Sábio adágio popular ensina: “Com segurança não se brinca”. E completamos: Quem só vê preço, não garante proteção.
Qualquer empreendimento deve ter como ponto central o cumprimento de normas técnicas e da legislação referentes aos sistemas de detecção e alarme de incêndios. São documentos técnicos de órgãos civis e militares que garantem a existência de mecanismos para controlar situações que possam colocar em perigo e risco as pessoas e o patrimônio.
Infelizmente, o Brasil já viveu tragédias com incêndios de grandes proporções com muitas vítimas fatais e feridos. Em 1961, incêndio no Gran Circo Norte Americano, na cidade de Niterói (RJ), matou mais de 500 pessoas; em 1967, o fogo atingiu as Lojas Renner, em Porto Alegre (RS), registrando 41 vítimas fatais. Na capital paulista, tivemos o incêndio dos prédios Joelma e Andraus, respectivamente nos anos 1974 e 1972, o primeiro com 191 mortos e o segundo com 16. Em 2013, incêndio na Boate Kiss, na cidade de Santa Maria (RS), matou mais de 240 jovens. Mais recentemente, em 2019, incêndio no alojamento do Flamengo, no Rio de Janeiro (RJ), matou dez jovens, entre 14 e 17 anos de idade, aspirantes a jogadores de futebol.
São tragédias que não podemos esquecer e que reforçam a obrigatoriedade de cumprir de forma rigorosa todas as regras e normas técnicas. É com essa responsabilidade que a Datalink produz os cabos para alarme de incêndio, a linha Alarmfire. Os cabos fazem a interligação dos dispositivos dos sistemas de detecção e alarme com condutor encordoado em cobre puro, blindagem eletrostática contra interferências eletromagnéticas e com material termoplástico com características antichamas e livre de metais pesados.
Os cabos de interligação são fundamentais para que o sistema funcione prontamente para avisar que há um princípio de incêndio e que, por isso, é preciso tomar algumas medidas imediatamente. A preocupação em fornecer e garantir projetos de qualidade fez com que o Grupo Steck, como observa seu engenheiro de sistemas Marcel Luiz Pereira, se tornasse cliente da Datalink. “Tivemos uma excelente experiência com os cabos Datalink”, afirma.
Qualidade testada e aprovada, “tanto que, recentemente, solicitamos nova compra [de cabos da linha Alarmfire] para atender demanda específica de um projeto, e a qualidade na condução de energia e na resistência do cabo foi ótima. O pós-projeto ficou acima da qualidade esperada para o sistema de incêndio”, completa Marcel Luiz Pereira.
O Grupo Steck tem 14 anos de expertise em tecnologias de sistemas de segurança eletrônica, monitoramento, controle de acesso, prevenção à incêndio, energia solar, e projetos de automação para complexos empresariais, residenciais, condomínios e construtoras. Hoje, o Grupo está presente em São Paulo e Curitiba, operando em três segmentos: sistema de automação, sistema de prevenção à incêndio, e sistema de energia solar, reunindo assim toda a excelência de seus serviços para os clientes.
Segurança tem nome: Datalink
O engenheiro de sistemas do Grupo Steck elogia, ainda, a equipe Datalink: “São profissionais muito técnicos e capacitados, posso falar particularmente do Adriano Miranda, o atendimento foi ótimo, incluindo uma visita às instalações da fábrica [em Embu das Artes]. Recomendo os cabos Datalink para os clientes da empresa, além de incluí-los em nossos projetos mais robustos.”
Ricardo Costa, engenheiro de produto da Datalink, mostra que o reconhecimento da qualidade dos cabos da empresa é o resultado de um trabalho de equipe que começa por entender a necessidade dos clientes. “Depois dessa relação inicial, e fundamental, desenvolvemos o projeto e acompanhamos toda a fase de fabricação, testes de qualidade e entrega do produto ao cliente. Inclusive mantemos contato com os clientes para dirimir dúvidas ou qualquer tipo de ação que se fizer necessária para o melhor uso dos nossos cabos”, explica.
Os cabos da linha Alarmfire são produzidos para garantir o funcionamento correto dos equipamentos quando acionados. “Para isso, os cabos de qualidade e a tecnologia utilizada conectados aos sistemas são os principais aliados. Ou seja, que não falhem, porque sabemos que segundos podem fazer a diferença numa situação que envolve fogo e vidas”, observa o engenheiro da Datalink.
Ricardo Costa endossa que “nosso compromisso é utilizar a melhor matéria-prima e trabalhar cumprindo todas as normas técnicas atinentes aos produtos de alarme de incêndio”. Ele completa: “Comprometer a qualidade por causa do lucro não é a filosofia de trabalho na Datalink. Dá para combinar qualidade e preço da melhor forma possível, para que o produto não se torne uma ameaça ao cliente e aos consumidores.”
Os cabos da linha Alarmfire da Datalink atendem a boa parte dos sistemas de alarme, explica o engenheiro de produto da empresa, e seguem as normas técnicas vigentes no País, uma dessas é a NBR 17240. Ela foi criada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em meados de 2010, e estabelece requisitos para os equipamentos de detecção e de alarme de incêndio.
Ricardo Costa explica que um dos tópicos da NBR 17240 menciona requisitos construtivos e elétricos ideais para os cabos de sistemas de alarme e que “a linha de cabos de alarme da Datalink está em conformidade com todos esses requisitos”.
