Sem estereótipos, violência e discriminação contra a mulher

Sem estereótipos, violência e discriminação contra a mulher

Dia Internacional da Mulher é destacado como data para avaliações, reflexões e ações pela igualdade.

Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa
imprensa@

Cristina Camacho
Arte e imagens
cristina@

Em 2023, na celebração do 8 de março, Dia Internacional da Mulher, as mulheres reafirmam a luta por um mundo livre de estereótipos, violência e com oportunidades sem discriminação no trabalho e na vida social, e em defesa do planeta.

A população do Brasil, conforme a PNAD Contínua de 2021 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é composta por 51,1% de mulheres. No mercado de trabalho, o País precisa avançar em pautas que tenham como objetivo a valorização das mulheres. Atualmente, o Brasil ocupa a 78ª posição no ranking sobre igualdade de gênero, segundo o Índice de Gênero dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de 2022.

“O Índice de Gênero dos ODS 2022 soa um alarme sobre a igualdade de gênero não só no Brasil: o progresso no mundo todo tem sido lento nos últimos cinco anos. No ritmo atual, o prazo de 2030 para alcançar a igualdade de gênero não será cumprido.”
(Plan Internacional

Dentro deste cenário, segundo Flávio Legieri, CEO e Cofundador da Intelligenza IT, maior consultoria nacional de tecnologia SAP para RH, “uma das principais iniciativas que as empresas precisam adotar para transformar o cenário do mercado atual é investir em ações inclusivas, com projetos voltados para a manutenção e garantia de um ambiente de trabalho diverso e responsável”.

Cláudia Marquesani, fundadora da Women On the Way, consultoria que auxilia mulheres da tecnologia a evoluírem suas carreiras, observa que é importante as organizações trabalharem em iniciativas internas, a fim de entender qual sua responsabilidade no contexto social em que está inserida e identificar como pode contribuir para apoiar e estimular o sucesso feminino no mercado.

Entre os principais desafios impostos às mulheres que buscam sua ascensão profissional, Marquesani relaciona: “A falta de presença feminina em alguns segmentos como a tecnologia, por exemplo, é algo que pode afetar as futuras gerações em termos de representatividade.” A diferença salarial e o preconceito quanto à maternidade também são tópicos sensíveis e que precisam ser trabalhados e solucionados pelas organizações, aponta a especialista.

“Os modelos sociais existentes ainda reforçam desigualdades de gênero e atrapalham o pleno desenvolvimento das meninas. Dentro de casa, elas ainda realizam o dobro de trabalhos domésticos que os meninos (67,2% das meninas contra 31,9% dos meninos), o que valida a tese de que as meninas são precocemente responsabilizadas pelo cuidado com o lar e com as pessoas.” (Plan Internacional) 

Para ela, neste momento especial dedicado às mulheres, as empresas devem entender a importância de atuar de forma mais inclusiva, oferecendo mais oportunidades de emprego, valorização da presença delas em cargos de liderança, programas de treinamento, desenvolvimento de apoio e ações que promovam a igualdade de gênero e a diversidade nos postos de trabalho.

Inclusão digital
As observações de Claúdia Marquesani vão ao encontro do tema adotado, em 2023, pela ONU Mulheres, o da inclusão de mulheres e meninas na educação digital, como meio de reduzir as desigualdades econômicas e sociais. 

Incorporar a perspectiva de gênero na inovação, tecnologia e educação digital de forma transformadora ajudaria mulheres e meninas a se tornarem mais conscientes de seus direitos e fortalecer o exercício delas, além do seu ativismo. Os avanços na tecnologia digital oferecem novas possibilidades para solucionar os desafios humanitários e de desenvolvimento e para realizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da Agenda 2030, como o Objetivo 5 (confira quadro abaixo, nesta matéria).

“A violência está presente no cotidiano das mulheres brasileiras. Desde o assédio moral e sexual até o feminicídio, diferentes dimensões da violência marcam a experiência da vida de mulheres de todas as idades no País. O problema é tão grave, que recentes conquistas legais, como a Lei do Feminicídio, de 2015, reconhecem a especificidade desta violência.” (Fórum Brasileiro de Segurança Pública)

Infelizmente, as oportunidades abertas pela revolução digital também representam o risco de perpetuar a atual dinâmica de desigualdade de gênero. As crescentes desigualdades são cada vez mais evidentes no contexto das competências digitais e do acesso às tecnologias, uma divisão digital que deixa as mulheres para trás. Portanto, o desenvolvimento da educação digital e inclusiva e da tecnologia transformadora é um requisito fundamental para um futuro sustentável.

Falas das trabalhadoras da Datalink
A seguir, algumas funcionárias da Datalink falam sobre a importância do Dia Internacional da Mulher. Apresentação das declarações por ordem alfabética.

Da esq. à dir.: Joice, Patrícia, Cristina, Elizangela e Grace. Crédito: Luiz Guilherme dos Santos Souza.

Cristina Harms Camacho – Coordenadora de Marketing
O Dia Internacional da Mulher é importante para pararmos e refletirmos sobre o nosso espaço na sociedade. Todos temos uma mulher, pelo menos uma, como nossa fonte de inspiração. Tive e tenho “muitas” que contribuíram na construção de mulher – como ser humano, antes de tudo – que sou hoje. Se pudesse voltar no tempo e conversar com a Cris de 10 anos atrás, diria para ela: siga firme, pois o caminho está certo, não se preocupe em agradar a todos, e pense nela, em primeiro lugar, pois não é egoísmo, mas um gesto de carinho consigo mesma. E as lições continuam: nem sempre vai dar conta de tudo e isso não significa fracasso, apenas que é humana. E, por último e não menos importante, nunca duvide nem deixe se convencer que você não vai conseguir. Feliz dia das mulheres – empoderadas, plenas e conscientes!

Elizangela Cristina das Neves – Gerente de vendas
Esse dia é muito importante, pois é uma comemoração de todos os direitos que as mulheres lutaram para ter durante muitos anos e conquistaram com muita garra e persistência. Nos beneficiamos com essas lutas, graças a elas, hoje podemos votar, trabalhar, ter salários iguais aos dos homens, cargos de chefia etc. Sem as lutas de mulheres que vieram antes de nós, não teríamos “voz na sociedade” e ainda seríamos donas de casa submissas e totalmente dependente dos homens.

Grace Oliveira – Vendedora
O 8 de março é uma data especial, pois marca o poder da mulher e sua liberdade, ao longo dos anos. Nós, mulheres, conseguimos conquistar importantes avanços rumo a nossa liberdade em relação a uma sociedade que tenta nos tornar inferiores. Mas somos grandes. Somos independentes e empoderadas. Trabalhamos. Criamos nossos filhos. Estudamos. Muitas vezes sozinha, sem auxílio de marido ou de outras pessoas. Ao mesmo tempo, também temos consciência de que há ainda muito o que conquistar e quebrar preconceitos. Estamos firmes para mostrar que não podem existir diferenças e desigualdades de oportunidades entre homens e mulheres no trabalho e na sociedade. Toda mulher merece ser respeitada e admirada, porque uma mulher sempre traz uma história de superação. Somos todas guerreiras!

Joice Aparecida Ferreira Brito – Operadora de trançadeira júnior
Entendo que o 8 de março é um dia especial para que as mulheres parem e reflitam sobre as suas lutas e conquistas, principalmente por igualdade e respeito ao longo da história. Por outro lado, as mulheres, por tanto que já fizeram e fazem, merecem mais que um dia, merecem todos os dias de respeito, reconhecimento e igualdade.

Patrícia Jacinto da Silva – Auxiliar de produção no setor de Montagem
A data é fundamental para despertar atenção ao dia a dia da mulher. Entendo o 8 de março como uma contribuição para mostrar a nossa vida, o que enfrentamos e o quanto ainda precisamos avançar em termos de igualdade, direitos e segurança. O Dia Internacional da Mulher é um momento para refletir sobre o que já conquistamos e o quanto precisamos avançar. 

Tem empresas que seguem diferenciando o salário de homens e mulheres, mesmo se exercendo a mesma função e com igual competência. Na Datalink, felizmente, não é assim. Somos valorizadas.

Outra questão importante é que não temos o direito pleno de “ir e vir”. Não temos segurança de voltarmos para casa sozinhas um pouco mais tarde, seja do trabalho, da escola ou de outro lugar, sem correr o risco de uma violência sexual, como o estupro. Uma violência que também pode estar dentro de casa.

Gostaria de falar um pouco de uma situação em que me incluo, que é a da mãe solo. Precisamos reunir todas as forças que temos, e que não temos, para educar e criar sozinhas os nossos filhos. Por isso, a igualdade no trabalho é fundamental, porque o salário a mais pode ajudar essa mãe no sustento de seus filhos, e sem a pressão de que o dinheiro não vai dar.

