeu cabos da Datalink para as conexões dos instrumentos e outros equipamentos. “Fiquei surpreso com a facilidade e rapidez com que os técnicos fizeram a montagem da estrutura do show com os cabos de sonorização da Datalink”, orgulha-se Coelho. Ele acrescenta que os técnicos reforçaram a qualidade e que nunca tiveram problemas com os cabos da empresa.

À frente da montagem e da parte técnica do palco para a apresentação musical estava a qualidade da empresa Serginho Reis Produções, dona de uma carreira profissional de mais de 10 anos comprovadamente reconhecida no Brasil e que traz no rol de realizações, temporada internacional em Luanda e na televisão nos programas “Legendários” (idealizado pelo apresentador Marcos Mion) e dos apresentadores Sabrina Sato e Rodrigo Faro, na Record TV, e o programa da Eliana, no SBT.

Nessa etapa final da Stock Car, em Interlagos, a Serginho Reis Produções montou o palco para a dupla sertaneja Marcos e Belutti apenas com os cabos de sonorização da Datalink. “Num evento como esse, precisamos entregar a mais alta qualidade em todos os sentidos, e isso eu garanto utilizando os cabos da Datalink”, garante o especialista em sonorização.

A boa novidade, adianta João Coelho, é que a dupla sertaneja, a exemplo de outras bandas e artistas brasileiros, fechará uma parceria com a Datalink já em 2023. “Marcos e Belutti se mostraram bem entusiasmados em colocar os nossos cabos na estrada com eles”, reforça o sócio-diretor da empresa e acrescenta: “Para nós, será uma satisfação enorme termos artistas tão queridos do público brasileiro como nossos novos parceiros. E um reconhecimento de que o bom trabalho vale à pena.”

Cabos Datalink nos palcos brasileiros

Fundador da produtora, Serginho Reis falou com a Datalink News em sua estada em São Paulo para participar do evento da Stock Car e já se preparando para nova maratona de shows, desta vez na Bahia. Reis orgulha-se de uma vida profissional consolidada no respeito, na seriedade e, principalmente, na qualidade. Os cabos de sonorização da Datalink fazem parte desse trabalho altamente respeitado pelo mercado.

Para ser referência no mercado, inclusive na montagem de grandes eventos, diz Serginho Reis, “tudo deve ser feito com muita honestidade. Não mentir sobre o que está fazendo ou usando como material e equipamentos. Trabalhar assim sempre dá retorno”. Neste ano, prossegue ele, a produtora foi contratada para fazer tanto a parte técnica como a de equipamento da turnê da banda norte-americana Information Society, de estilo misto de synth-pop, new wave, techno e freestyle, no Brasil.

Segundo Reis, fazer a parceria com a Datalink foi um passo de sucesso. “É uma parceria maravilhosa. Hoje eu carrego mais de 200 cabos da empresa, principalmente em festivais, cada banda usa, em média, 60 cabos. Porque tem muitas viradas de palco e boas distâncias, e o cabo Datalink me assegura essa movimentação sem provocar danos”, explica. Ele complementa informando que, em média, por show, “usamos de 100 a 200 cabos”.

Padronização dos palcos com cabos Datalink

Serginho Reis ressalta que depois que padronizou o palco com os cabos da Datalink a passagem de som se tornou mais rápida, porque não ocorrem problemas de o cabo não funcionar ou de oferecer volumes diferentes, “por exemplo, o baixo com um volume ruim, e a guitarra com um volume mais alto. Isso realmente não acontece com os cabos da Datalink”.

Muitas pessoas, relata Reis, não entendem que o cabo faz toda a diferença. “Mas isso é facilmente percebido quando você pluga cabos de diferentes marcas e escuta a diferença no volume e na qualidade. A Datalink realmente revolucionou esse mercado. Todos os artistas com quem trabalho sentem a diferença na hora, e elogiam a qualidade do som proporcionado pela utilização dos cabos de sonorização da Datalink. Porque os artistas também sofrem e pegam empresas que podem até ter equipamentos bons, mas sem cabos com tanta qualidade. Essa experiência foi incrível para mim, facilita tudo, como a organização de palco”, testemunha o especialista.

Os cabos da Datalink garantem a Serginho Reis Produções entrega em todos os níveis técnicos, seja de timbre, áudio, facilidade de troca de palco, “não tem o problema de o cabo falhar e o artista ficar esperando a troca do cabo. Com os produtos da Datalink isso realmente não acontece”, afirma.

Ele diz que é muito ruim, por exemplo, quando o artista reclama que o som do teclado não está bom, aí precisamos parar tudo, e até descobrir que o problema está no cabo e não teclado, perde-se tempo. “Com a Datalink não temos esse tipo de problema: plugou e dá certo, não temos esse tipo de problema”, ressalta Serginho Reis. Ele acrescenta: “Melhoramos muito o nosso sistema, tanto na linha de P10 e de XLR. Está tudo mais fácil para a gente, pluga e passa o som muito mais rápido. Não fica rodando lâmpada, como se diz no nosso meio.”