Por dentro dos cabos
Os cabos para alarme de incêndio fazem a interligação dos dispositivos, que podem ser centrais de alarme de incêndio, sirenes, sensores, atuadores, entres outros presentes nos sistemas que efetuam a detecção para evitar a ocorrência de incêndios. Se os cabos não estiverem dentro de normas rigorosas de produção, com o uso correto do material, essa interligação pode falhar ou não ser eficiente. “Um grande problema, no mercado, é quando se vende um produto diferente do que a descrição diz que o cabo tem. Ou seja, oferecem o cabo de uma forma e o cliente recebe o produto de outra, com quantidade de cobre bem abaixo do que é prometido. É um fato gravíssimo, porque acaba sendo um dos principais aliados das falhas dos sistemas de alarme de incêndio”, alerta o engenheiro de produto da Datalink.
Com vida não se brinca, por isso, um dos valores destacados da Datalink é a qualidade naquilo que entrega ao cliente. “Esse valor é inegociável em todos os produtos da Datalink”, reforça Ricardo Costa.
Os cabos de alarme de incêndio da Datalink, como todos os outros produtos da empresa, são submetidos a um rigoroso controle de qualidade. “Nosso trabalho começa na compra de matéria-prima original e de fornecedores confiáveis e com práticas corretas, estamos falando de polímeros, cobre etc.; ao processo fabril que conta com equipamentos de última geração e de alta performance; por último, o produto final passa por todos os ensaios conforme os requisitos das normas vigentes no projeto do cabo”, descreve Ricardo Costa.
Além disso, acrescenta o engenheiro da Datalink, a empresa possui a ISO 9001-2015, certificação internacional que atesta qualidade e confiança nos processos de fabricação e nos produtos. Além dos cabos de qualidade e seguros, os clientes da Datalink têm atendimento e acompanhamento sobre a utilização dos cabos, é um serviço disponibilizado para todas as regiões do País. “A Datalink atende todo o território nacional e internacional. Temos um case recente de um fornecimento de cabos desenvolvidos pela Datalink para um acelerador de partícula similar ao projeto Sirius, de Campinas, ao laboratório Sincrotron Australiano, na Austrália”, finaliza Ricardo Costa.
Fale conosco
Para quem quer conhecer esses e os demais produtos da Datalink, é só entrar no site www.afdatalink.com.br. A empresa tem uma equipe exclusiva para o atendimento ao cliente no seu canal de venda. Nele, o cliente apresenta suas necessidades e tem as melhores práticas de venda com profissionais preparados para oferecer o melhor produto para seu projeto e negócio.
Já pensou ir ao show de uma banda ou músico que você é super fã e, na hora, o som estiver com ruído ou chiado, comprometendo a qualidade da apresentação? Ninguém merece uma frustração dessas, nem o público nem o artista. Diversos fatores podem comprometer uma audição musical, mas um é muito importante e quase não desperta a nossa atenção. É sobre esse fator que ninguém “vê”, que o guitarrista e músico Maurício Fernandes, há mais de 30 anos na estrada musical do Brasil e do mundo, vai nos explicar nessa entrevista especial.
Como funcionário da Datalink – empresa brasileira de cabos e conexões de comunicação e de controle para aplicações industriais, agrícolas e smart cities, com foco na entrega de produtos com a maior excelência e segurança –, ele vai responder à pergunta: Como um cabo que conecta uma guitarra, violão, contrabaixo, teclado, microfones ou outros instrumentos e equipamentos pode ser o “mocinho” ou o “vilão” de um bom espetáculo musical?
Aliás, os cabos da Datalink estiveram nos palcos do Lollapalooza, em julho de 2022. Eles, com certeza, garantiram a qualidade do festival de rock alternativo, heavy metal, punk rock, grunge, que reuniu, em quase quatro dias, milhares de pessoas.
Inicialmente, Fernandes explica que os cabos de sonorização são componentes indispensáveis à interligação dos equipamentos entre si e do amplificador às caixas acústicas. Ou seja, merecem ser escolhidos com o mesmo cuidado e atenção que instrumentos e demais equipamentos, como processador, amplificador etc. “O mesmo cuidado que temos ao escolher a marca de uma guitarra, por exemplo, precisa ser dedicado ao cabo que vai conectar esse instrumento para que a entrega daquela potência seja a mais perfeita.”
Organização e qualidade no complexo industrial Datalink, em Embu das Artes (SP).
É com a atenção e a responsabilidade do professor de música que Fernandes fala dos produtos da linha de sonorização da Datalink – que têm a certificação internacional ISO 9001:2015, norma adotada em todo o mundo pelas empresas de sucesso, pois atesta sistemas de gestão de qualidade.
Maurício, para quem, como eu, não familiarizado com cabos de sonorização, você pode nos explicar qual a importância de cabos bem projetados e de qualidade para alimentar os sistemas elétricos dos equipamentos de som?
Um bom cabo é fundamental, porque é ele que faz toda a conexão do instrumento com o que se ouve. O cabo de qualidade, como os da Datalink, vai garantir a entrega, numa gravação, por exemplo, de sons, timbres e frequências.
Não adianta ter a melhor guitarra, violão, contrabaixo ou outro instrumento se não fizer uma boa conexão com o cabo. Os bons cabos são a tradução de um bom resultado no evento que o músico estiver tocando. Por isso, devem ser escolhidos da mesma forma que se escolhe o instrumento. Uma boa guitarra, um bom violão, um bom teclado, precisam ter um bom cabo para fazer essa conexão.
Reforço que o cabo deve ser escolhido com a mesma importância que o instrumento, pois ele tem o mesmo grau de importância para quem quer fazer e ouvir música de qualidade.
Um cabo com qualidade duvidosa pode afetar a reprodução, diminuindo a clareza (transparência) do sinal original, sutilezas e nuances?
Quando visito as lojas de instrumentos musicais é interessante ver e observar algumas práticas de compradores, que pagam R$ 5 mil numa guitarra ou R$ 3 mil num amplificador, mas que pede um cabo de brinde. Isso não faz o menor sentido.