O Dia Internacional da Mulher, para além dos presentes que possam ser dados para celebrar a data, deve ser entendido como um “portal” para se criar solidariedade e consciência de que a mulher merece respeito, e não é um ser inferior. Nesse dia é bom falarmos e compartilharmos experiências, histórias e desejos.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade. Eles compõem a Agenda 2030 da ONU.

O ODS 5 é destaca a importância de “Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”, para tanto relaciona ações, como as que se seguem:

5.1 Acabar com todas as formas de discriminação contra todas as mulheres e meninas em toda parte.

5.2 Eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual e de outros tipos.

5.3 Eliminar todas as práticas nocivas, como os casamentos prematuros, forçados e de crianças e mutilações genitais femininas.

5.4 Reconhecer e valorizar o trabalho de assistência e doméstico não remunerado, por meio da disponibilização de serviços públicos, infraestrutura e políticas de proteção social, bem como a promoção da responsabilidade compartilhada dentro do lar e da família, conforme os contextos nacionais.

5.5 Garantir a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública.

5.6 Assegurar o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva e os direitos reprodutivos, como acordado em conformidade com o Programa de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento e com a Plataforma de Ação de Pequim e os documentos resultantes de suas conferências de revisão.

5.a Realizar reformas para dar às mulheres direitos iguais aos recursos econômicos, bem como o acesso a propriedade e controle sobre a terra e outras formas de propriedade, serviços financeiros, herança e os recursos naturais, de acordo com as leis nacionais.

5.b Aumentar o uso de tecnologias de base, em particular as tecnologias de informação e comunicação, para promover o empoderamento das mulheres.

5.c Adotar e fortalecer políticas sólidas e legislação aplicável para a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas em todos os níveis.

Fonte: ONU Brasil

 

Como nasce a data

Apesar do 8 de março ter sido oficializado como o Dia Internacional da Mulher, em 1977, pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data foi uma construção de ações concretas de mulheres trabalhadoras já a partir do fim do século XIX e início do XX. As bandeiras eram por melhores condições e direitos no trabalho e pela participação política e pelo direito ao voto. 

Uma dessas lutas ocorreu, em 1908, quando mais de dez mil mulheres marcharam pela cidade de Nova York, nos Estados Unidos, exigindo a redução das jornadas de trabalho, salários melhores e direito ao voto. Tem lugar de destaque, na constituição da data, a professora e jornalista alemã Clara Zetkin (1857-1933), ativista incansável dos direitos da mulher trabalhadora.

A data também é lembrada por outros eventos, como o incêndio na fábrica de roupas Triangle Shirtwaist, em Nova York, em 1911. Uma tragédia que desnudou as terríveis condições de trabalho a que as mulheres eram submetidas. O mais mortal acidente industrial da cidade de Nova York matou 146 pessoas: 123 mulheres e 23 homens. 

As chances de escapar do fogo eram mínimas, pois as saídas da fábrica eram trancadas para impedir a saída para pausas durante a jornada. A repercussão da tragédia revelou as péssimas condições de trabalho das vítimas: cargas horárias que chegavam a mais de 16 horas diárias, salários baixos e locais insalubres.

Outro episódio fundamental foi a greve de mulheres russas, em 1917, por “pão e paz”. Aproximadamente 90 mil mulheres russas – entre operárias e esposas de soldados – manifestaram-se em São Petersburgo contra o czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação do país na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Após quatro dias de manifestações, o czar foi forçado a abdicar, e o governo provisório concedeu às mulheres o direito ao voto.

Fontes consultadas
Aventuras na História. Pão e paz: o protesto feminino que aterrorizou o czar Nicolau II. Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/historia-pao-e-paz-o-protesto-feminino-que-aterrorizou-o-czar-nicolau-ii.phtml?utm_source=site&utm_medium=txt&utm_campaign=copypaste

Biblioteca do Cetens da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. 08 de março – Dia Internacional das Mulheres. Disponível em: https://ufrb.edu.br/bibliotecacetens/noticias/267-08-de-marco-dia-internacional-das-mulheres#

ONU Mulheres. Dia Internacional da Mulher. Disponível em: https://www.onumulheres.org.br/noticias/dia-internacional-das-mulheres/

ONU Brasil. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs/5

A história de uma empresa brasileira que deu certo

A história de uma empresa brasileira que deu certo

Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa
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Cristina Camacho
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Em 1º de março, a empresa brasileira Datalink, do ramo de cabos e conectores, completa 30 anos de atividade. Atualmente, a empresa tem um complexo industrial em Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo, que atende a um mercado diversificado – de telecomunicações, automação industrial e predial, sonorização, agronegócio, automotivo, saúde e estética etc. Desde o primeiro momento, a Datalink se destacou e conquistou a confiança do mercado pela alta qualidade e tecnologia dos seus produtos.

A história da Datalink começa, em 1993, para enfrentar um desafio brasileiro à época: ter uma indústria nacional para atender a um nicho de mercado pouco explorado e conhecido, o de fornecer cabos coaxiais montados de alta tecnologia para aplicação na interligação de centros de processamento de dados do setor bancário, os equipamentos de VSAT [Very Small Aperture Terminal]. Os cabos fornecidos pela empresa foram usados, com grande sucesso, no VSAT, que são estações terrestres de comunicação bidirecional via satélite, com uma antena parabólica menor do que 3 metros.

Esses primeiros passos foram dados na primeira sede da empresa, no bairro de Campo Belo, na capital paulista. Mas rapidamente ela ficou pequena para atender à crescente demanda por cabos e conectores. O que levou os fundadores da empresa – dois engenheiros egressos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) –a alugar uma segunda casa para suas instalações, onde foi iniciada a fabricação de produtos de alta qualidade e tecnologia que logo conquistaram uma clientela muito exigente e ávida por qualidade e segurança.

Como exemplo, já em 1995, a Datalink desenvolveu para a NEC Brasil – uma das principais empresas responsáveis pelo desenvolvimento da telecomunicação no País, que era filial da japonesa NEC Corporation, empresa de tecnologia – os cabos conectorizados para a ERB (Estação Rádio Base) do sistema de telefonia celular que começava a ser implantado no estado de São Paulo. A aceitação foi um sucesso, o que tornaram os cabos da Datalink padrão de instalações de telefone móvel em vários estados brasileiros.

Telefonia celular
Em 1998, a empresa ganhou mais projeção com o novo sistema brasileiro de telecomunicações. A Datalink se tornou fornecedora OEM (Original Equipment Manufacturer) dos mais variados modelos de cabos e chicotes elétricos para atender a players internacionais do setor que chegavam ao País, como Nortel, Lucent e outros.

Em 2003 a Datalink iniciou a fabricação de cabos coaxiais, que logo se tornaram referência nacional em qualidade e performance. Ao longo dos anos, a linha de produtos e mercados foi sendo ampliada, sempre seguindo a filosofia de oferecer aos clientes produtos de alta performance, atendimento exemplar e foco na parceria de longo prazo.

Em 2013, a Datalink inaugurou o seu complexo industrial moderno, na cidade de Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo. A fase coincidia com a empresa ganhando ainda mais projeção no mercado e ampliando seu portfólio de produtos para atender demandas da indústria, de telecomunicações, de automação, do agronegócio, de sonorização e até da área de saúde e estética.

Confiante sempre no futuro, a Datalink adotou a estratégia empresarial de investir continuamente em máquinas de última geração, equipamentos de controle do processo e de qualidade e também na melhoria dos métodos de trabalho, no treinamento da equipe e no desenvolvimento de novos produtos e mercados. Uma empresa de base tecnológica consolidada e sempre aberta às inovações.

Energia redobrada
Para a atual diretoria da Datalink, formada por três sócios-diretores, a empresa completa três décadas ininterruptas de produção industrial com vigor e energia redobrados, sabendo que não chegaram até aqui sozinhos. “Na nossa celebração de aniversário agradecemos aos nossos clientes, fornecedores, parceiros, amigos, família e, especialmente, à nossa equipe de profissionais que mantém a Datalink funcionando de forma organizada do colaborador da copa, dos setores administrativos, de engenharia ao da linha de produção, o famoso “chão de fábrica”. Sem vocês não seríamos a Datalink que somos hoje”, comemora João Coelho, um dos sócios-diretores.

Ele observa que a Datalink segue com novos projetos e de olho num mundo empresarial, social e de serviços cada vez mais conectado às tecnologias de informação e comunicação (TICs) e suas sucessivas e constantes transformações. “Com os valores de qualidade e respeito, a Datalink está pronta para os desafios desse mundo ultramoderno”, prevê João Coelho.