Reis, parceiro da Datalink, já visitou o complexo industrial de Embu das Artes (SP) e ficou impressionado com a estrutura e organização. À época, ele escreveu numa postagem no seu Facebook (/SerginhoReis): “Hoje estive mais uma vez na fábrica da Datalink e, como sempre, fui muito bem recebido. Muito bom ver toda aquela fábrica preparando os melhores cabos.”

Quem quer conhecer mais a Serginho Reis Produções basta segui-la no Facebook (/SerginhoReis) e no Instagram (/SerginhoReisProduções).

Em 2023, seguimos compartilhando qualidade, segurança e confiança

Em 2023, seguimos compartilhando qualidade, segurança e confiança

Neste final de ano, a equipe Datalink também faz o seu balanço do que foram esses últimos 12 meses em sua trajetória.

Em 2022, renovamos nossos valores e trilhamos com sabedoria nossa missão de fabricar cabos e conectores para gerar e agregar valor aos nossos clientes. Avançamos em projetos, novos produtos e na consolidação da nossa marca, a qualidade.

Mas esse crescimento “para fora” só é possível quando começa com o crescimento interno, no “chão de fábrica”. A excelência Datalink significa valorização de todos que compõem a equipe da empresa e contribuem, cada um no seu trabalho e função, para que o produto final seja possível.

Somos uma indústria brasileira que nasce comprometida com o desenvolvimento nacional e sabendo que o caminho é cheio de desafios. No nosso “DNA” temos valores e princípios que não abrimos mão: confiança e respeito.

Junto a esses valores combinamos nossa missão e visão de uma indústria que existe para criar e fabricar produtos de alta performance. Um norte que se ergue com pilares fundamentais de investimento, tecnologia e inovação.

Em 2022, renovamos nossos valores e trilhamos com sabedoria nossa missão de fabricar cabos e conectores para gerar e agregar valor aos negócios dos nossos clientes.

A Datalink agradece mais um ano por estar ao seu lado compartilhando qualidade, segurança e confiança.

Para o Ano-Novo, que nos sirvamos da inspiração fraterna à construção e consolidação das boas relações humanas e das bem-sucedidas parcerias com atenção às melhores práticas empresariais e sociais alinhadas à conscientização de ações sustentáveis em defesa do Planeta.

Sigamos conectados!

Equipe Datalink

Ficael comercializa extensa linha de produtos Datalink

Ficael comercializa extensa linha de produtos Datalink

Há 67 anos no mercado, a empresa foi a primeira distribuidora dos produtos da Pirelli no Brasil.

Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa
imprensa@

Cristina Camacho
Arte e edição de imagens
elisabeth@

Fundada em 1955, a Comercial Ficael foi a primeira distribuidora de fios e cabos da Pirelli, no Brasil. Aos 67 anos de vida, o grupo – com matriz na capital paulista e filiais em Campinas, Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ) – segue firme nos negócios, atuando no mercado nacional e internacional com produtos de três unidades de negócios: Cabos e Conectividade (cabos, antenas, rádios, conectores e acessórios), Filmes Plásticos (filmes de poliéster e BOPP) e Isolantes Elétricos (fitas 3M, papéis isolantes etc.). Seu diferencial é trabalhar sempre com produtos de qualidade e com suporte total ao cliente.

A Ficael é cliente dos cabos da Datalink. Como afirma o especialista em soluções de Cabeamento de Telecom, Industrial & Broadcast da Ficael, o engenheiro Samuel Brasil, o relacionamento com a equipe da Datalink é um diferencial: “Trabalhamos com uma extensa linha de produtos com a Datalink, o que reforça a filosofia da Ficael de ´Pacote Total´, ou seja, de proporcionar ao cliente – da pessoa física até às grandes empresas – a facilidade e segurança de encontrar e adquirir quase 80% dos produtos que necessita com um único fornecedor. O que facilita, inclusive, a vida do cliente para solução mais imediata e assertiva de qualquer intercorrência que possa ocorrer. Ter a parceria com a Datalink nos ajuda a trabalhar nesse formato para o mercado nacional e internacional.” Alguns dos produtos adquiridos pela Ficael são os cabos coaxiais da Datalink.

O engenheiro observa que a qualidade técnica é fundamental para um cabo de telecomunicação, o que a Ficael encontrou nos produtos da Datalink. “Garantir a produtividade e a preocupação em ter ações corretas nos negócios agregam muito e bom valor aos resultados”, explica Samuel Brasil.

O grupo Ficael, nome que está no mercado há 67 anos, faz questão de ressaltar que a empresa se preocupa em gerar valor para os clientes por meio da qualidade no atendimento, de produtos e de serviços, e até com a certificação ISO 9001:2000. Valores, destacam o engenheiro da empresa, também encontrados na relação com a Datalink. “A Ficael e a Datalink se preocupam em atender ao cliente com excelência, o que significa agir com responsabilidade sempre”, realça.