Um cabo ruim afeta a resposta de um instrumento, isso é audível. Tanto que a Datalink tem um projeto bem bacana, o “Escute o nosso cabo”, que consiste na realização de workshops e apresentações nas lojas para mostrar como o cabo Datalink valoriza os instrumentos. É incrível como se “ouve” a diferença e como as pessoas percebem isso na hora.
Evento #escutenossocabo realizado, em maio de 2022, na @lojacitron, em Cachoeiro do Itapemirim (ES). Crédito: Divulgação.
Para chegar a essa perfeição do som original, o cuidado na fabricação do produto começa com a própria qualidade do material utilizado – do metal condutor até o isolante –, Maurício?
A qualidade da Datalink está diretamente ligada ao processo de fabricação. Isso equivale dizer desde a escolha da matéria-prima que vai fabricar o cabo, ou seja, não trabalhamos de forma alguma com insumo reciclado. Tem ainda a trefilação, a veia do cabo, o isolamento etc.
A linha de montagem dos cabos Datalink envolve um processo cuidadoso de qualidade em todas as suas fases. Não é à toa que o lema da empresa está afixado no complexo industrial para todos verem, que é “Nós não controlamos qualidade, nós fabricamos qualidade”. Esse lema se traduz na ponta, ou seja, no produto final entregue ao consumidor.
Trefilação
“Operação em que a matéria-prima é estirada por meio de uma matriz em forma de canal convergente (fieira ou trefila) por meio de uma força tracionadora aplicada do lado de saída da matriz.”
Também não trabalhamos com cabos desbitolados, ou seja, aqueles que não têm a quantidade suficiente de cobre para atender à corrente para a qual foi adquirido. Diz-se que o cabo é de um milímetro, mas, na verdade, tem 0,5 ou 0,6 milímetros. Isso interfere diretamente na sonoridade, além de ser desleal com o consumidor. Na Datalink, a centimetragem que informamos é a que tem no produto realmente.
Placa com o lema da Datalink no complexo industrial, em Embu das Artes (SP).
Outra prática incorreta é deixar uma capa grossa externa do cabo para tentar confundir o consumidor. Não confunda uma capa com o que tem dentro do cabo, porque a capa não conduz, ela é só um PVC emborrachado. O que conduz é o que está dentro.
A Datalink trabalha com insumo de primeira qualidade, ele é que garante o resultado final. Além disso, todo o processo de produção é acompanhado pelo setor de engenharia da empresa. São detalhes que fazem a diferença no produto final.
Por exemplo, um cabo mais flexível da Datalink significa a utilização de um PVC emborrachado que não é reciclado. São pequenos detalhes, reforço, que fazem a grande diferença e fazem da Datalink uma empresa que preza pela qualidade e por resultados, de ponta a ponta, da empresa ao cliente e consumidor.
Quais os tipos de cabos de sonorização produzidos pela Datalink?
A Datalink tem uma linha de sonorização muito grande, desde cabos P2 que ligam celular. Mas vou falar especificamente dos cabos montados de instrumentos que têm três linhas: Pop, Garage e Studio. Todas elas são conexões de instrumentos, como guitarra, violão, contrabaixo, teclado etc. Temos a linha de microfones na linha Garage também, a Revolution. Temos cabos de conexão de caixa acústica ou que conectam cabeçotes em caixas de guitarra. Temos conectores que ligam P2 com saída para uma mesa de som.
É fundamental investir em cabos de alta performance para garantir todos os detalhes de um som – os contrastes, agudos, graves.
É isso mesmo. Os bons resultados estão ligados aos bons cabos. Nos workshops nas lojas de instrumentos demonstro isso na prática, e a maioria acaba percebendo a diferença na hora.
Hoje, a Datalink utiliza, na linha Studio, uma tecnologia chamada expansão a hidrogênio, que aumenta a condutividade do som, reduzindo perda de frequências. Algumas pessoas percebem isso dizendo que o som aumentou, mas, na verdade, são frequências perdidas no caminho por cabos ruins. Os cabos de alta performance da Datalink resgatam essa perda.
Numa gravação de estúdio, o que mais se quer é entregar para o engenheiro de som ou técnico o som pronto – do instrumento até a plataforma de gravação – com 100% de qualidade. Quem vai garantir isso é o cabo de qualidade.
Maurício, você é o especialista da Datalink que acompanha todo o processo de aquisição dos cabos de sonorização da empresa junto aos clientes. Você vai até o cliente para garantir que a qualidade do produto seja atestada e garantida.
Tenho um feedback dos clientes muito positivo em relação aos produtos adquiridos junto à Datalink. Posso falar com tranquilidade que a maior parte dos nossos clientes se torna fã dos nossos produtos, porque não temos histórico de volta, ou seja, cabo com defeito e com outros problemas ou sem qualidade.
Maurício, recentemente, em julho de 2022, os cabos da Datalink estiveram no grande festival Lollapalooza, realizado em São Paulo. Que honra!
Sim, é muito gratificante termos participado do Lollapalooza. Com certeza, os nossos cabos ajudaram a garantir shows ovacionados pelo público. Como é gratificante, também, patrocinarmos bandas brasileiras maravilhosas, como o Jota Quest, Skank e Roupa Nova. Todos muito satisfeitos com a Datalink.
É interessante observar que quando o cabo é ruim todo mundo se irrita e reclama, porque faz barulho, chiado; mas quando o cabo é bom ninguém lembra dele, porque está tudo perfeito e todo mundo satisfeito.
Acho importante destacar que temos um retorno muito legal dos técnicos de som, que estão no backstage [bastidores] dessas grandes bandas, que nos falam da qualidade e da ausência de ruídos. E olha que estamos falando de cabos que “estão” na estrada, ou seja, estão sempre sendo manuseados na montagem e desmontagem dos shows. Mesmo assim a qualidade do cabo da Datalink é preservada.