Primeira sede DLK_1993
Bancada de trabalho_Campo Belo_DLK
Segunda sede_Santo Amaro_1998
2003_extrusoras
2003_cabos coaxiais_planetária
2003_trançadeiras
2013_Sede Embu
2015_fabricação cabos sonorização
2015_Expomusic
2023_parque industrial atual

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Trinta anos de qualidade e inovação em cabos e conectores

Trinta anos de qualidade e inovação em cabos e conectores

Empresa iniciou atividades em 1993, primeiramente com cabos coaxiais para sistemas de transmissão de dados de agências bancárias. Em 2023, seu portfólio atende demandas variadas de cabos e conectores para o mercado – de automação industrial e predial à sonorização.

Neste 1º de março, a Datalink completa 30 anos de vida. Uma história que começa, em 1993, para enfrentar um desafio brasileiro à época: criar uma indústria para um nicho de mercado pouco explorado e conhecido, o da fabricação de cabos coaxiais de alta tecnologia para aplicação na interligação de centros de processamento de dados do setor bancário.

Começamos numa pequena sede no bairro de Campo Belo, em 1993, no município de São Paulo. Em 1998, nos mudamos para uma sede um pouco maior no bairro de Santo Amaro, também na capital paulista. Em 2013, num novo patamar de crescimento e consolidação, a Datalink constrói o seu complexo industrial em Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo.

Desde o primeiro momento, a Datalink conquistou a confiança do mercado pela alta qualidade e tecnologia dos seus produtos e viu crescer a demanda por cabos e conectores.

Em 1995, a Datalink desenvolveu os cabos conectorizados para as ERB’s (estações rádio-base) do sistema de telefonia celular que começava a ser implantado no estado de São Paulo. Os cabos se tornaram padrão das instalações em vários estados brasileiros.

Em 1998, a empresa ganhou mais projeção com o novo sistema brasileiro de telecomunicações. E se tornou fornecedora OEM (Original Equipment Manufacturer) dos mais variados modelos de cabos e chicotes elétricos para atender a players internacionais do setor que chegavam ao País.

Em 2013, já no seu complexo industrial, a Datalink amplia seu portfólio de produtos para atender a um mercado sempre exigente por qualidade e garantia. Um desses marcos é o início da fabricação dos cabos de sonorização que vem ganhando o Brasil.

Confiante sempre no futuro, a Datalink investe em máquinas de última geração, em equipamentos de controle do processo, na melhoria dos métodos de trabalho, no treinamento da equipe e no desenvolvimento de novos produtos e mercados.

Chegamos com vigor e energia redobrados aos 30 anos de existência, sabendo que não chegamos até aqui sozinhos. Na nossa celebração de aniversário de uma data redonda agradecemos aos nossos clientes, fornecedores, parceiros, amigos, família e, especialmente, à nossa equipe de profissionais que mantém a Datalink funcionando de forma organizada do funcionário da copa, dos setores administrativos, de engenharia até a linha de produção, o famoso “chão de fábrica”. Sem vocês não seríamos a Datalink que somos hoje.

Com os valores de qualidade e respeito, a Datalink está pronta para novos desafios em fornecer as melhores soluções e os melhores cabos e conectores.

>> Aqui estamos: https:/

Obrigado, Brasil!

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Os melhores cabos coaxiais para transmissão de sinais e dados

Os melhores cabos coaxiais para transmissão de sinais e dados

Os cabos têm blindagem e oferecem resistência contra interferências eletromagnéticas.

Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa
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Cristina Camacho
Imagens e arte
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Com 30 anos de experiência em fabricação de cabos coaxiais para clientes exigentes na área de telecomunicações no Brasil e no exterior, a Datalink fornece cabos montados do tipo coaxial com performance superior e altíssima confiabilidade. Testados eletricamente (Voltage Standing Wave Ratio (VSWR), atenuação etc.), eles ainda são totalmente vedados contra umidade garantindo qualidade a longo prazo.

Muito resistente e com blindagem, o cabo coaxial é responsável por transmitir sinais e seu nome se deve ao fato de possuir várias camadas concêntricas de condutores e isolantes. A função do cabo coaxial é reduzir os efeitos e sinais externos sobre os sinais a transmitir por fenômenos ligados à interferência eletromagnética (IEM).

Por dentro do cabo coaxial da Datalink. Crédito: Cristina Camacho.

Esse tipo de cabo é utilizado em sistemas de telecomunicações (linhas de alta frequência), wireless, telefonia celular, radiocomunicação, sistemas de RF (radiofrequência) e de CFTV (circuito fechado de TV) e CATV (TV a cabo) e, ainda, em sistemas de segurança, automação, entre outras aplicações.

A Datalink segue os melhores e rígidos padrões nacionais e internacionais na fabricação dos cabos coaxiais montados, no seu complexo industrial, em Embu das Artes (SP).

Jumper montado da Datalink. Crédito: Cristina Camacho.

Resistência
A Datalink fabrica cabos coaxiais com impedância de 50 Ohms e 75 Ohms, valores típicos para, respectivamente, a área de telecomunicações e para televisão a cabo.

O principal uso de um cabo coaxial de 50 Ohms é a transmissão de um sinal de dados em um sistema de comunicação bidirecional. Algumas aplicações comuns para cabo coaxial de 50 Ohms são backbones Ethernet de computador, cabos de alimentação de antena sem fio, cabos de alimentação de antena de GPS (satélite de posicionamento global) e sistemas de telefonia celular.

Já os cabos coaxiais de 75 Ohms são especialmente indicados para a transmissão de sinais de RF (rádio frequência) em sistemas de áudio e vídeo. Algumas aplicações típicas são: estúdios de rádio e televisão (broadcasting); sistemas de segurança (CFTV) e equipamentos de CATV (TV a cabo).

O que é Ohm
É a unidade de medida de resistência elétrica que representa a relação entre a tensão (medida em volts) e a corrente elétrica (medida em amperes) de um elemento. Tal unidade está padronizada pelo Sistema Internacional de Unidades (SI). A resistência elétrica serve para impedir que uma corrente elétrica passe por um material de forma desproporcional, evitando danos e avarias como os choques elétricos e a queima de equipamentos.

Por dentro do cabo
O cabo coaxial é composto por um fio de cobre com várias camadas distintas. O centro do cabo é um fio condutor fino e ao redor dele há uma camada de isolante plástico. Sobre essa camada há uma malha metálica que fornece outra camada de isolamento e uma blindagem contra interferência externa.

A camada final e mais externa é de material plástico flexível (como o PVC) fornecendo o último meio de isolamento e ainda rodeado por uma blindagem constituída de uma malha metálica. A blindagem adicional garante proteção para evitar a saída ou perda de sinal do cabo e impedir absorver sinais externos. A blindagem, portanto, cria um campo eletromagnético de proteção a qualquer tipo de interferência de componentes elétricos próximos.

Primeira patente
A primeira patente de um cabo coaxial foi registrada em 1880, com o engenheiro eletricista e matemático inglês Oliver Heaviside. A invenção se deu porque Heaviside queria descobrir uma forma para que transmissões telegráficas fossem menos suscetíveis a interferência e fazer com que os sinais fossem enviados e recebidos sem perda de dados e informações. Outra preocupação foi desenvolver uma linha de transmissão mais resistente aos efeitos climáticos.

Solicite seu orçamento
A equipe de vendas da Datalink está preparada para atender aos clientes, informando, com todos os detalhes necessários, especificações técnicas, aplicações e orientação de instalação. A empresa também garante atendimento no pós-venda. Entre em contato pelo telefone (11) 5645-0904, pelo WhatsApp (11) 97967-0034 ou pelo e-mail vendas@ e solicite seu orçamento.

Conheça mais os cabos coaxiais da Datalink:

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Tour virtual aproxima cliente à Datalink: melhorando relação e informação

Tour virtual aproxima cliente à Datalink: melhorando relação e informação

Inovação começou em 2021 como superação às restrições impostas pela Covid-19; e se tornou uma ação empresarial de sucesso.

Rosângela Ribeiro Gil
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Com 30 anos no mercado de cabos e conectores de alta performance, a brasileira Datalink segue implementando inovações para melhorar processos, produtos e o relacionamento com o cliente. Uma dessas inovações aconteceu no primeiro semestre de 2021 por causa da crise sanitária da Covid-19. “Criamos o tour virtual para manter contato com o mercado, já que a pandemia impôs restrições. Se o cliente não podia vir até a fábrica, nós íamos até ele”, informa o gerente de Tecnologia e Inovação da empresa, o engenheiro Edson Borges. Como a experiência foi muito exitosa, ela prossegue até hoje e já teve aperfeiçoamentos, inclusive.