Por último, Samuel Brasil faz questão de frisar que a relação entre as duas empresas é boa, mas já observa que é necessário evoluir, de forma constante, na política de distribuição. Como explica: “A Ficael não fabrica cabos e acessórios, por isso ela precisa de uma política de distribuição assertiva que fará a diferença para o mercado e principalmente para a Datalink. O fabricante tem a responsabilidade de produzir e nós de distribuirmos e apresentar uma linha de solução ao cliente, dentro de nossa gama de produtos.”

Tecnologia Datalink garante excelência aos cabos de telecomunicações

Tecnologia Datalink garante excelência aos cabos de telecomunicações

Com aplicação cada vez mais ampla, cabos de telecom podem estar num carro, no agronegócio, na ciência, em todos os sistemas de comunicação e transmissão de dados.

Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa
imprensa@

Cristina Camacho
Arte e edição de imagens
elisabeth@

Em ritmo de sistemas cada vez mais automatizados – como a indústria 4.0 –  e de inovações tecnológicas sofisticadas, como as digitais, há a necessidade do tráfego intenso da comunicação e da conexão dentro das fábricas, no campo, no setor de serviços, na educação, na ciência, nos meios televisivos e telefônicos etc. Um sistema comunicativo e conectado existe a partir dos cabos de telecomunicações (telecom). O que se espera dessas redes conectadas é a obtenção de alta velocidade na transmissão de dados, por isso, a necessidade de cabos de excelência e qualidade para entregar o melhor resultado.

Os cabos de telecomunicações são tão importantes que, para serem produzidos e comercializados, é obrigatória a homologação de produtos pelo órgão regulador, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O procedimento de homologação envolve múltiplos passos e inclui testes laboratoriais para assegurar a funcionalidade, resistência e segurança para uso por humanos.

Eles podem ser metálicos ou de fibra óptica. A Datalink produz os metálicos, que são feitos por um material condutor e normalmente produzido por cobre, que conduz as ondas eletromagnéticas. Sendo assim, ele pode ser dobrado ou torcido sem danificar o material.

Para explicar todo o processo da fabricação à comercialização dos cabos telecom, entrevistamos o engenheiro Edson Borges, gerente de Tecnologia e Inovação da Datalink. 

Engenheiro Edson, a Datalink começou, em 1993, produzindo cabos especificamente para a área de telecomunicações. Já são quase 30 anos de excelência nessa fabricação. O senhor poderia nos falar sobre a concepção dos cabos Telecom da Datalink desde o projeto, fabricação, comercialização e entrega do produto?
Edson Borges –
A Datalink começou especificamente produzindo chicotes e cabos conectorizados para as ERB’s (estações rádio-base) do sistema de telefonia celular e para centrais telefônicas. Na maioria das vezes, os cabos projetados para telecomunicação são os cabos coaxiais. Definimos como coaxial porque são dois condutores: a blindagem, que é o condutor externo, e a ponta, que é o condutor interno. Por estarem no mesmo eixo vem a denominação de cabo coaxial. Esses cabos são constituídos de uma parte metálica que são os condutores e a parte plástica que são a capa e o dielétrico.

A Datalink começou especificamente produzindo chicotes e cabos conectorizados para as ERB’s (estações rádio-base) do sistema de telefonia celular e para centrais telefônicas. Na maioria das vezes, os cabos projetados para telecomunicação são os cabos coaxiais. Definimos como coaxial porque são dois condutores: a blindagem, que é o condutor externo, e a ponta, que é o condutor interno. Por estarem no mesmo eixo vem a denominação de cabo coaxial. Esses cabos são constituídos de uma parte metálica que são os condutores e a parte plástica que são a capa e o dielétrico.

Como podemos entender e definir um cabo Telecom da Datalink?
Edson Borges –
Primeiro de tudo, precisamos saber que esses cabos para o uso em sistema de rádio, televisão e telecomunicações devem ter a homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o órgão regulador do País, para serem fabricados e comercializados.

Os cabos de Telecom possuem algumas características diferentes para cada aplicação. Por exemplo, a impedância é uma grandeza que define o tipo de trabalho, como 50 Ohms para sistema de telecomunicações; e 75 Ohms para sistema de CAT, TV e Rádio.

O que é Ohm
É a unidade de medida de resistência elétrica que representa a relação entre a tensão (medida em volts) e a corrente elétrica (medida em amperes) de um elemento. Tal unidade está padronizada pelo Sistema Internacional de Unidades (SI).

Quais os tipos de cabos de telecomunicações produzidos pela Datalink? E como tem sido a aceitação do mercado?Edson Borges – Produzimos cabos para sistema de telecomunicações de diversos tamanhos, mas o que diferencia cada um é a sua frequência de trabalho.