Maurício, quem quer conhecer ou continuar cliente da Datalink, o que deve fazer?
Todos os produtos da Datalink estão publicados, com descrição minuciosa do material utilizado e funcionalidades, no site institucional da empresa. Também podem nos encontrar nas redes sociais Facebook, Twitter, Instagram e LinkedIn. A Datalink é também uma grande patrocinadora do Cifra Club, o maior canal digital de ensino musical no mundo. Temos algumas aulas gravadas que estão na plataforma.
Por fim, quem adquire produtos Datalink o que realmente está comprando?
Quem adquire os produtos da Datalink está adquirindo qualidade, excelência, um produto feito com muito carinho e dedicação. Penso que tudo aquilo que a gente faz precisa colocar amor e paixão. E isso se traduz no que é a Datalink, é o prazer em “vestir a camisa”, é uma frase quase chavão, mas que é verdadeira na empresa. Somos uma equipe motivada e que acredita no produto. Eu falo por mim, como guitarrista e músico de mais de 30 anos de estrada, jamais colocaria um produto que não tivesse qualidade e pudesse comprometer o meu som. A Datalink é exatamente é isso: não controlamos a qualidade, nos fabricamos a qualidade.
Quem é Maurício Fernandes
Há mais de 30 anos envolvido na cena musical do Brasil e do mundo, Maurício Fernandes é músico, guitarrista e professor de música. Em 2007, iniciou carreira solo na música instrumental e lançou quatro álbuns. Seu terceiro álbum rendeu uma turnê na Europa, com shows na Espanha, Portugal e Itália. Tocou, ainda, como sideman [músico profissional contratado para se apresentar ou gravar com artistas e grupos musicais]. É funcionário da Datalink desde 2015, quando participou do lançamento da linha de sonorização da empresa. Mas seu primeiro contato mesmo com a empresa se deu como artista. Gravou 18 aulas especiais na plataforma Cifra Club, maior canal de música do mundo, com quase sete milhões de inscritos. Em 2017, assumiu uma nova função na empresa, integrando a equipe de marketing para fazer a divulgação dos produtos. Desde 2022, Fernandes está na gerência da equipe de vendas da Datalink, mas continua na área de marketing também. Além disso, o nosso músico faz apresentações da qualidade dos cabos Datalink com workshops e apresentações em lojas de instrumentos musicais no Brasil todo. Como ele descreve: “São sete anos fazendo um trabalho que respeita o consumidor, o músico, entregando cabos que vão garantir a qualidade da arte.”
A Datalink – empresa brasileira de cabos e conexões de comunicação e de controle para aplicações industriais, agrícolas e smart cities, com foco na entrega de produtos com a maior excelência e segurança – engaja-se ao esforço do movimento mundial Outubro Rosa, cujo propósito é ajudar na conscientização para a detecção precoce do câncer de mama. Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença possui a maior incidência na população feminina no Brasil e no mundo. Nesse sentido, o maior engajamento de profissionais de saúde, instituições públicas e privadas e da sociedade em prol da campanha é fundamental para que se entenda a importância do autoexame e do diagnóstico precoce.
Segundo dados extraídos do Inca, no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres de todas as regiões, com taxas mais altas nas regiões Sul e Sudeste. Para o ano de 2022, foram estimados 66.280 casos novos, o que representa uma taxa ajustada de incidência de 43,74 casos por 100 mil mulheres. Ainda de acordo com o Inca, cerca de 2,3 milhões de casos novos foram estimados para o ano de 2020 em todo o mundo, o que representa cerca de 24,5% de todos os tipos de neoplasias diagnosticadas nas mulheres. Os produtos da Datalink são utilizados em diversos segmentos industriais e de serviços, como a área de saúde e estética.
Entrevista especial
É dentro desse objetivo de compartilhar informações sobre a doença e contribuir à redução da incidência e mortalidade, que a Datalink publica a entrevista especial com a médica ginecologista Marianna Mellone, formada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com especialização em oncologia pélvica.
Mellone, que atende há 15 anos no Sistema Único de Saúde (SUS) em Campinas, na entrevista ao Datalink News, reforça que “quanto mais cedo descoberto [o câncer de mama], menores são as intervenções, como cirurgia, quimio e radioterapia. E maiores são as chances de cura”. Ela aproveita para lembrar, ainda sobre a saúde da mulher, a campanha “Março Lilás” para a prevenção do câncer de colo do útero.
Doutora Marianna Mellone, não há uma causa única para o câncer de mama, mas quais os principais fatores de risco?
Segundo toda a pesquisa científica que temos até agora, os principais fatores de risco são: idade avançada, idade precoce da primeira menstruação e menopausa tardia, história familiar de câncer (mama, intestino e ovários), parentes de primeiro grau com câncer de mama antes dos 50 anos. E ainda: primeira gestação após os 30 anos ou que nunca gestaram. E hábitos de vida: obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool.
Quais os sintomas e sinais de câncer de mama? É possível ter câncer mesmo sem sentir nada no autoexame?
O câncer inicial não tem sintomas, mas pode ser detectado na mamografia. Quando cresce, o sintoma mais comum é o aparecimento de um nódulo, quase sempre indolor, endurecido e irregular. Outros sintomas também podem surgir, como: irregularidades, retrações e inchaço na pele, nódulos nas axilas, inversão do mamilo, secreções do mamilo, sanguinolentas ou como água.
Muito se relaciona a doença à idade da mulher, mas também estamos vendo jovens tendo diagnóstico de câncer de mama. Nesse sentido, a mamografia de rotina em mulheres deve ser feita partir de qual idade?
Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, a partir dos 40 anos. Mas pode ser feita antes em mulheres com história de familiares que tiveram câncer de mama antes dos 50 anos.
A incidência de câncer de mama em mulheres jovens pode ter alguma relação com dieta ou ritmo de vida?
Sim, pode, mas ainda não se sabe ao certo. Algumas das hipóteses é o consumo excessivo de carboidratos, carnes vermelhas e alimentos processados, além de hoje as mulheres terem menos filhos e adiar a idade da primeira gravidez.
Histórico familiar de câncer de mama precisa ser levado em conta também na prevenção?
Sim, é um dos principais fatores de risco, principalmente em parentes de primeiro grau que tiveram câncer antes da menopausa.
Qual a importância da equipe multiprofissional no tratamento do câncer de mama? E o bem-estar psicológico também? Ou seja, além do tratamento médico, como ajudar essa mulher na recuperação da autoestima?
Alguns tratamentos são necessários, mas bastante agressivos e dolorosos, como uma cirurgia extensa, com retirada da mama ou parte dela, a quimioterapia que faz cair os cabelos e traz mal estar e a radioterapia. Vemos também uma mudança brusca na rotina desta paciente, que ficará sem trabalhar e se ausentar das atividades da família em algum momento. Tudo isso vem com sentimento de medo, preocupações, raiva e negação, por exemplo, da paciente e de seus familiares.
Assim, a equipe multidisciplinar com médicos de diversas especialidades – mastologista, oncologista, cirurgião plástico –, psicólogos, fisioterapeutas, equipe de enfermagem e outros, serão peças importantes no tratamento e na cura.
Em sua opinião, como devemos pensar e criar ambientes mais saudáveis para a mulher para evitar essa e outras doenças?
Não há como evitar a doença, mas podemos ter atitudes para reduzir os riscos. A primeira atitude, sem dúvida nenhuma, e é o escopo da campanha Outubro Rosa, é fazer mamografia regularmente para detecção precoce do câncer, se for o caso. E ter uma vida saudável, com boa alimentação, atividade física, sem tabagismo.
Funcionárias fazem chamado às mulheres
Quatro funcionárias da Datalink aceitaram fazer seus depoimentos pela campanha Outubro Rosa: Gabriela Freitas Ferreira, Mikaele da Rocha Silva, Elizangela Neves e Glória Maria Ramos da Silva.
Acredito que o mês de outubro virou um símbolo forte em defesa da saúde de todas as mulheres. É quando reforçamos a importância do cuidado com nosso corpo seja com o autoexame e com a mamografia para diagnosticar qualquer situação diferente ou estranha em nosso corpo. Assim, podemos melhor prevenir um câncer de mama e tratá-lo no começo, pois isso faz toda a diferença para evitar problemas mais sérios. Por isso, a campanha do Outubro Rosa é importante, mas o cuidado precisa se dar todos os dias. Trago o exemplo de minha prima que, aos 29 anos de idade, descobriu um caroço na mama há dois anos e vem fazendo tratamento. Foi realmente um baque porque achamos que nessa idade não aconteceria, mas o diagnóstico cedo ajudou e, com isso, ela vem fazendo o tratamento. Então, sim é muito importante ficarmos alertas e nos cuidando sempre, e o Outubro Rosa tem essa força de ajudar as mulheres.
Gabriela Freitas Ferreira – Auxiliar de Limpeza
A campanha Outubro Rosa é muito importante, vejo que o objetivo dela é que a informação sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama seja disseminada, alertando sobre como é importante o diagnóstico precoce, pois quanto antes o câncer de mama for descoberto e tratado, maior é a chance de cura e consequentemente redução da mortalidade. Além disso, praticar atividade física, ter uma alimentação saudável, manter o peso corporal adequado e fazer exames regularmente também são formas de prevenção da doença.
Elizangela Neves – Gerente de Vendas
Em minha opinião, uma das melhores coisas em ser mulher é ser forte e cuidadosa em todos os sentidos. Acredito que com nosso corpo não é diferente e devemos sempre procurar nos cuidar para seguirmos fortes. O mês de outubro traz a força da campanha que destaca a necessidade da conscientização sobre o câncer de mama, mas não precisamos de uma data específica para lembrar que é importante manter os exames em dia e não esperar ter problemas para ter cuidado com o que é mais importante: a nossa saúde.
Mikaele da Rocha Silva – Recepcionista
Os exames regulares são muito importantes para a prevenção do câncer. Faço os meus de forma regular e todos os anos, e, quando necessário, faço os exames a cada seis meses. No âmbito familiar, acompanho um caso da doença, por isso, fica aqui o meu chamado às mulheres para que fiquem alertas e não se descuidem. A ciência nos mostra que o cuidado com o nosso corpo é um dos grandes aliados para a prevenção de doenças. Vamos nos cuidar, indo ao médico, e fazendo os exames necessários.
Glória Maria Ramos da Silva – Operadora de trançadeira na produção
História
O movimento Outubro Rosa se tornou uma campanha internacional sobre a luta contra o câncer de mama e começou nos Estados Unidos, nos idos de 1986. Já o laço rosa, símbolo adotado pela campanha, foi lançado, no início da década de 1990, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure – hoje apenas Susan G. Komen – distribuiu para todos os participantes da Primeira Corrida pela Cura, em Nova York.
Em 1997, nova ação foi adotada em cidades também norte-americanas, no mês de outubro, como enfeitar locais públicos com o laço rosa para dar visibilidade à campanha. A repercussão foi positiva o que fomentou outras iniciativas para popularizar e sensibilizar a luta pela vida das mulheres, como a iluminação de rosa de monumentos, prédios públicos, pontes, teatros, empresas etc.