O tour em tempo real compreende um complexo de 26 câmeras com tecnologia Full HD, que garante maior nitidez e definição de imagem, ao longo de mais de cinco mil metros quadrados de área construída que englobam os setores administrativo e operacional da empresa.

Borges destaca que a pandemia pegou o mundo de surpresa, e com a empresa de cabos e conectores de Embu das Artes (SP) não foi diferente. “De um dia para outro, tivemos de mudar o nosso modo de produzir, de vender e de apresentar o nosso produto ao cliente. Algumas adaptações foram compulsórias, como a implantação do trabalho no formato home office, por exemplo”, lembra o gerente. Todavia, ele observa que do mesmo jeito que foi um tempo de incertezas e preocupações, também foi um momento de desafios e criação de novas experiências e oportunidades.

Engenheiro Edson Borges: tour ao vivo melhorou a experiência do cliente com relação aos produtos da Datalink. Crédito: Cristina Camacho.

O gerente recorre a ditado popular para enquadrar a inovação: “Se Maomé não vai até a montanha, a montanha vai até Maomé.” Ele ressalta que a empresa não queria “fazer apenas uma filmagem da fábrica, mas uma visita ao vivo, em tempo real, para mostrar como a fabricação de cabos realmente é, sem qualquer tipo de filtro ou montagem”.

A ideia surgiu da experiência das reuniões online que foram realizadas no transcurso de 2020 e foi trazida pela própria diretoria da Datalink. “Em 2020, realizávamos nossas reuniões online e síncronas via plataformas digitais, como o Google Meeting”, recorda.

No final daquele ano e início de 2021, diversos setores da empresa – diretoria, engenharia, manutenção, TI e comercial – começaram a fazer o planejamento da criação da visitação virtual em tempo real e interativo. “Nos reinventamos para sobreviver no mercado, mas oferecendo algo ainda melhor. Até porque a empresa tinha feito grandes investimentos em maquinário e na modernização de processos um pouco antes da eclosão da pandemia. Precisávamos mostrar todo esse crescimento. O jeito foi fazer com que o cliente vivesse a fábrica no formato online”, pontua Borges.

Auditoria da ISO
O primeiro teste do tour foi realizado para atender a uma situação real e urgente da empresa, que era uma auditoria para renovação da certificação internacional ISO-9001 já no primeiro semestre de 2021. A atividade foi realizada sem qualquer tipo de problema. O auditor teve acesso aos setores obrigatórios para a comprovação das práticas da Datalink condizentes com as determinações da certificação internacional. O gerente explica que a ISO impõe condutas da empresa para melhorar e padronizar processos industriais que elevem a qualidade dos produtos e da gestão, que de tempos em tempos são auditadas.

“Essa primeira experiência deu muito certo, foi como se o auditor estivesse realmente presencial. Foi um marco do que se transformou, depois, numa ação institucional da Datalink”, comemora o gerente de Tecnologia e Inovação.

Inovação disruptiva: da ideia à prática
Como explica o professor Leopoldo Yoshioka, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), a Datalink implementou uma inovação do tipo disruptiva [existe, ainda, as inovações incremental e radical – leia mais sobre o tema aqui], que é quando há a criação de produtos, serviços ou processos que mudam o comportamento das pessoas.

“A Datalink inovou ao construir uma nova forma de se relacionar com os seus clientes e representantes comerciais. É uma inovação difícil de ser copiada, pois não se trata apenas da instalação de câmeras. Foi necessário ‘reinventar’ o processo de fabricação de cabos, baseado na filosofia de que ‘qualidade não se controla, fabrica-se’”, afirma o docente da USP.

O engenheiro Edson Borges confirma que a inovação implementada é muito mais do que colocar câmeras em alguns setores do complexo industrial da empresa. “A concepção é totalmente diferente, por exemplo, de câmeras de vigilância”, compara. O tour, ao contrário, trabalha com a ideia de fazer com que o visitante consiga entender como funciona a produção, certifique-se da qualidade da matéria-prima utilizada e entenda os valores da empresa.

Além da parte técnica e física, que envolveu os setores de manutenção para instalar as câmeras e de tecnologia da informação (TI) para operar a parte de acesso, permissão e instalação de software, “trabalhamos numa concepção cultural, ou seja, na criação de um roteiro com começo, meio e fim com foco na experiência do cliente ou visitante”, diz Borges.

O roteiro tem como base a transparência, afirma o engenheiro: “Para uma empresa que tem uma tradição de excelência de 30 anos no mercado brasileiro, trabalhou-se com a nossa melhor ‘matéria-prima’, a qualidade, fruto direto das nossas relações com os clientes.”

A visita virtual também se expandiu para outras ações de negócio da empresa, como em apresentações em eventos e para empresas. “Fizemos isso num evento da Cluster Tecnológico Naval, no Rio de Janeiro, e numa unidade da mineradora Vale, em Minas Gerais. Mostramos a fábrica, o maquinário e as pessoas trabalhando. A recepção é sempre muito boa”, conta o gerente.

Equipe e transparência
Como o tour é em tempo real e com equipe treinada da Datalink – dos setores de engenharia e comercial até a própria diretoria –, o visitante virtual consegue interagir e dar feedback da experiência. Borges exemplifica: “Numa dessas visitas, o cliente nos informou a dificuldade em ver um processo. Isso nos fez ver que deveríamos mudar o posicionamento de uma das nossas câmeras.”

Como o tour é interativo, uma equipe qualificada da Datalink acompanha todo o percurso virtual e, por isso, o cliente pode fazer perguntas ou solicitar para ficar mais tempo em determinada área.

O trajeto da visitação compreende desde a parte administrativa até a operacional da empresa, como maquinário, estoque, expedição, almoxarifado, laboratório, departamento comercial até as docas. “Mostramos a Datalink como ela é, sem filtros ou truques de imagens, porque temos total confiança no que produzimos e na qualidade que oferecemos”, endossa Edson Borges.

Já na parte chamada docas – local em que veículos de carga, como os caminhões, encostam para que sejam carregados com produtos ou o processo contrário –, o visitante vai observar muita organização e limpeza. “É praticamente por onde se inicia a visita. Na expedição, o cliente vai ver o produto já finalizado. No laboratório, a experiência é muito intensa porque é o local onde a matéria-prima utilizada está sendo testada. O cliente pode acompanhar, por exemplo, o teste de resistência e densidade do cobre ou do PVC”, descreve o gerente.

Neste ano, o tour virtual completa dois anos. Borges elogia a mobilização da equipe desde o início: “Todos queríamos que desse certo para manter a produção e o crescimento da empresa. Comprovamos, na prática, a inovação como um feito horizontal, que envolve da alta direção até o pessoal do ‘chão de fábrica’. Foi realmente um divisor de águas. Daqui para frente é só melhorar essa experiência para o cliente.”

A visitação online em tempo real não é um trailer e não tem a pretensão de substituir a visita presencial, mas se propõe a ser um primeiro contato. “É impressionante como aumentamos nossa visibilidade para o mercado e abrangência nacional com essa inovação criada a partir de uma crise, a pandemia. É criar oportunidades de crescimento também nos tempos difíceis”, ensina Edson Borges, gerente de Tecnologia e Inovação da Datalink.

O tour virtual é realizado com agenda prévia junto ao departamento comercial da empresa. Para agendar, o cliente deve clicar aqui.

Vendas
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Datalink cria programa de educação para colaboradores

Datalink cria programa de educação para colaboradores

Espaço terá instalações modernas, computador, internet e ainda servirá à realização de cursos e palestras.


Rosângela Ribeiro Gil

Assessoria de Imprensa
imprensa@

Cristina Camacho
Arte e imagens
cristina@

No ano em que completa 30 anos de excelência no mercado de cabos e conectores, a empresa brasileira Datalink dá mais um passo para o seu crescimento e desenvolvimento. Além de cuidar dos seus clientes e consumidores ao entregar o melhor produto, a empresa, localizada em Embu das Artes (SP), está lançando seu programa de educação corporativa, o Datalink Educa.

Adriana Neves, da coordenação do programa Datalink Educa. Crédito: Cristina Camacho.

O objetivo da iniciativa, informa Adriana das Neves, gerente administrativo e da coordenação do programa, é desenvolver e institucionalizar uma cultura de aprendizagem permanente para aquisição de novas competências técnicas (hard skills) e também de habilidades comportamentais (soft skills). “Uma estratégia que, entendemos, ganhamos todos: a empresa, os funcionários e os próprios clientes, fornecedores e a comunidade do nosso entorno”, observa.