Por exemplo, produzimos cabos para sistemas de satélite que trabalha com frequências acima de 6GHz ou cabos para rádio, GPS, broadcasting cuja faixa de trabalho é abaixo de 3GHz. Existem aqueles cabos especiais que trabalham com frequências bem baixas, como, por exemplo, os cabos desenvolvidos para o projeto Sirius. Frequências de 900MHz a 10MHz também são cabos de telecomunicações.

Os cabos de telecomunicações da Datalink cobrem uma vasta gama de aplicações. O senhor poderia falar sobre essas aplicações e os produtos correspondentes?
Edson Borges –
Podemos dizer que estamos em diversos seguimentos com nossos cabos de Telecom. Por exemplo, no setor automotivo, o mesmo cabo que você usa para central de celular é também usado para ligar o sistema multimídia dos carros para a antena. Podemos dizer que, hoje, graças à tecnologia dos cabos coaxiais, o carro foi transformado em um modem de celular de quatro rodas.

No agronegócio, esses mesmos cabos de Telecom são aplicados para ligar as antenas de RF [radiofrequência] para o sistema de geolocalização de drones ou máquinas agrícolas autônomas.

Os cabos de Telecom também são empregados em sistema de CFTV [circuito fechado de televisão], broadcasting e rádio base [ou ERBs, são equipamentos que fazem a conexão entre os telefones celulares e a companhia telefônica, ou mais precisamente a Central de Comutação e Controle].

Como são todos 75 Ohms, ou seja, a mesma impedância, o mesmo cabo pode ser usado para outros setores. E ainda tem aplicações, como em aparelhos de ressonância magnética, sistema naval de comunicação, automação cirúrgica.

A Datalink, enquanto empresa especialista em cabos de telecomunicações, desenvolveu um processo de fabricação e de filosofia amparado fortemente na qualidade. Com a visão e a missão de boas práticas e de fabricação de soluções que garantam a sustentabilidade do negócio, a empresa fornece soluções que vão desde a especificação técnica e desenvolvimento de cabos, ao pronto fornecimento de cabos e acessórios, além do serviço de logística de entrega.
Edson Borges –
Exatamente. E isso orgulha toda a equipe da empresa. A Datalink tem quatro pilares que firmam sua personalidade como empresa. São eles: a empresa vendedora, onde todos nós somos vendedores da marca, não importa a função ou posição; a inovação, que é a busca pela melhoria contínua dos processos e produtos, onde toda a equipe busca ideias para sermos melhores do que fomos ontem e amanhã sermos melhores do que hoje; a Datalink Educa, pois acreditamos que a educação é a matéria-prima para que os outros pilares funcionem e a diretoria investe fortemente na educação dos nossos colaboradores e parceiros; e a qualidade, temos, no nosso complexo industrial, uma grande placa com a frase “Qualidade que se Fabrica”, posso afirmar que a nossa viga central.

Resumindo todos nós, da Datalink, fabricamos qualidade em todos os nossos processos, produção, venda, pós-venda e todo o relacionamento com as partes interessadas. Todos esses pilares garantem o que nossos clientes falam por meio de depoimentos e nossos indicadores. Conseguimos garantir todos os compromissos que firmamos. 

Engenheiro, em síntese, o que a Datalink entrega para os seus clientes em termos de cabos de telecomunicações
Edson Borges –
Digo que não entregamos cabo, a Datalink fabrica soluções em conexões de telecomunicações. Nosso know-how é transformar a necessidade dos nossos clientes em um produto com o melhor custo-benefício e valor agregado. Um dos nossos cases de sucesso é o projeto Sirius [a maior e mais complexa infraestrutura científica do Brasil]. Nesse projeto, desenvolvemos os cabos que geram o sinal de RF para o acelerador de partícula.

No Dia do Engenheiro, conheça a Datalink, empresa de excelência criada por engenheiros brasileiros

No Dia do Engenheiro, conheça a Datalink, empresa de excelência criada por engenheiros brasileiros

Há 30 anos no mercado, empresa iniciou com cabos de telecom e expandiu produção para outros setores.

Embu das Artes, 6 de dezembro de 2022 – Os profissionais de engenharia com registro ativo somam, segundo estatísticas do Sistema Confea-Creas, 1.073.317 em todo o Brasil [o número se refere à pesquisa realizada no Sistema, em 5/12/22]. A profissão é regulamentada por lei federal (5.194) e está associada ao desenvolvimento de uma sociedade. Já em seu Art. 1º, a legislação estabelece: “As profissões de engenheiro, arquiteto e engenheiro-agrônomo são caracterizadas pelas realizações de interesse social e humano..”.

Portanto, com o objetivo comum baseado em princípios e valores éticos profissionais, a prática da engenharia se conecta ao cuidado em defesa do bem-estar da sociedade e do desenvolvimento sustentável do País.