A popularidade do movimento alcançou outros países, como o Brasil, cuja primeira iniciativa foi a iluminação em rosa do Obelisco do Ibirapuera, situado na capital paulista, em 2 de outubro de 2002. A iniciativa foi de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa da prevenção do câncer de mama. Desde 2010, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) participa da campanha, promovendo espaços de discussão sobre o controle do câncer de mama e divulgando e disponibilizando seus materiais informativos, trazendo qualidade para o debate, tanto para os profissionais da saúde quanto para a sociedade.
A Datalink orgulha-se de ter fornecido cabos para a maior e mais complexa infraestrutura científica do Brasil, o Projeto Sirius, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). A Datalink forneceu cabos multicoaxiais de LMR195, cabos montados como jumper de RG316 com SMA e N macho e cabos semirrígidos azul com conectores SMA macho para o LNLS. “Além dos cabos, fizemos o serviço de instalação. Os nossos cabos multicoaxiais foram utilizados para gerar sinal de radiofrequência (RF) para impulsionar o elétron, e montados foram usados para ligar o equipamento que gera o sinal com os instrumentos”, explica o engenheiro Edson Borges, gerente de Tecnologia e Inovação da Datalink.
Imagem dos cabos fornecidos para o projeto Sirius. Crédito: Datalink.
Para ele, foi uma experiência importante e inédita para a equipe da empresa que acompanhou e deu assistência, junto com os profissionais do LNLS, a todo o processo de implantação. Depois das fabricações dos cabos, a Datalink enviou duas equipes. “A primeira passou os cabos nas calhas elétricas, já a segunda fez a montagem e instalação. Participei da última equipe, minha função era inspecionar e testar os cabos junto com um profissional do Sirius”, lembra Borges.
O projeto Sirius permitirá a realização de pesquisas de fronteira, contribuindo para a solução de grandes desafios científicos e tecnológicos, como o desenvolvimento de medicamentos e tratamentos para doenças, novos fertilizantes, espécies vegetais mais resistentes e outras tecnologias para agricultura, fontes renováveis de energia, entre muitas outras aplicações, com potencial para gerar grandes impactos econômicos e sociais. Ele é aberto à comunidade científica brasileira e internacional.
Engenheiro Edson Borges que acompanhou a instalação dos cabos em frente à sede do LNLS, em Campinas. Crédito: Acervo pessoal.
Após o desenvolvimento dos cabos para o projeto Sirius, a Datalink obteve projeção internacional e foi escolhida para desenvolver e fabricar os cabos que controlam o feixe de elétrons da fonte de luz síncrotron da Australian Synchrotron, na Austrália. Borges observa que os cabos, para esse tipo de aplicação, exigem particularidades sensíveis na blindagem para evitar interferências de sinais externos, bem como nos materiais usados com o objetivo de deixá-los altamente flexíveis. Borges reforça que a equipe da Datalink se sente muito orgulhosa “por ter contribuído com o desenvolvimento da ciência nacional e mundial”.
Sirius está abrigado num prédio de 68.000 m², com técnicas de obras civis mais sofisticadas já construídas no País. Isso se deve por causa das exigências de estabilidade mecânica e térmica sem precedentes, desafiando a engenharia brasileira.
Linha do tempo – Construção do Sirius
Crédito: CNPEM.
Para falar mais sobre o projeto Sirius e a experiência da utilização dos cabos da Datalink, entrevistamos o engenheiro Sérgio Rodrigo Marques, coordenador da área de Instrumentação Eletrônica e Software do CNPEM.
Dá encomenda até a instalação dos cabos no Sirius, como foi ou tem sido a experiência com a Datalink?
A parceria entre o CNPEM e Datalink, durante todos estes anos, transcorreu de maneira muito suave, sem percalços. Foram projetados, montados e instalados milhares de cabos coaxiais ao longo dos aceleradores de partícula que compõem as fontes de luz. O índice de problemas foi muito baixo e quanto a isso ficamos sempre muito satisfeitos com a rápida resposta e soluções fornecidas pela equipe Datalink quando eram acionados para alguma verificação em campo.
O senhor poderia nos falar como se deu a aproximação do LNLS e a Datalink?
Importante mencionar que o Sirius é a segunda fonte de luz síncrotron do Brasil, e da América Latina. A primeira fonte de luz síncrotron a operar, no Hemisfério Sul, e que funcionava aqui no campus do CNPEM [em Campinas], foi desativada, em 2019, após mais de 20 anos de operação para usuários do mundo todo.
Nessa primeira máquina, usávamos cabos e conectores coaxiais de outro fornecedor nacional para alguns dos sistemas de instrumentação de radiofrequência e diagnóstico de feixe. Mas a experiência não foi boa. Após alguns anos de operação, tivemos de migrar para fornecedores internacionais e realizar um complicado processo de substituição de cabos coaxiais e conectores de alguns sistemas.
Em 2015, iniciamos um processo de busca por novos fornecedores, que reuniu algumas poucas empresas internacionais e a brasileira Datalink. Após avaliação de protótipos e uma longa fase de interação com as equipes de engenharia de todas as empresas, a Datalink foi escolhida por apresentar uma solução mais vantajosa em termos técnicos e financeiros.
Engenheiro, o senhor poderia nos explicar a utilização dos cabos da Datalink na operação do acelerador de elétrons do Sirius?
O projeto Sirius é uma das três únicas fontes de luz síncrotron de quarta geração do planeta. Existem outras duas em operação: o MAX-IV, na Suécia, e o ESRF-U, na França. Dezenas de outras fontes de luz, menos avançadas, estão em operação no Hemisfério Norte.