No ano em que a Datalink completa três décadas ininterruptas no mercado brasileiro de cabos e conectores, os funcionários serão presenteados com uma ação arrojada e que trará benefícios imensos. Isso porque a base do Datalink Educa “é apresentar a todos, sem distinção de cargo, função ou posição dentro da empresa, a possibilidade de crescimento ao facilitar o acesso à educação. Uma ação que motiva o colaborador e desperta nele o sentimento de que é possível mudar e crescer por meio do conhecimento. Basta querer”, afirma Neves.

O programa se pauta pela dimensão de promover crescimento intelectual, emocional e pessoal para além do “chão de fábrica”. Neves explica: “O projeto nasceu com o intuito de qualificar os seus talentos para que se tornem não só colaboradores altamente qualificados, mas também pessoas que agregam conhecimento em suas vidas e de seus familiares. A ideia é que se gere um elo de aprendizado e desenvolvimento. Acreditamos que a busca por conhecimento contínuo é o pilar fundamental para o crescimento de qualquer pessoa.”

Instalações modernas
O aprendizado contínuo oportunizado pelo programa Datalink Educa contará com um espaço moderno para receber cursos, palestras e treinamentos, além de ser um local de estudo para o colaborador. Neves informa que a direção da empresa se preocupa com a qualidade de vida de seus colaboradores, “pois muitas vezes não há o tempo hábil para deslocamento, ou até mesmo o colaborador não dispõe dos equipamentos necessários para fazer um curso”.

Foi pensando nessa situação, que a Datalink, explica a gerente, “cedeu e preparou um espaço que recebeu pintura nova e um grafite motivador, com infraestrutura adequada, confortável e necessária – bancadas com computador, acesso à internet etc. – nas suas instalações internas, para garantir o acesso ao conhecimento, ao saber”.

O Datalink Educa terá como norte, também, um olhar amplo e abrangente sobre temas importantes e atuais para a sociedade. Por isso, informa Neves, a diversidade e a sustentabilidade “também vêm forte no nosso radar e serão temas de palestras e comunicados internos”.

Espaço reformado pela empresa para a instalação do Datalink Educa. Crédito: Cristina Camacho.

Aprender a aprender
Grande entusiasta do programa, o professor Leopoldo Yoshioka, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), observa que com o avanço tecnológico cada vez mais acelerado, a formação de profissionais e técnicos não termina com a conclusão de um curso de faculdade ou técnico. Segundo ele, o mundo atual indica que o profissional precisa se dedicar para continuar se aperfeiçoando, adquirindo novos conhecimentos, habilidades e competências. “Acredito que o que faz a diferença é a capacidade da Datalink de atrair bons funcionários e de desenvolvê-los de forma a contribuir para agregar cada vez mais valor à empresa”, elogia.

O docente da Poli-USP exalta a iniciativa do Datalink Educa baseado “na filosofia de aprender sempre” e ensina: “O impacto do aprendizado nem sempre é percebido imediatamente em termos de resultados. Mas, no médio e longo prazo, a eficiência e a produtividade da empresa aumentarão de forma inequívoca. A demora se deve à própria natureza humana que é a de reagir às mudanças num primeiro momento. Assim, as transformações devem fazer parte do processo, de forma que os colaboradores possam assimilar novos métodos pouco a pouco.”

É com esse espírito de boas transformações e inovações, adianta Adriana das Neves, que o ano de 2023 promete muitas novidades: “Estamos trabalhando fortemente para que a Datalink se consolide como referência no mercado de cabos e conectores, não somente por seus produtos de alta qualidade e performance, mas também por ser uma empresa que se preocupa em desenvolver seus colaboradores para que possam crescer juntamente com a empresa e com valores importantes para a sociedade.”

Educação corporativa
A educação corporativa, como o Datalink Educa, segundo especialistas, é um fenômeno crescente e tem como sustentação a chamada “sociedade do conhecimento” e o paradigma da capacidade de transformação do indivíduo social por meio do conhecimento, desenvolvendo as capacidades de trabalhar em equipe, de pensar e agir em sistemas cada vez mais conectados e interligados.

Educação corporativa, ou empresarial, proporciona a aquisição, manutenção e divulgação de conhecimento dentro da empresa para promover o crescimento e o desenvolvimento conjunto da organização e dos colaboradores.

Inovação na Datalink: jornada coletiva para melhores soluções e produtos

Inovação na Datalink: jornada coletiva para melhores soluções e produtos

Tema foi destaque de palestra com professor da USP, promovida pela empresa para funcionários e representantes comerciais.

Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa
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Cristina Camacho
Imagens e arte
elisabeth@

A inovação é forte pilar da Datalink, uma das principais fabricantes de cabos e conectores de alta qualidade e performance de comunicação e controle para aplicações industriais, agrícolas e smart cities. Há 30 anos no mercado com sucesso e crescimento contínuos, a empresa investe na capacitação de seus colaboradores visando ampliar as fronteiras do conhecimento com a realização de treinamentos, palestras e cursos para toda a sua equipe – da área operacional, administrativa aos seus representantes comerciais.

Com esse intuito, a empresa recebeu o professor Leopoldo Yoshioka, professor de Engenharia da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), para ministrar a palestra “Por que a inovação é a chave para o crescimento dos negócios?”, em novembro último, no seu complexo industrial, em Embu das Artes (SP).

Professor Leopoldo Yoshioka, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Crédito: Cristina Camacho.

À abertura, o docente da USP destacou que o Brasil e o mundo, nos últimos três anos, especialmente, por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), mudaram substancialmente e que não haverá retorno ao status anterior à crise sanitária mundial. Isso equivale a dizer, explicou ele, que o cenário de negócios também mudou, o que significa que um caminho de busca por inovações passou a ser essencial ao crescimento da empresa e ao desenvolvimento dos colaboradores.

Nessa perspectiva, Yoshioka disse acreditar no estreitamente das relações entre universidades e empresas. “Há a necessidade de se trabalhar em conjunto para o crescimento de todos – dos negócios, das pesquisas e do País”, observou.

Feita essa introdução, o professor apresentou uma definição de inovação: “Inovação é fazer as coisas de uma forma melhor, mais eficiente, mais rápido e mais conveniente. É transformar ideias em produtos e serviços que impactem nos resultados.” A fim de ilustrar como a sociedade humana vem se desenvolvendo, mostrou uma linha de tempo estendida que contemplou da idade da pedra, há 2 milhões de anos, aos tempos atuais dos dispositivos móveis que, cada vez mais, carregam tecnologias de informação e comunicação (TICs). “Vivemos um mundo que se transforma rapidamente, como podemos ver com o surgimento de poderosas tecnologias, como a inteligência artificial (IA), a hiperconectividade, o carro autônomo e até a cirurgia robótica”, assinalou.

No mundo de hoje, completou ele, é cada vez maior o número de empresas entrantes no mundo dos negócios baseadas em plataformas digitais. Cenário que traz mudanças não apenas para a economia, mas ao comportamento das pessoas – desde a forma de trabalhar, de estudar e aprender, de fazer compras, de usar o dinheiro, de entretenimento até de conhecer pessoas. “Nesse mundo em transformação, constante e veloz, para se obter um resultado melhor, precisamos estar abertos e receptivos a aprender coisas novas; mudar comportamentos e atitudes; mudar o mindset; e inovar continuamente”, ensina o professor.

Criatividade e pensamento crítico
A inovação, segundo Leopoldo Yoshioka, não se resume em descobrir e inventar, mas consiste em criar uma nova solução para um problema importante e deve resultar em: melhoria de um produto, serviço ou processo; dar melhor eficácia, facilidade, conveniência, flexibilidade e rapidez; dar novas funcionalidades que agregam valor ao usuário; mudança de comportamento das pessoas e das organizações e a criação de novas oportunidades.

“A inovação é uma jornada, um processo, nunca um evento isolado. Ela começa com a identificação de um problema ou de uma necessidade”, pontuou.

Outro mito desfeito pelo professor é relacionar inovação obrigatoriamente à uma ideia nova. “Nem sempre é. Ela pode ser a combinação de ideias anteriores e de outras áreas. Além disso, o pensamento de inovação permeia desde o ‘chão de fábrica’ até o topo de uma empresa. Ela é uma atividade coletiva”, explica.

A base da inovação, como expõe o professor, é a criatividade e o aprendizado, ambos potencializados por meio da interação em grupo. “As habilidades requeridas são pensamento crítico e fora da caixa, reflexão, conectividade, interação e colaboração entre as pessoas. Os problemas são melhor compreendidos quando há perspectivas e visões diferentes, das pessoas que conhecem o processo até daquelas que não conhecem. Por isso, o processo também é chamado de “inovação aberta” [open innovation]”, destaca Yoshioka.

A inovação, diferentemente da invenção que cria alguma coisa nova, cria alguma coisa nova que vende. “Ela introduz algo novo no mercado. Utiliza soluções que já existiam de uma forma diferente, produzindo novas experiências e resultados melhores”, afirma o docente da Poli-USP.