Com esse propósito, engenheiros e engenheiras desenvolvem suas atividades nas mais diversas áreas – da cidade ao campo, da fábrica aos espaços de pesquisa e desenvolvimento (P&D) – entregando obras de infraestrutura, ciência e soluções as mais diversas para o crescimento de uma economia.

Por isso, neste 11 de dezembro, Dia do Engenheiro, é inspiradora a criação da empresa Datalink, em 1993, que lembra histórias como as da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Petrobrás, entre outras. Todas mostram a capacidade industrial e competência dos engenheiros brasileiros à frente de grandes projetos.

Os fundadores da Datalink – empresa de cabos e conectores há 30 anos no mercado – são engenheiros egressos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), dos cursos de Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica e de Engenharia Eletrônica.

Os dois profissionais, no início da década de 1990, num Brasil imerso em instabilidade econômica, arregaçaram as mangas, perceberam a oportunidade que se avizinhava e criaram a Datalink, empresa inicialmente fornecedora de cabos coaxiais montados para equipamentos de VSAT, sistema de comunicação muito usado na época para interligar agências bancárias aos centros de processamento de dados dos bancos.

Era o começo de uma grande empresa formada por e com talentos nacionais que deu certo. Hoje, ela tem um complexo industrial sediado na cidade paulista de Embu das Artes e está sempre em busca de novos mercados.

Brasil desafiador
A ideia da Datalink surgiu do espírito empreendedor dos engenheiros que decidiram, no início da década de 1990, deixar carreiras promissoras em grandes empresas e se dedicar ao projeto de uma empresa para desenvolver uma linha de produtos que havia carência no Brasil. À época, iniciava-se a instalação dos sistemas de telefonia celular no País. Em pouco tempo tinha-se um protótipo do que se tornaria a Datalink.

O Brasil da época também era desafiador, inflação alta, total imprevisibilidade, baixa atratividade para investimentos não financeiros, mas sempre achamos que com ideias inovadoras e foco no cliente poderíamos ser bem-sucedidos.

A engenharia estava numa fase de transição entre um período de reserva de mercado para um regime de abertura do País para importação e aumento dos investimentos estrangeiros.

Empresa de inovação
A Datalink começou como uma empresa de desenvolvimento e produção de conectores e montagem de cabos para a indústria de telecomunicações. Em 2003, os sócios-diretores da Datalink decidiram ampliar o escopo e investir na fabricação de cabos que antes compravam no mercado nacional e no exterior, mas continuou-se com foco no mercado de telecomunicações.

A empresa sediada em Embu das Artes se caracteriza por ter como missão desenvolver produtos e soluções para o cliente, nas áreas de engenharia, desenvolvimento e inovação. Isto permitiu a Datalink crescer em novas áreas que necessitem de produtos de conectividade e cabos.

Como uma empresa criada por engenheiros, a Datalink se esmera na qualificação de sua equipe, com um programa regular de treinamento muito bem elaborado que capacita os profissionais para a excelência na execução de todas as atividades.

Agilidade e atualização
Os engenheiros fundadores da Datalink acreditam que um dos méritos para chegar aos 30 anos de empresa, com crescimento constante, foi a agilidade para se adaptar às mudanças. Isso está demonstrando na diversificação da linha de produtos e mercados, tentando minimizar as flutuações e dar estabilidade à empresa.

A estratégia de trabalhar com produtos tecnológicos e de alta qualidade obrigou a Datalink a investir em equipamentos modernos e em treinamento intensivo da equipe, garantindo liderança num mercado muito exigente.

Sobre a Datalink
A Datalink é uma das principais fabricantes de cabos e conectores de alta qualidade e performance de comunicação e controle para aplicações industriais, agrícolas e smart cities. Empresa brasileira cujo portfólio de produtos atende diversos segmentos econômicos, entre eles: agronegócio, automação industrial e predial, automotivo, energia solar, estética, saúde, sonorização e telecomunicações. A história da Datalink lembra histórias de empresas como Embraer, Embrapa, Petrobrás e Weg, entre outras, que mostra a capacidade industrial e competência da engenharia brasileira. A qualidade, a excelência e a segurança dos seus produtos são a marca da Datalink criada em 1993 e com seu complexo industrial instalado em Embu das Artes (SP). Mais informações em www.afdatalink.com.br.

Informações para a imprensa
Assessoria de Imprensa Datalink
Rosângela Ribeiro Gil
imprensa@
(13) 99712-8067

Estudantes devem conhecer inovação da Datalink, afirma professor

Estudantes devem conhecer inovação da Datalink, afirma professor

Para José Roberto Cardoso, a empresa, há quase 30 anos, consegue reunir qualidade, ética e tecnologia.

Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa
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Cristina Camacho
Arte e edição de imagens
elisabeth@

Apaixonado pelo ofício do magistério e pela engenharia brasileira, José Roberto Cardoso recebeu os títulos de engenheiro eletricista, mestre, doutor e livre-docente em engenharia elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) em 1974, 1979, 1986 e 1993 respectivamente, e no período de 1986-1987 realizou pós-doutorado no Laboratoire d´Electrotechnique de Grenoble, na França. Desde 1999 é professor titular do Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas da Poli. Na graduação ministra cursos de Eletromagnetismo e Conversão Eletromecânica de Energia, escreveu três livros, um deles em língua inglesa, e é membro atuante de organizações internacionais que se dedicam à Educação em Engenharia.

O professor Cardoso é grande entusiasta das iniciativas na área da engenharia no País, mas não abre mão de um exercício profissional amparado totalmente na ética e na ação responsável. Para ele, a engenharia é fundamental para os tempos atuais, assombrados pelas emergências climáticas, para conceber processos, produtos e práticas ambientalmente sustentáveis.

Com a simplicidade e serenidade que lhes são características, o docente falou com a reportagem da Datalink News sobre as iniciativas de profissionais de engenharia que dão certo, como a própria Datalink, as principais transformações no ensino da engenharia e indica, ainda, as novas e importantes competências para os engenheiros, como a comunicação, trabalho em equipe e a vontade de sempre aprender.

O professor Cardoso traz a sabedoria que não precisa do tom autoritário, suas palavras sempre são ditas em tom quase silencioso e amigável, jeito daqueles que gostam do diálogo democrático.

O exercício da profissão sempre foi muito elástico – desde os profissionais empregados aos que trilham o caminho do empreendedorismo. A Datalink, inclusive, nasce do senso de oportunidade e empreendedorismo de dois engenheiros egressos do ITA, no início dos anos 1990, quando o Brasil passava por ajustes econômicos. Como o senhor vê o universo de atuação dos/as engenheiros?
José Roberto Cardoso –
A experiência dos empreendedores que criaram a Datalink é conhecimento privilegiado, que precisa ser difundido entre nossos estudantes. Ao ver a empresa agora, responsável pelo desenvolvimento de produtos de alta tecnologia no setor de transmissão de dados, não imaginamos os desafios que seus responsáveis enfrentaram para atingir este estágio de desenvolvimento tecnológico.

São posturas como esta que precisam ser difundidas entre nossos estudantes. A época em que o emprego aparecia nas páginas dos jornais acabou, no entanto, as oportunidades de criação passam na frente dos olhos de nossos estudantes a todo o instante. Resta a eles “enxergá-las”, como fizeram os estudantes do ITA em 1990 ao criarem a Datalink.

Pensa-se que criar corresponde a abrir uma startup, no entanto, isso não é verdade. Nossos estudantes devem ser criativos e inovadores nas próprias empresas em que trabalham, bastando para isso ter um raciocínio crítico adequado, aliado a uma inteligência emocional bem desenvolvida.

Eles precisam saber que a IBM mudou completamente seu ramo de atividade, devido a insistência de apenas um de seus funcionários, cujo nome já não me lembro, caso contrário estaria no rol das grandes empresas do passado que desapareceram sem deixar vestígios no mundo corporativo.

Nos tempos atuais, qual a melhor definição de engenharia?
José Roberto Cardoso – O engenheiro(a) é aquele profissional que concebe, projeta (e enquanto projeta inova), implementa e opera sistemas ou produtos com a visão no futuro do planeta. Suas ações em nossos dias devem estar relacionadas ao atendimento das metas dos objetivos do desenvolvimento sustentável [ODS, da Organização das Nações Unidas], e em disponibilizar às gerações futuras aquilo que nos é disponibilizado em nossos dias.

Diante desse dilema da sustentabilidade, do desenvolvimento que não mais agrida e mate os recursos naturais, o mundo pode viver sem a engenharia?
José Roberto Cardoso –
Os engenheiros mudam o mundo a cada dia, e nunca estão satisfeitos. Qualquer ação humana de uma forma ou de outra impacta o meio ambiente, aqui visto como algo bem geral, que inclui a humanidade.

Para que essas mudanças não causem danos irreversíveis, a engenharia é, em nossos dias, a profissão mais exigida na mitigação de danos causados pela ação humana, de modo que não há como pensar em um mundo sem engenharia em nossos dias.

Como a profissão, ao longo da história da civilização humana, vem se adaptando às exigências de cada tempo histórico?
José Roberto Cardoso –
A engenharia vive da reflexão sobre os erros do passado. Até meados do século XX, os engenheiros não se preocupavam com as origens dos insumos utilizados em suas realizações. Imaginava-se que os recursos, de toda ordem, eram infinitos, de modo que pensavam no produto apenas durante o espaço de tempo em que estavam projetando-o. Não havia preocupação mínima com o que aconteceria com ele após ser vendido, e muito menos pensava-se no que ocorreu com os materiais utilizados na sua manufatura.

Hoje em dia é diferente. O engenheiro tem consciência de que um produto é concebido utilizando-se de materiais oriundos de uma mina, ou de um poço de petróleo ou de uma floresta, de modo que o impacto na sustentabilidade é evidente.