Uma fonte de luz síncrotron é composta por um complexo de aceleradores de partículas. Uma característica primordial dessas máquinas é a estabilidade estrutural do prédio, que deve estar totalmente isolado de interferências externas, como a vibração ou movimentos mais lentos que possam ser induzidos por rodovias próximas, vento, chuva, gradientes térmicos etc. Qualquer interferência desse tipo aparece como um distúrbio na posição do feixe de elétrons que vai causar perda de qualidade da luz síncrotron produzida.
Engenheiro Sérgio Rodrigo Marques dentro do Linac, acelerador linear do Sirius. Crédito: Divulgação | CNEM.
Para medir a estabilidade do feixe de elétrons que circula nos aceleradores do Sirius, são usados monitores de posição de feixe, cuja sigla em inglês é BPM. Cada BPM gera quatro sinais de radiofrequência [RF] que, quando computados, fornecem a posição do feixe naquele ponto específico do acelerador. Nos 520 metros de circunferência do acelerador principal existem mais de 160 BPMs, cada um produzindo quatro sinais de RF cuja potência absoluta está na casa das dezenas de microwatts.
Podemos dizer que é aí que começa o desafio da engenharia: calcular a posição do feixe significa medir as diferenças de amplitude entre esses tênues sinais de RF com uma grande precisão. Em outras palavras, se o cabo ou conector coaxial, por algum motivo, ao longo do tempo, provocar pequenas variações na atenuação do caminho dos sinais, mesmo que isso gere diferenças da ordem de nano Watts somente em algum dos quatro sinais num BPM, isso será interpretado pelo sistema como uma mudança de posição do feixe. O sistema de correção da órbita do feixe atuará para corrigir esta falsa mudança provocando distúrbios na luz síncrotron.
Um BPM tem funcionamento similar a um sistema de geoposicionamento global (GPS), porém, ao invés de se basear no tempo de transmissão e recepção dos diferentes sinais de diferentes satélites, o BPM se baseia na diferença de amplitude de diferentes sinais vindos de diferentes antenas. Ao invés de ter satélites posicionados a muitos quilômetros de distância e ter alguns poucos metros de exatidão, os BPMs possuem antenas separadas de poucos centímetros e determinam a posição do feixe com resolução da ordem de poucos nanômetros.
A nova fonte de luz síncrotron brasileira está planejada para colocar o Brasil na liderança mundial desse tipo de projeção de luz. O senhor poderia nos explicar o objetivo de toda essa infraestrutura e como a sociedade brasileira pode se beneficiar do empreendimento?
Uma das funções do projeto Sirius é elevar o patamar da ciência brasileira. O projeto bilionário é financiado pelo governo federal e com certeza representa a ferramenta mais versátil hoje disponível na América Latina para pesquisas científicas, ou seja, num único lugar é possível concentrar muitas aplicações de alto impacto do Brasil.
Fontes de luz síncrotron são equipamentos multidisciplinares de grande porte que produzem uma luz de amplo espectro, que vai desde os raios infravermelhos, passando pelos ultravioletas, até os raios-X. Essa diversidade de “cores” da luz e suas características únicas de intensidade e brilho permitem o estudo da matéria em praticamente todas as áreas, em nível atômico.
Linha do tempo – Instalação dos cabos da Datalink
Crédito: CNPEM
Cientistas que pesquisam questões nas áreas de energia renovável, saúde, agricultura, sustentabilidade e meio ambiente precisam fazer análises em uma escala de átomos e moléculas que só é possível com esse tipo de acelerador de partículas. Materiais mais leves e resistentes, melhores fármacos, equipamentos de iluminação mais eficientes e econômicos, melhores fertilizantes e instrumentos menos poluentes são exemplos do que pode ser pesquisado em detalhes no Sirius.
O senhor também poderia discorrer sobre o ineditismo do projeto Sirius e como ele significou novos desafios em pesquisas e também à engenharia nacional?
O complexo de aceleradores do Sirius é formado por milhares de componentes espalhados em diversos sistemas, desde a automação industrial que controla a temperatura do prédio dentro de limites pré-estabelecidos de variação até sistemas super precisos de movimentação que funcionam sob ultra alto vácuo, no mesmo nível de vácuo que se tem na superfície da lua.
Os aceleradores de partículas são compostos por mais de mil eletroímãs alimentados por fontes de energia super estáveis. Vinte ímãs permanentes – que não precisam de fontes de energia para produzir campo magnético – com cerca de 1,3 toneladas cada, compostos de magnetos de NbFeB (neodímio ferro boro) também fazem parte do acelerador.
O sistema de câmaras de vácuo dos aceleradores do Sirius compreende mais de 1300 metros de tubos de cobre de alta pureza ou aço inoxidável seguindo rígidas tolerâncias mecânicas e níveis de limpeza, já que o feixe de elétrons viaja a velocidades próximas à da luz, 300.000 km por segundo, percorrendo o interior destas câmaras de vácuo e não podendo sentir sobressaltos devido a soldas ou junções das diferentes peças. Diversos sensores de temperatura, pressão, humidade etc. monitoram em tempo real a “saúde” de todos os equipamentos. Todos os grandes componentes do acelerador são suportados por berços de aço e concreto especial muito estáveis, especialmente projetados para reduzir vibração.
Todos os equipamentos do acelerador possuem alguma interface de comunicação e são conectados a um sistema de controle com capacidade de ler ou aturar simultaneamente em dezenas de milhares de pontos diferentes. Quase 200 mil variáveis ligadas a este sistema de controle são registradas algumas vezes por segundo num sistema de arquivamento de dados. Um sofisticado sistema de segurança à prova de falhas protege os componentes críticos do acelerador bem como impede o acesso de pessoal não autorizado a áreas específicas. Isso tudo sem mencionar o próprio prédio que abriga o Sirius, uma obra prima da engenharia civil brasileira, cuja fundação principal é isolada do restante do terreno do CNPEM e composta por cerca de 1300 estacas de concreto de 15 metros de comprimento, dispostas sob quase três metros de solo modificado com alto grau de compactação, incluindo o piso que suporta os aceleradores, de 90 centímetros de espessura. Inúmeros outros sistemas e componentes fazem parte desse grandioso projeto.