Inovação: incremental, disruptiva e radical
Por fim, o professor Leopoldo Yoshioka acrescentou que existem três tipos de inovação: a incremental, a disruptiva e a radical. A primeira torna processos mais eficientes com a aplicação de pequenas inovações ou conjunto de ações no produto já existente, que buscam melhorar ou agregar valor aos processos, produtos e serviços que já existem dentro de uma organização.

Ele exemplifica com uma inovação incremental realizada pela própria Datalink: o da impressão do nome da empresa do representante de sonorização nos cabos de áudio fabricado pela empresa. “Essa ideia surgiu por meio de discussões de várias equipes internas e externas. Com a sua implementação, foi possível agregar valor aos produtos da Datalink, trazendo uma diferenciação em relação aos concorrentes ao fortalecer a imagem do representante junto aos seus clientes”, destacou o docente da Poli-USP.

Já a inovação disruptiva cria produtos, serviços ou processos que mudam o comportamento das pessoas. Por exemplo, a modernização de processos, com a inclusão de novas tecnologias, para o relacionamento com o público ou atendimento ao cliente. O aplicativo de mensagem WhatsApp é um modelo de negócio disruptivo que modificou a maneira como as pessoas conversam diariamente, em relações pessoais, profissionais e comerciais. Ou seja, o disruptivo representa a interrupção do seguimento normal de um processo, pois altera o seu curso ao propor algo novo, de modo a aperfeiçoar e a substituir o que já existe.

A Datalink, como mostra Yoshioka, fez inovação disruptiva ao introduzir o “tour virtual” que permite aos clientes fazer uma visita à fábrica, remotamente, e conhecer o processo de produção dos cabos em tempo real. “A Datalink está inovando ao construir uma nova forma de se relacionar com os representantes e seus clientes. Trata-se de uma inovação difícil de ser copiada, pois não se trata somente de instalar câmeras. Foi necessário ‘reinventar’ o processo de fabricação de cabos, baseado na filosofia de que ‘qualidade não se controla, fabrica-se’”, endossa Yoshioka.

A inovação radical está mais relacionada a novas tecnologias, como a nanotecnologia, a tecnologia quântica e inteligência artificial, que vão mudar a produtividade radicalmente. Ela se define, ainda, por alto investimento e impacto, pois significa a transformação profunda e completa de um produto ou serviço. Um movimento que tende a criar novas relações entre mercado e consumidores/usuários.

Independentemente do setor ou área de atuação, a inovação deve vir de maneira estruturada para que ela aconteça de forma bem-sucedida. A Datalink aplica a estratégia de inovação, levando em conta três aspectos fundamentais, são eles: melhorar a experiência do cliente ou consumidor, melhorar ou criar algo novo e aplicar ou buscar novas tecnologias.

Em tempo
Os interessados em fazer o tour virtual pelo complexo industrial da Datalink, devem entrar em contato com o nosso Canal de Vendas, clicando aqui.

 

Automação industrial com os melhores cabos Profibus

Automação industrial com os melhores cabos Profibus

É o que oferece a Datalink, empresa brasileira há 30 anos no mercado, cujo complexo industrial fica em Embu das Artes (SP).

Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa
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Cristina Camacho
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A automação industrial tem como objetivo tornar processos industriais mais rápidos, econômicos, eficientes e inteligentes para potencializar a produtividade e competitividade de produtos. Para que tal objetivo seja alcançado, ou seja, para aumentar a autonomia de processos de fabricação, ocorre a aplicação de tecnologias de software, hardware e outros equipamentos específicos.

Ao longo da história humana, a sociedade concebeu e viveu diversas fases na evolução do ambiente industrial. Se nos primórdios da primeira Revolução Industrial (entre 1760 e 1850), cuja principal característica foi a substituição da manufatura pela maquinofatura – como máquinas de fiar, o tear mecânico e a máquina a vapor; hoje, no século XXI, que muitos consideram a quarta Revolução Industrial, a automação industrial está intrinsecamente ligada à indústria 4.0, que englobam processos conectados às tecnologias de informação e comunicação (TICs), como sistemas ciber-físicos (elementos computacionais colaborativos que controlam entidades físicas), internet das coisas (IoT), inteligência artificial (IA), computação em nuvem (cloud computing), machine learning (aprendizado de máquina) etc. para criar as chamadas fábricas inteligentes (smart factories).

Todo esse sistema funciona a partir de um intenso fluxo de comunicação de informação e dados. Para que esse processo se dê de forma segura, sem perdas, com eficiência e eficácia são necessários diversos tipos de cabos que vão viabilizar o fluxo comunicacional sem perdas.

É aí que entram os cabos da família Profibus que reúne um compilado de protocolos abertos e independentes. Eles vão permitir a integração de diversos equipamentos numa mesma rede.

A Datalink, uma das principais empresas brasileiras de cabos e conectores de alta qualidade e performance de comunicação e controle para aplicações industriais, agrícolas e smart cities e factories, produz a família de redes Profibus nas suas três versões: Profibus DP, Profibus PA e Profinet.

O Profibus-PA [Process Automation, em português automação do processo] é projetado para atender aos requisitos da automação de processos, onde se tem a conexão de sistemas e de controle com equipamentos de campo – transmissores de pressão, temperatura, conversores, posicionadores etc.

Já a versão DP [Decentralized Peripheral, em tradução para o português periférico descentralizado] é caracterizado pela alta velocidade de comunicação, que pode chegar a 12Mb/s e com tempo de reação da ordem de 1 a 5 milissegundos.

O Profinet é um protocolo de comunicação de rede industrial para troca de dados entre controladores, como os Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) e outros dispositivos, como blocos de E/S ou drives. É baseado no padrão Ethernet e compatível com todos os seus componentes, integrando facilmente sistemas e equipamentos, possibilitando a automação.

Engenheiro de controle e automação Henrique Reis, gerente do setor de Produção da Datalink. Crédito: Cristina Camacho.

Toda a linha de cabos Profibus (PA, DP e Profinet) da Datalink segue rigorosamente as normas técnicas e tem embarcada tecnologias modernas e atualizadas, como equipamentos capazes de medir, por exemplo,  impedância, atenuação, capacitância mútua entre os condutores e resistência elétrica dos condutores. “O mais importante é que a maioria dos parâmetros é medida quando o produto está sendo fabricado, ou seja, o processo de fabricação por si só é a garantia que teremos um produto de alta performance”, destaca o engenheiro de controle e automação Henrique Reis, gerente do setor de Produção da Datalink.

Para endossar a alta performance e competitividade nesse mercado dos cabos Profibus, Henrique Reis lembra que o “nascimento” da Datalink se deu com a fabricação de produtos para o mercado de telecomunicações. Para esta produção, as características elétricas dos cabos fazem toda a diferença e existe uma série de parâmetros, tanto de projeto quanto de fabricação, que deve ser garantida para se alcançar a excelência na qualidade do sinal de radiofrequência. “Este know-how foi fundamental para termos produtos de alta performance na linha de protocolos de comunicação”, observa.

A linha Profibus da Datalink, além de ter qualidade comprovada, também chega ao mercado com outras garantias: apresentação e venda técnicas com quem conhece o produto e pode tirar todas as dúvidas ou mesmo entender a necessidade correta para a entrega do melhor produto para os negócios do cliente; cumprimento de prazo de entrega; e acompanhamento no pós-venda para qualquer informação adicional.

Os cabos Profibus PA, DP e Profinet com todas as especificações para o seu negócio podem ser conferidos clicando aqui.

Desnaturalizar marcadores de gênero: mais mulheres e meninas na Ciência

Desnaturalizar marcadores de gênero: mais mulheres e meninas na Ciência

* Marcadores de gênero não nascem em árvores, são construções culturais de uma sociedade.

* Este texto é dedicado à pequena Giovana que chegou a este mundo no dia 7 de fevereiro último, exatamente no momento em que finalizava esta matéria.

Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa
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Cristina Camacho
Imagens e arte
elisabeth@

Neste 11 de fevereiro, Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, data instituída, em 2015, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a Datalink se junta ao esforço de conscientizar o quanto as mulheres e meninas são desqualificadas apenas por questão de gênero e como a sociedade pode, precisa e deve mudar essa realidade de discriminação e desqualificação.

A Unesco publicou, em 2022, o relatório “Uma equação desequilibrada: participação crescente de Mulheres em STEM na ALC (América Latina e Caribe)”, que faz uma extensa análise sobre a desigualdade de gênero na chamada carreiras STEM, sigla em inglês para Science, Technology, Engineering and Mathematics, em português Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.