Cabe ao engenheiro concebê-lo de modo a minimizar ao extremo este impacto, seja utilizando materiais reciclados ou oriundos de minas em que o trabalho escravo não esteja presente, de madeiras de reflorestamento certificadas e com o mínimo de combustível fóssil; sem esquecer de prever que um dia este produto será “aposentado” ou ressuscitado sem agredir o meio ambiente.

Outra questão que nos incomoda como engenheiros, é que o avanço tecnológico é sempre dirigido em aumentar o foço existente entre a elite dominante e os vulneráveis. Nossos profissionais precisam conceber produtos e sistemas para reduzir esta distância que a cada dia aumenta mais.

Quais as principais transformações no ensino da engenharia que o senhor observou nesse tempo de docência?
José Roberto Cardoso – A principal transformação que observamos nestes últimos 25 anos foi a mudança no relacionamento professor/aluno. No passado, o professor era um monarca, sua palavra era absoluta e sua intelectualidade a única fonte de conhecimento. A tecnologia, associada à evolução das relações humanas, com o reconhecimento da diversidade sexual, e a rejeição ao racismo levou nossos alunos a assumir a posição de protagonistas na aquisição do conhecimento.

O raciocínio crítico evoluído, que leva o ser humano a questionar aquilo que não entendeu sem medo, levou ao compartilhamento de responsabilidades na aquisição do conhecimento. Para tal, o estudante de engenharia precisou adquirir competências que no passado não eram exigidas do profissional. Hoje, é comum ver um engenheiro bom comunicador, literato, com conhecimentos diversos associados ao contexto da prática da engenharia e, sobretudo, consciente de sua responsabilidade para com nosso planeta.

Há muito ainda a fazer, pois existe um conflito de gerações em andamento, no entanto, isso é coisa que o tempo, como juiz implacável, resolverá.

Como a engenharia segue num mundo em que é necessário conciliar negócios, sustentabilidade e bem-estar social?
José Roberto Cardoso –
Esta é a nova consciência que precisa ser desenvolvida nos estudantes de engenharia. Nos negócios, a ética incondicional, sem abertura alguma à sua violação; na sustentabilidade, a consciência ambiental de que este mundo é único e não há como não o tratar bem; no bem-estar social, a governança profissional das empresas que garanta a boa gestão dos dois primeiros quesitos com a visão de que o ser humano é o maior patrimônio de qualquer empreendimento, garantirá, a meu ver, uma engenharia de qualidade e responsável.

Por fim, o que o senhor falaria aos engenheiros já formados e aos que virão?
José Roberto Cardoso –
Estamos no século em que as regras foram feitas para serem quebradas. São muitos os exemplos que temos para listar. No entanto, para quebrá-las os engenheiros precisam assumir responsabilidades que antes não eram exigidas, pois vivíamos em um mundo com regulamentos cristalizados que limitavam a criatividade. Para viver neste novo mundo, o/a engenheiro/a precisa ser competente no trabalho em equipe, na comunicação oral, escrita e na linguagem gráfica, raciocínio crítico privilegiado, elevado quociente emocional e, por fim, mas não menos importante, a vontade de sempre aprender.

Datalink e Systech Feeder: parceria de sucesso na pecuária brasileira

Datalink e Systech Feeder: parceria de sucesso na pecuária brasileira

Cabos Datalink garantem funcionamento de alimentador automatizado de bezerras leiteiras da startup.

Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa
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Cristina Camacho
Arte e edição de imagens
elisabeth@

Até a pouco tempo, o Brasil não contava com sistema automatizado para fazer o controle do fornecimento de alimentos para a criação saudável, e sem perdas, de bezerras leiteiras. Uma inovação tecnológica demandada pela zootecnia moderna para garantir economia e produtividade em escala.

A ideia da criação do alimentador automatizado, lembra o engenheiro de software Igor Gonçalves de Souza Salvati, e um dos fundadores da startup Systech Feeder, surgiu “quando nosso colega Nilson Nunes Morais Junior, professor na área de Zootecnia do Instituto Federal do Espírito Santo [Ifes], observou a ausência de tecnologias para facilitar o monitoramento da nutrição de bezerras leiteiras”.

Alimentador automatizado de bezerreiras leiteiras da Systech Feeder, que utiliza cabos da Datalink. Crédito: Divulgação

Monitoramento que pode indicar: falta de concentrado para a bezerra, queda no consumo não observada, atraso no desmame, armazenamento inadequado, identificação de anomalias (doenças como diarreia, tristeza parasitária e pneumonia) por meio da redução do consumo de concentrado e perda de peso.