Ambas as fontes de luz, a primeira na década de 1990 e o Sirius, alguns anos atrás, foram construídos com alto grau de nacionalização, mais de 80% dos recursos financeiros foram investidos no Brasil. A grande diferença é que o Sirius contou com uma forte presença da indústria nacional em diversas áreas, que foi convidada a participar dos desafios de engenharia. Muitas vezes as empresas foram capacitadas e receberam treinamentos para que pudessem produzir, em grande quantidade e com padrão de qualidade adequado, os componentes do Sirius.
Empresas de prestação de serviço de usinagem de precisão para peças que trabalham em ambiente de vácuo são necessárias não só para aceleradores de partícula, mas para a indústria, por exemplo, farmacêutica. Algumas destas empresas existem no Brasil graças às oportunidades trazidas pelo projeto Sirius. Muitos exemplos como esse mudaram as capacidades produtivas das empresas parceiras do Sirius ao longo dos anos de projeto e construção dos aceleradores.
Linha do tempo – Inauguração do Sirius
Crédito: Datalink.
Atualmente, como está operacionalidade do Sirius?
O Sirius foi projetado para ter até 38 estações experimentais operando simultaneamente. Estas estações possuem nomes que remetem à fauna e flora brasileira, outro diferencial interessante do projeto. Na primeira fase de operação do Sirius, 14 estações experimentais foram previstas, dentre as quais sete estão em comissionamento, ou seja, já estão realizando pesquisas com usuários externos, mas a infraestrutura ainda está sendo testada e validada. As estações atualmente em comissionamento são: Carnaúba, Ema, Cateretê, Ipê, Imbuia, manacá e Mogno. Duas estações estão em projeto, a Sapê e Jatobá. As outras, Cedro, paineira, Quati, Sabiá e Sapucaia estão em fase de montagem.
Sobre o LNLS
Criado em 1984, o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), uma Organização Social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), foi responsável pela construção e operação da primeira fonte de luz síncrotron do Hemisfério Sul. Chamada UVX, a fonte de luz operou de 1997 a 2019, beneficiando cerca de mil pesquisadores a cada ano. Ao longo desta trajetória, o LNLS buscou atrair pesquisadores e engenheiros, cuja capacitação promovesse o desenvolvimento de campos tecnológicos importantes para o País.
O LNLS também desenvolveu localmente o conhecimento sobre a construção dos aceleradores e das linhas de luz, com a produção de componentes e equipamentos no Brasil, sempre que possível. Essa estratégia reduziu o custo de construção de sua primeira fonte de luz síncrotron, além de permitir o domínio do conhecimento para a manutenção e atualização da máquina e da instrumentação científica ligada a ela. O conhecimento técnico-científico acumulado ao longo dessas três décadas, por cientistas, engenheiros, técnicos e especialistas em diversas áreas do conhecimento, tornou possível o desenvolvimento do Sirius, um equipamento científico extremamente sofisticado e mundialmente competitivo.
O ANO DE 2021 FECHOU COM CHAVE DE OURO com a retomada do projeto #escutenossocabo! Trata-se de um evento nacional onde nosso artista Maurício Fernandes roda o Brasil demostrando nas lojas parceiras o poder de fogo dos nossos cabos.
Nos dias 13 e 14 de dezembro foi realizado em Teresina/ Piauí o “workshop” #escutenossocabo nas lojas parceiras Portal Music e Dó ré mi, no evento nosso artista, o guitarrista e professor de música Maurício Fernandes bateu um papo com os participantes do evento sobre a importância de adquirir cabos de qualidade na hora de tocar seu instrumento musical.
Na maior parte das vezes, existe uma grande preocupação na hora de escolher seu instrumento musical, porém na hora de escolher o cabo para ligação do instrumento não se dá a mesma importância, o que de fato, prejudica e muito a qualidade final do trabalho do artista. E é isso que demostramos no ‘workshop’ de forma clara.
O evento foi um sucesso e isso não teria acontecido sem o apoio das lojas parceiras e da representante da região Delciara Melonio.
Fique ligado nas nossas redes sociais e nas “novidades” do nosso site para saber quando que o evento irá acontecer na sua cidade!
Propaganda realizada pela loja Dó Ré Mi no programa “Balanço
A quarta edição da São Paulo Oktoberfest começou no dia 25 de novembro (quinta-feira) e vai até dia 12 de dezembro(domingo), reunindo cerca de 70 mil pessoas na inédita Vila Alemã, no Brooklin (SP). O evento terá atrações, shows musicais nacionais e de bandas típicas e mais de 60 opções gastronômicas, sendo 25 pratos germânicos preparados pelo renomado chef Werner Rotzinger.
A Oktoberfest (conhecida em Munique como “Wiesn”), é um festival de cerveja originado em Monique, Alemanha. Foi criado em 1810, pelo então rei Bávaro Luís para celebrar seu casamento.
No Brasil o festival foi realizado pela primeira vez e 1978 em Itapiranga, Santa Catarina, mas, atualmente, é também realizado em Blumenau, Santa Cruz do Sul, Igrejinha, Lagoa dos Três Cantos e Cerro Largo no Rio Grande do Sul, em Marechal Cândido Rondon, Ponta Grossa e São Jorge d'Oeste, no Paraná, entre outras cidades.
Esta edição (SP) é bastante especial para nós da DATALINK, já que o palco do evento está totalmente equipado com nossos cabos de sonorização das linhas profissionais REVOLUTION e GARAGE.
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