Segundo a pesquisa, a equidade de gênero nessas carreiras ainda tem um longo caminho a percorrer. O relatório estima que apenas uma mulher para cada quatro homens, consiga um emprego na área de STEM. As disparidades de gênero na ciência contribuem significativamente com a desigualdade econômica na sociedade.

Professora Elisangela Muncinelli Caldas Barbosa. Crédito: Acervo pessoal.

De acordo com Elisangela Muncinelli Caldas Barbosa, professora de Química para os cursos técnicos e de nível superior em Engenharia Mecânica e Engenharia de Controle e Automação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Farroupilha, é importante reconhecer e refletir sobre os motivos que levam as mulheres a não escolherem as carreiras STEM e quando optam por esses cursos verificar os motivos que as fazem desistir.

No Censo da Educação Superior (2017), do Brasil, as mulheres representam a maior parte das matrículas e também das concluintes do Ensino Superior. Contudo, os cursos mais procurados pelas mulheres são das áreas de Ciências Humanas e de Saúde, na outra ponta estão os homens, nos cursos da área STEM. “Há nitidamente uma segregação horizontal onde as escolhas das carreiras estão fortemente segmentadas por gênero”, observa Barbosa. Ela acrescenta: “As carreiras em que as mulheres são maioria são aquelas menos valorizadas e que se relacionam com estereótipos de gênero, como cuidados e educação.”

Marcadores de gênero
Para a docente do IFRS, a construção de estereótipos de gênero se inicia desde a primeira infância quando, na família, se institui discursos e ações que ditam o que é adequado para meninos e meninas. “É comum que as meninas recebam bonecas, panelinhas – que remetem a utensílios e ao trabalho domésticos – e maquiagem. E os meninos são presenteados com blocos de montagem, ferramentas de construção e carros eletrônicos, por exemplo”, distingue.

É uma distinção que vai estabelecer que meninos estão propensos às atividades ligadas à tecnologia, raciocínio lógico, força e exploração do espaço físico, e meninas para as atividades que remetem a cuidados, vaidade e trabalho doméstico. “Pesquisas demonstram que essas atitudes são ameaças para o desenvolvimento das meninas e pelo seu interesse nas áreas de STEM”, alerta Barbosa.

Nesse contexto, prossegue ela, as famílias podem oferecer – mas também sabemos que as condições sociais influem nessa questão – atividades científicas informais para suas crianças, como, por exemplo, visitas a museus, leituras e filmes que explorem temáticas científicas e também deem visibilidades às mulheres, além de desconstruir o discurso de que existem brinquedos e atividades pré-definidos de meninos e meninas. Barbosa indica algumas ações que podem auxiliar nessa desconstrução, como o Meninas na Ciência, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Segregação horizontal e vertical
No campo profissional, percebe-se a concentração feminina e masculina em determinados tipos de carreira e faz com que as mulheres tenham menos oportunidades profissionais. Este fenômeno é chamado de segregação horizontal, ou segregação ocupacional. Já o termo segregação vertical descreve o domínio dos homens nos empregos de maior status, este efeito impede as mulheres de atingir níveis de igualdade de hierarquia, qualificação e remuneração.

Mesmo quando as mulheres exercem atividades mais produtivas e qualificadas, elas têm menos reconhecimento e são desencorajadas profissional e intelectualmente. Isso ocorre por causa das fortes expectativas sociais sobre o momento certo para que a mulher constitua uma família, além das decisões biológicas sobre a maternidade.

O fenômeno leaky pipeline
Numa outra perspectiva está o papel da escola. É preciso atentar, desde o Ensino Fundamental, para que a construção do currículo, o uso de metodologias e materiais didáticos e as relações interpessoais no ambiente escolar sejam isentas de qualquer tipo de discriminação. Barbosa observa: “Há que se investir na formação continuada de professores e gestores educacionais para que essas concepções sejam refletidas na sua práxis educativa e impactem positivamente, meninos e meninas, no processo de ensino aprendizagem e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Essa concepção se estende às universidades.”

O conceito de leaky pipeline [tubulação com vazamento, em tradução livre para o português] é uma metáfora utilizada para explicar a sub-representação das mulheres nas áreas de STEM. Barbosa explica: “Nesta proposição, alunos e alunas são levados por essa tubulação do Ensino Médio à Universidade e da Universidade às carreiras STEM. Ocorre que há vazamentos na tubulação por diversos motivos: desde estudantes que mudam de ideia antes de entrar na universidade, outros que mudam de curso durante a graduação e, ainda, aqueles que desistem após terem se graduado nessas áreas. Quando analisamos o grupo dominante (aquele que chega ao final da tubulação), percebemos que ele é composto majoritariamente por homens brancos.”

Uma pesquisa [Women in the Workplace 2020: The State of Women in Corporate America] sobre os cargos ocupados na área corporativa, nas carreiras de STEM, divulgada recentemente pela consultoria McKinsey and Company, mostra que ao se percorrer a tubulação cada vez menos mulheres são encontradas. Esse efeito cumulativo resulta no desequilíbrio de gênero que temos hoje nas áreas de STEM.

A professora Barbosa ressalta que não basta que as mulheres escolham esses cursos, é preciso criar ambientes favoráveis, seja nas escolas, nas universidades ou no mundo corporativo, para que elas permaneçam e sigam nessas carreiras. “É preciso investir em abordagens que estimulem o interesse de meninas nas áreas de STEM e contemplem a diversidade para, a médio prazo, contribuir para interromper o ciclo vicioso estabelecido que acarreta a baixa participação feminina nessas áreas”, defende.

Desnaturalizar o que não é natural
É importante que a sociedade desnaturalize os papéis pré-definidos socialmente para homens e mulheres. A primeira lição é entender que nada está no plano “da natureza” quando se refere a questão de gênero. Ou seja, meninos e meninas não nascem em árvores, são construções culturais de uma sociedade.

Portanto, a atenção deve ser redobrada para perceber quando palavras e discursos carregam discriminações e diferenciações. Muito do que se percebe ou se entende como um elogio ou um cuidado com relação à mulher pode ser fruto de um marcador de gênero. Um bom começo é trocar o elogio e o pretendo cuidado pelo respeito.

Necessário que se evitem infantilizar as mulheres ou suas opiniões no ambiente de trabalho, ou mesmo tentar “traduzir” o que a profissional disse com o famoso “o que ela quis dizer foi…” ou mesmo desconsiderar o que ela apresentou para, na sequência, falar a mesma coisa.

Tornar a presença de uma mulher natural num ambiente profissional é também um desafio, ou seja, fazer notarem o trabalho ao invés de notarem que se trata de uma mulher. Para um homem, entrar e trabalhar é apenas normal, é o que se espera dele. Por isso, se você não diria a seus colegas, numa reunião, “vamos ouvir os meninos agora”, não diga “vamos ouvir as meninas agora”. Se você não diria ao entrar uma pessoa “a visão ficou mais bonita porque o fulano está aqui”, não diga “a visão ficou mais bonita porque a fulana está aqui”.

Esse enfrentamento precisa ser de toda a sociedade e em todas as relações podemos atuar como agentes modificadores deste cenário.

No núcleo familiar devemos eliminar a criação de estereótipos de gênero, excluindo a segregação de atividades adequadas para meninos e meninas. Todos devem ser estimulados a interagir com brinquedos e atividades tecnológicas. Da mesma forma, as atividades concebidas como próprias das mulheres precisam ser vistas como direito e dever de todos. Na escola e nas universidades é imprescindível criar um ambiente favorável para que estas discussões ocorram, naturalizando a participação feminina nessas áreas.

No ambiente corporativo, é preciso romper com a segregação vertical que faz com que as mulheres não atinjam os altos cargos. Uma forma de contribuir para essa mudança é dar visibilidade ao trabalho das mulheres e promovê-las a cargos mais altos, tornando a equipe mais diversa e, consequentemente, diluindo a percepção majoritariamente masculina. Isso não significa travar uma batalha de mulheres versus homens, muito pelo contrário, contribui para uma visão mais criativa, democrática e que impulsionará o desenvolvimento tecnológico e o crescimento de um negócio e de uma empresa.

Mãos à obra para descontruir os preconceitos e construir uma sociedade realmente que respeite as diferenças sem entende-las como fraquezas ou fortalezas.

Janeiro Branco: O mundo pede saúde mental

Janeiro Branco: O mundo pede saúde mental

Este é o lema da campanha Janeiro Branco deste ano de 2023, no Brasil.

Rosângela Ribeiro Gil
Assessoria de Imprensa
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Cristina Camacho
Foto e edição de imagens
elisabeth@

Em 2022, numa iniciativa conjunta inédita, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) pediram uma ação concreta para lidar com questões de saúde mental na população ativa. Tal fato se baseia na estimativa de que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente devido à depressão e à ansiedade que custam à economia global quase um trilhão de dólares, segundos os dois organismos.