No ano de 2016, ainda conforme o engenheiro, ele e o irmão Gustavo Salvati, especialista em Nutrição de Gado de Leite, junto com o professor do Ifes, começaram a desenvolver o projeto da startup Systech Feeder, que está sediada em Piracicaba (SP). “O propósito era definir o momento adequado do desaleitamento de bezerras de leite, otimizar a mão de obra, promover ganho em desempenho e reduzir custo alimentar”, descreve.

A proposta era o desenvolvimento, com subsequente validação, de um alimentador inteligente que possibilitasse obtenção dos dados de consumo com uso de sensores. A ideia era fazer a coleta de dados em nuvem e possibilitar a visualização, via dispositivo móvel em aplicativo, de informações diárias, gráficos e relatórios de acompanhamento para a gestão e decisões zootécnicas.

Igor Gonçalves de Souza Salvati é cofundador da startup Systech Feeder. Crédito: Divulgação

Salvati aponta que o alimentador fornece informações sobre o consumo diário de ração da bezerra, com isso, uma série de eventos podem ser identificados. “Primeiramente, caso ocorra falta de alimento o gerente será notificado, da mesma forma, se houver oscilação no consumo de ração – que é um indício de alguma enfermidade da bezerra. Ou seja, tem-se a informação em tempo real da nutrição do animal”, explica.

Além disso, prossegue o cofundador da Systech Feeder, “nosso equipamento conta com uma plataforma que permite pesar a bezerra várias vezes ao dia. Um dado primordial para acompanhar o desenvolvimento da bezerra”.

O projeto foi validado pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em Piracicaba, e os resultados publicados em uma das principais revistas científicas do setor. A partir de então, relata Igor Gonçalves de Souza Salvati, foi realizada a primeira venda de 20 equipamentos para a multinacional Cargill que os alocou na maior fazenda de gado de leite do Brasil, a Colorado, que fica em Araras (SP), onde se produz o Leite Xandô, com a produção de 100 mil litros de leite por dia.

Precisão de dados exige cabos de qualidade

O sistema integrado de software e hardware desenvolvido pela Systech Feeder – para monitorar, em tempo real, o consumo individual de concentrados e a pesagem de bezerras – exige precisão nos dados e informações transmitidos para quem faz a gestão do processo. Por isso, observa Salvati, é crucial que os cabos que conectam o equipamento tenham a qualidade e excelência necessárias para que os dados não sofram qualquer tipo de interferência para evitar erros de informação que vão prejudicar diagnósticos e ações. “É crucial ter cabos resistentes às intempéries encontradas em fazendas, como urina e fezes das bezerras, umidade etc.”, diz o engenheiro.

Para garantir a alta performance e a entrega dos resultados aos clientes, a Systech Feeder adquiriu diversos tipos de cabos da Datalink. A experiência, diz Salvati, foi a melhor possível: “Eles [os cabos] foram de extrema utilidade por suportar as condições críticas encontradas na fazenda, como as condições ambientais do clima e dos animais.”

Uma relação de excelência garantida desde o processo de compra, instalação até assistência para qualquer tipo de dúvida ou esclarecimento sobre os cabos adquiridos. “Todo o processo foi muito tranquilo, a equipe da Datalink se mostrou muito solícita e de prontidão para fazer ajustes no orçamento e esclarecer as dúvidas”, indica o cofundador da Systech Feeder. Ele relaciona os produtos da Datalink: “Os cabos adquiridos foram o Conectoriz-0003, chicote montado (2×0,5+1×1)m x (4x26AWG-TC) + 1x1m x (8x24AWG-TC) e também o Conectoriz-0004, chicote montado 1x(0,2+1,1+1,6+3)m x (4x24AWG-TC) + 1x1m x (8x24AWG-TC).”

Nessa empreitada de inserção no mercado de inovações tecnológicas para o agronegócio, o fornecimento dos cabos se deu em cima da confiança na relação comercial entre a Datalink e a startup. “Ela atendeu todas as nossas expectativas”, elogia Igor Gonçalves de Souza Salvati, cofundador da Systech Feeder.

Uma história de crescimento e premiações

A partir de então, a trajetória da Systech Feeder tem sido de reconhecimento e premiações. Salvati relaciona algumas dessas, como o primeiro lugar, em 2016, no Ideas For Milk, na etapa de Juiz de Fora (MG). No mesmo ano, na mesma competição, conquista o segundo lugar na etapa nacional. No ano seguinte, em 2017, a startup fundada pelos irmãos Salvati e pelo professor Nilson, do Ifes, foi, mais uma vez, laureada com o primeiro lugar na mesma competição. O Ideas For Milk é um desafio de startups realizado pela Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] Gado de Leite, em parceria com empresas de inovação.

A coleção da Systech Feeder também tem a conquista do segundo lugar no Sebrae Like a Farmer 2022, competição que faz parte faz parte da programação do Agrobit Brasil, evento criado para integrar produtores e empresários do agronegócio com soluções tecnológicas e inovadoras disponíveis e capazes de contribuir com o desafio de aumentar a produtividade e rentabilidade do agronegócio.