Por isso, entre as diretrizes globais da OMS sobre saúde mental no trabalho são recomendadas ações para enfrentar cargas de trabalho pesadas, comportamentos negativos e outros fatores que criam angústia no trabalho. Pela primeira vez, a OMS recomenda até o treinamento de gerente para construir sua capacidade de evitar ambientes de trabalho estressantes e responder aos trabalhadores e às trabalhadoras em perigo. Os dois organismos internacionais produziram o documento Saúde Mental no Trabalho.

Um assunto tão fundamental para as nossas vidas e relações é um dos temas da primeira edição de 2023 da Datalink News. Para tanto, destacamos a campanha Janeiro Branco, pensada por um grupo de psicólogos da cidade mineira de Uberlândia, em 2014, devido ao aumento de casos de suicídio e depressão no Brasil e no mundo. A explicação é da psicóloga Nilva Marcandali, que tem diversas especializações em Saúde Mental. Ela é a entrevistada especial desta nossa edição 14.

A campanha Janeiro Branco, neste ano, traz como lema “O mundo pede saúde mental”, um alerta para se dar maior visibilidade de problemas emocionais a partir da pandemia iniciada em 2020, que provocou um aumento no diagnóstico de doenças psíquicas.

A pauta sobre a saúde mental reafirma o compromisso da Datalink – uma das principais fabricantes de cabos e conectores de alta qualidade e performance do País – de trazer informações de qualidade sobre assuntos importantes para a sociedade. A Saúde Mental é um deles, pois, como destaca Marcandali, a Organização Mundial da Saúde já estimava que a depressão seria a doença com maior epidemiologia no mundo até o ano de 2020, assim, era urgente criar medidas preventivas para a população.

Destaque OMS
Em 2019, quase um bilhão de pessoas – incluindo 14% dos adolescentes do mundo – viviam com um transtorno mental. O suicídio foi responsável por mais de uma em cada 100 mortes e 58% dos suicídios ocorreram antes dos 50 anos de idade.

Como a especialista explica, a definição do mês de janeiro, o primeiro do ano, carrega toda uma significação e simbolismo do início de um novo ciclo: “É quando as pessoas repensam suas vidas e estabelecem novas metas. Vestem-se de branco no primeiro dia do ano, com pensamentos desejosos de paz e felicidade, além do branco ser a cor da área da saúde.”

Nesse sentido, complementa Nilva Marcandali, a campanha Janeiro Branco “tem como objetivo a conscientização e a quebra de tabus sobre doença mental – chamada de Transtorno Mental, pois é a doença que envolve o funcionamento químico neural – e doença emocional, ligada mais às questões psicológicas que provocam disfunções nos pensamentos, sentimentos e comportamentos”.

Preconceitos e dados

Nilva Marcandali ressalta a importância de acabar com o preconceito sobre saúde mental. Crédito: Acervo pessoal.

Segundo Marcandali, nem a disponibilidade de informações nas mídias sociais conseguiu “derrubar os preconceitos em relação à necessidade de se consultar um/a psicólogo/a ou um/a psiquiatra, quando percebe-se que alguma coisa está errada comigo”. Infelizmente, acrescenta ela, “as pessoas só nos procuram quando já chegaram em seu limite emocional ou já tiveram perdas em algumas das áreas da sua vida: separação conjugal, demissão, crises familiares, entre outras. Assim, o Janeiro Branco é mais uma via de quebrarmos tabus e fornecermos breve orientação sobre a possibilidade de saúde mental e emocional preventiva”.

Ela acrescenta: “Como a OMS havia previsto, a depressão (Transtorno Depressivo Maior) só não foi a doença de maior incidência em 2020, pois tivemos a devastação da Covid-19.” E relaciona: “Já no ano de 2020, o número de suicídios aumentou significativamente em alguns países, como Estados Unidos e Japão; sintomatologias depressivas e ansiosas foram uma crescente na população em geral; e o diagnóstico de transtornos mentais cresceu de maneira preocupante a partir de 2021, segundo ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar [órgão regulador brasileiro].”

Destaque OMS
Estigma, discriminação e violações de direitos humanos contra pessoas com problemas de saúde mental são comuns em comunidades e sistemas de atenção em todos os lugares. Em todos os países, são as pessoas mais pobres e desfavorecidas que correm maior risco de problemas de saúde mental e que também são as menos propensas a receber serviços adequados.

Outro dado importante e alarmante trazido pela psicóloga Nilva Marcandali é que o Brasil é o país de maior incidência em ansiedade das Américas, e o segundo em depressão, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, segundo dados também da Organização Mundial da Saúde. “Todos os profissionais da saúde estão atentos e preocupados com esses dados, já que nossa mente é responsável pelo funcionamento do nosso corpo, e mente doente, corpo doente”, ressalta.

Saúde mental preventiva
A psicóloga e especialista em Saúde Mental observa que “todos trazemos de nossa herança genética uma predisposição a algumas disfunções emocionais ou de personalidade, mas que será o ambiente que crescemos e convivemos que acionará (ou não) essa predisposição, em diferentes níveis de gravidade”.

Situação que “reforça a importância da saúde mental preventiva quando já existem diagnósticos mentais em sua família. Comportamentos depressivos, ansiosos, fóbicos, agressivos, possessivos, obsessivos etc. podem se agravar para um transtorno mental com necessidade de medicação se não tratamos em seu início. Isso ocorre, porque a repetição de um comportamento disfuncional altera a química neural, e vice-versa, promovendo desequilíbrio e déficits”, contextualiza Marcandali.

Segundo ela, o adoecimento mental pode acontecer já no bebê em gestação, caso a mãe esteja com algum desequilíbrio neuroquímico devido a qualquer transtorno mental não identificado e tratado. “Desde a pandemia, dobrou o número de crianças com sintomas de ansiedade e depressão, não só pela perda de muitas atividades sociais, mas porque as crianças estavam confusas e com medo de perder seus entes queridos para a Covid-19”, afirma Marcandali.

Destaque OMS
A doença causada pelo novo coronavírus, segundo dados da OMS, desencadeou um aumento de 25% na ansiedade e depressão geral em todo o mundo, expondo como os governos estavam despreparados para lidar com o impacto na saúde mental e revelando uma escassez global crônica de recursos para lidar com a saúde mental. Em 2020, os governos em todo o mundo gastaram uma média de apenas 2% dos orçamentos de saúde em saúde mental, sendo que os países de renda média baixa investiram menos de 1%.

Ela alerta ainda: “Um dado importante e que não se divulga adequadamente, é que o cérebro continua em processo de formação até por volta dos 22 anos. E se uma criança ou adolescente possui sintomas de algum transtorno emocional e não é tratada adequadamente, ela vai carregar esses sintomas por toda sua vida, até como parte de sua personalidade. Entretanto, se ela buscar tratamento após adulta conseguirá amenizar e até reverter os sintomas, porém, dependendo da gravidade da lesão neuroquímica, pode-se não conseguir uma reversão total dos sintomas.”

Para ela, o ritmo desenfreado da sociedade atual torna mais difícil conseguir o tão necessário equilíbrio de vida. Por isso, a psicóloga propõe aos seus pacientes “que pensem nas diferentes áreas da vida como poupanças: trabalho, pessoal, familiar, social, espiritual”.

Nilva Marcandali ensina: “Nem sempre vamos depositar de forma equilibrada em todas as poupanças, pois em cada fase de nossa vida algumas delas se sobressaem, porém, é preciso toda semana fazer “um depósito” em cada uma delas. Assim, você estará cuidando de sua integralidade, um gesto que pode ajudar na sua saúde mental e física.”

Sobre Nilva Marcandali
Psicóloga graduada pela Universidade Bandeirante de São Paulo, 2012. Tem especializações em: Terapia Comportamental e Cognitiva pelo HU-IPUSP, 2013; Terapia Cognitivo-comportamental Aplicada a Saúde Mental pelo AMBAN-IPq-HC da Faculdade de Medicina da USP, 2015. E fez aprimoramentos em: Transtornos Alimentares pelo PROTAD-IPq-HC-FMUSP, 2017; Prevenção e Posvenção de Suicídio pelo Instituto Vitallere, 2014; Luto e Perdas na Teoria Fenomenológica Existencial, pela Prestar Cuidados e Serviços, 2011-2012; Terapia Dialética para tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline; Terapia Processual; Terapia de Aceitação e Compromisso; Terapia de Ativação Comportamental para Depressão; Tratamento da Codependência Emocional.

Nilva Marcandali faz atendimento presencial e online a adolescentes, adultos e casais. Para quem quer saber mais e entrar em contato com a especialista, o perfil dela no Instagram é @nilvamarcandali.